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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Este futebol que eu descobri, queria cobrir de novo


A Espanha é campeã europeia de futebol, a primeira seleção a conseguir fazê-lo em dois torneios consecutivos e também com um Mundial pelo meio. No jogo da final, a vantagem espanhola não deixou quaisquer dúvidas. La Roja entrou a dominar, passou o jogo a dominar, terminou a dominar e a golear.

Cesare Prandelli voltou a mexer na sua equipa e, desta vez, tentou dar um passo à frente daquilo que lhe era possível. Pedir à seleção italiana para pressionar sobre a bola foi um exagero, tendo em conta as características dos seus jogadores, o nível de desgaste acumulado e a falta de treino para este movimento específico.

O resultado foi ver a Espanha, desde o início, com imenso espaço para jogar da forma que mais gosta, demorando também pouco tempo para se ter a certeza que o título seria entregue sem luta. Xavi fez uma partida fabulosa e o esquema sem ponta-de-lança de Del Bosque teve oportunidade para se exibir com o seu melhor fato de gala. Tanto que até houve tempo para dar golos a Torres e a Mata, campeões europeus de clubes, a acumular esse título com a seleção.

O futebol espanhol não foi, ontem, tão aborrecido como parecera nos jogos anteriores. Mas o jogo foi. De uma final onde esteve apenas uma equipa, não há muito entusiasmo a retirar. A Espanha encontrou uma nova forma de jogar futebol, ainda que essa forma iniba totalmente a existência de um adversário. E num jogo onde uma das equipas é apagada, perde-se a sensação de jogo e fica-se apenas com a sensação de exibição.

Este futebol que foi descoberto e que ganhou o seu lugar na história não é o futebol do futuro. É uma perfeição nos termos que apaga a competição. Aos espanhóis é devido o aplauso por o terem conseguido. Mas com esse aplauso junta-se também um pedido. O espetáculo foi bonito. Agora queremos o jogo de volta.  

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O anjinho era Low


Estará ainda por explicar porque é que Joachim Low, tão seguro do seu onze na conferência de imprensa anterior à meia-final, acabou por se sentir tentado a reforçar a zona interior do meio-campo com Toni Kroos. A Alemanha mexeu e, apesar de ter entrado mais forte no jogo, foi completamente tomada por uma Itália mais segura, mais ambiciosa e, sobretudo, com um jogador que pegou no jogo pelos “cornos”.

Mário Balotelli nunca foi tão efetivo como ontem. Na forma como apareceu a rematar, a marcar, a tirar a camisola para se mostrar ao mundo. Levou a Itália à vitória, depois de Pirlo a ter levado ao domínio da partida. É entre estes dois jogadores, tão contrários um ao outro, que Cesare Prandelli tece o cuidado fio de jogo italiano. Com mestria e sucesso, já que atinge uma final inesperada. Com glória, caso consiga aquilo que todos parecem agora desejar. Que o futebol atraente da Itália conquiste o título das mãos dos “aborrecidos” espanhóis.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Todos querem uma pequena vingança


Alemanha e Itália entram em campo em busca de um lugar na final do Europeu, onde terão oportunidade de vingar derrotas passadas frente aos Espanhóis. Mas para lá chegar, há que ultrapassar um adversário complicado.

22 de junho de 2008, Estádio Ernst Happel, Viena, Áustria. A Espanha iniciava a sua caminhada em direção ao domínio do futebol mundial. Ainda que poucos o adivinhassem, este jogo marcou o início de uma era que Alemanha e Itália esperam poder quebrar ainda esta semana. Nesse dia, a seleção italiana treinada por Roberto Donadoni, vendeu cara a derrota, avançando até à marcação de grandes penalidades. E sim, tal como ontem, os espanhóis venceram por 4-2.

Paz


Há uma certa sensação de pacificação no momento da derrota. Não é felicidade ou alegria. Apenas a certeza de que, apesar do resultado, esta guerra terminou.  

