Passaram
menos de 24 horas da final da CAN 2013 e é tempo de fazermos um balanço do que
se passou na África do Sul.
África não
é, pelos nossos dias, o lugar onde se deverá ir à procura da magia do futebol.
Esta conversa voltou a estar na ordem do dia logo no início da competição, onde
uma sucessão de empates e jogos sem golos levou algumas vozes, menos habituadas
a acompanhar o futebol africano, a declarar pela enésima vez a morte do futebol
tradicional daquele continente.
No entanto,
há já muito tempo que o futebol africano não é caracterizado pela sua magia. A
generalidade das equipas baseia a sua principal força no físico, sendo que pela
primeira vez na história da competição nenhuma equipa do “Norte” conseguiu um lugar
nos quartos-de-final, facto que vem até reforçar esta ideia. Entre os quatro
semi-finalistas, todos os conjuntos tinham defesas fortes e médios de cobertura
que aplicam, como primeira opção, o seu corpo como arma para jogar a bola.