Nem sempre uma derrota


Nem sempre uma derrota significa que se poderia ter feito algo diferente. Esta é uma das verdades que custa a aceitar, de tão áspera. Portugal entrou frente à Espanha como o jogo lhe exigiu. Com cuidados defensivos e tentando, durante 90 minutos, colocar a bola na velocidade dos seus extremos. Na defesa, Portugal teve quase sempre sucesso. Tal como a Espanha, aliás, que não deu um milímetro a Cristiano Ronaldo e Nani.

No meio-campo, João Moutinho foi gigantesco a rasgar as tentativas de evolução espanhola e o tiki-taka como que esteve ausente durante o jogo. Do outro lado, Busquets e Xabi Alonso sobravam para evitar que qualquer lance de perigo surgisse da intermediária portuguesa. Foi com este empate técnico que as duas equipas foram para prolongamento.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Portugal no caminho da final


A seleção portuguesa tem estado, nos últimos anos, no caminho das finais das grandes competições. Depois de atingir a final do Euro em 2004, os portugueses foram sempre eliminados por finalistas ou campeões. Oito anos depois, Portugal quer vencer o seu primeiro grande título. Será capaz?

Cristiano Ronaldo tinha apenas 21 anos, lutava pela titularidade no Manchester United, onde era um promissor extremo, vestia a camisola 17 e acabara de ser promovido a titular na seleção portuguesa. Foi em 2004 que Portugal disputou a primeira final da sua história e o jovem madeirense ainda não era nada daquilo em que se transformou nos últimos oito anos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quatro equipas a sonhar com um título


Espanha, Portugal, Alemanha e Itália são as quatro equipas que estão na corrida para conquistar o Euro 2012. Em cada uma delas se destacam também os principais jogadores do torneio. O Falamos Futebol faz o mapa da qualidade presente em cada conjunto.

Atual campeão europeia e mundial, a Espanha tem conseguido fazer um caminho sem sobressaltos neste Europeu. Depois de passar a fase de grupos com apenas um empate, frente à Itália, os espanhóis não tiveras dificuldades para ultrapassar uma França demasiado remetida para o seu meio-campo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Grandes penalidades


E no dia em que voltarem a dizer que as grandes penalidades contrariam a beleza do futebol, voltem a passar o vídeo do jogo de ontem e percebam, de uma vez por todas, que nas grandes penalidades está a justiça poética mais pungente de toda a história do futebol. Tal como a imortalidade de Pirlo, agora em forma de Panenka.  

domingo, 24 de junho de 2012

Franceses faltaram a festa aborrecida


Ver a Espanha jogar pode ser tão aborrecido como, por confusão de agenda, entrar num estádio em dia de treino de posse de bola, daqueles em que os treinadores utilizam apenas onze jogadores contra adversários imaginários. É eficiente, sem dúvida alguma, mas retira toda a alegria a um jogo.

O Espanha – França colocava, frente a frente, duas equipas que privilegiam a posse da bola acima de tudo. Isso, de facto, aconteceu. As equipas dividiram a bola entre si, com a pequena diferença de que os espanhóis o fizeram buscando a vantagem no marcador, enquanto o adversário tentava segurar a bola para evitar que os espanhóis marcassem.

Ao deixar Nasri no banco (com um lateral direito, Debuchy, a ocupar o lugar do extremo do Man City), Laurent Blanc anunciou ao jogo que iria tentar passar por ele sem risco. E não arriscou. Perdeu 0-2 sem nunca ter sequer levado perigo à baliza de Casillas. Um jogo aborrecido, fraco, onde apenas aconteceu o previsível. A Espanha ganhou.

O confronto: quem defende melhor, ganha?


Inglaterra e Itália são duas equipas com fama de defensivas. Ambas chegam aos quartos de final sem derrotas e parecem com capacidade para exigir um favoritismo que não lhes era entregue à partida.

No dia 8 de junho, Inglaterra e Itália pareciam estar fora da lista dos principais favoritos a vencer o Euro. Apesar de serem duas equipas com tradição na prova, a fragilidade inglesa e a confusão italiana faziam esperar uma passagem negra por este torneio. Mas a fase de grupos veio demonstrar algo diferente.

sábado, 23 de junho de 2012

Fazer o que se pode


Verdade seja dita, a Grécia só podia fazer o que fez. Recuas as suas linhas, esperando evitar uma Alemanha arrasadora e aproveitar qualquer espaço que encontrasse para responder na transição. Conseguiu não sofrer golos nos primeiros 40 minutos, até que Lahm, num remate imparável, colocou o marcador em 1-0. No reatar do jogo, Gekas e Samaras ainda inventaram o golo do empate, mas os alemães nunca perderam as estribeiras frente a um conjunto que sabia o que fazer.

Low surpreendeu com a entrada de Reus, Schurle e Klose. Não me parece que a Alemanha tenha ganho algo com a troca. Houve mais velocidade nas linhas e maior mobilidade na área, mas Muller e Podolski poderiam ter desorganizado a defensiva grega mais cedo e Gomez teria sido um jogador mais difícil de controlar pelos centrais helénicos. No final das contas, a Alemanha deu descanso a três titulares. Fez o que podia. E se isso não tiver consequências ao nível da confiança dos jogadores que ficaram no banco, terá assustado ainda mais quem tiver que enfrentar os alemães nas meias. Sim, porque para além destes seis, Low ainda pôde chamar Gotze para entrar em jogo.

Para Fernando Santos, acabou a caminhada no Euro 2012. Cumpriu o objetivo de atingir os quartos de final, mostrou uma Grécia digna e lutadora, apesar das muitas limitações apresentadas pelos jogadores disponíveis. Emitiu um sinal de esperança para todos aqueles que tiveram no futebol um parco sinal de esperança num país onde tudo parece ir caindo “cano” abaixo. Não é pouco, acreditem, o que fez o Engenheiro. Parabéns para ele. 

O confronto: duas equipas e apenas uma bola


Sabe quem foram as duas equipas que tiveram mais minutos a bola em sua posse durante a fase de grupos do Euro 2012? Se disse Espanha e França, acertou. As duas equipas vão jogar hoje nos quartos de final e uma bola parece pouco para quem gosta tanto de a ter em seu poder.

Espanha e França. O atual campeão europeu e mundial frente a uma equipa em reconstrução. Em comum, um onze cheio de jogadores que adoram ter a bola nos seus pés, procurando, através de passes curtos, progredir sobre defensivas cada vez mais desgastadas. Na antevisão deste encontro, é difícil perceber quem poderá ceder.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sacrifício dos inocentes


O jogo entre Portugal e Rep. Checa começou a ser desequilibrado ainda antes do árbitro dar início à partida. Michal Bilak sabia que pouco podia fazer para impedir que Portugal se lançasse sobre a sua equipa. Por isso tentou contrariar esse avanço pegando na bola e surpreendendo os portugueses. Paulo Bento sabia que iria ser assim. Como em todos os jogos neste Europeu, Bento oferece a bola ao adversário nos primeiros minutos, preparando a sua resposta.

Ontem, a resposta foi brutal. Quando Portugal pegou na bola não mais deixou de empurrar os checos para dentro da sua baliza. Bolas ao poste, a embater nos defesas, a oferecer grandes defesas a Cech, houve de tudo e sempre com uma certeza: o jogo de ontem era de Portugal.

Cristiano Ronaldo foi Cristiano Ronaldo. Incitou os seus colegas, tomou a iniciativa, rematou, insistiu, sempre, até marcar. O golo de Portugal nasce da clarividência de três jogadores que deixaram tudo em campo. Nani, João Moutinho e Ronaldo. Já estavam há quase 80 minutos a carregar sobre os checos, mas nunca perderam o sentido nem a objetividade.

No final, fica a sensação que se deu um sacrifício de uma equipa inocente, sem grande capacidade para fazer frente a um adversário que vai lançado para a quarta meia-final nos últimos cinco europeus. Portugal sente-se agora imparável. Com confiança, mas também com um sentido de responsabilidade que talvez nunca tenha sido um dos atributos dos portugueses.  

O confronto: Isto não é economia?


“Os gregos não têm nenhuma lição a receber”. Foram estas as palavras de Fernando Santos ainda antes de saber que teria que enfrentar a Alemanha nos quartos de final. Será que no jogo de hoje a economia fica fora do relvado?

Talvez seja um tanto irónico que Alemanha e Grécia, que nos últimos meses têm travado uma intensa luta política pelo resgate económico dos gregos, se encontrem num jogo dos quartos de final deste Euro. Mas o futebol tem oferecido a muitos países esta oportunidade única de, durante 90 minutos, enfrentarem-se como iguais onze homens que saem de realidades totalmente díspares. Fernando Santos compreende bem essa situação e não perdeu tempo a tentar capitalizar isso junto da sua equipa.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O confronto: Cech vs Ronaldo


É uma disputa com grande história na Liga Inglesa, onde Petr Cech defende a baliza do Chelsea e Cristiano Ronaldo deixou a sua marca com a camisola do Manchester United. Mas até já teve um episódio num Euro. Será que hoje se repetirá 2008?

Petr Cech e Cristiano Ronaldo são duas figuras do futebol mundial. Este noite, em Varsóvia, a sua experiência marcará o jogo entre Rep. Checa e Portugal. Há uma longa história de encontros entre estes dois jogadores. Cristiano Ronaldo partiu para Inglaterra em 2002, para vestir a camisola do Manchester United. Por ali fez o seu crescimento futebolístico e, na época seguinte a ter conquistado os seus primeiros títulos (Supertaça e Taça de Inglaterra, em 2003/04), viu chegar Petr Cech para o Chelsea, clube com quem viria a lutar pelo domínio do futebol inglês.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Euro 2012: altos e baixos na fase de grupos


Os primeiros 24 jogos do Europeu selecionaram as 8 melhores equipas, que irão continuar a lutar pelo título neste campeonato. No Falamos Futebol, escolhemos quatro altos e baixos da competição.

Altos

Um antídoto para o tiki-taka? A primeira sensação deste Europeu foi a possível descoberta de um antídoto para aquele que é considerado o melhor futebol do mundo. A Itália de Cesare Prandelli utilizou uma defensiva de apenas 3 defesas, com De Rossi a ser o “terceiro central”, entre os dois outros na sua posição de origem. Através de um meio-campo muito versátil, onde Pirlo, Marchisio e Thiago Motta assumem tarefas defensivas e ofensivas, os italianos respondiam à abertura de jogo espanhol com dois “laterais” como Maggio e Giaccherini, muito rápidos e agressivos. É claro que a Espanha, mesmo sem ponta-de-lança, não é o Barcelona. Mas ficou no ar uma possibilidade que poderá ser explorada na próxima temporada.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fecha a boca, Balotelli


Desta vez, o avançado começou no banco. No entanto, estreou-se a marcar no Euro. Mário Balotelli é uma figura do futebol. Quase sempre por razões exteriores ao jogo. Ainda assim, volta e meia, mostra porque tantas esperanças se depositam no seu talento. Ontem, agarrado por O'Shea, conseguiu colocar a bola entre o defesa e o guarda-redes irlandês para marcar um grande golo.

Mas não será pelo golo que Balotelli será recordado. Não por este. Porque no momento dos festejos, Mário parecia preparado para “botar” discurso ao mundo, precisando de um atento Bonucci para lhe tapar a boca. Pelo que as imagens televisivas podem mostrar, Balotelli ainda tentou organizar um qualquer pensamento. Mas que ficou para sempre perdido nas mãos do defensor da Juventus.

Fecha a boca, Balotelli, parece ter sido a mensagem. Mas, por favor, continua a encantar-nos com golos como o de ontem.  

Que Espanha, afinal?


A Espanha atinge os quartos de final do Euro com duas vitórias e um empate. Nos números, tudo parece bater certo. No entanto, a exibição cinzenta frente aos italianos e o aparente marasmo frente aos croatas deixam algumas dúvidas no ar.

Que Espanha teremos em jogo agora que um resultado negativo significa a exclusão? A Espanha que se revela decisiva ou uma outra, de baixa rotação, que tem andado demasiado presente (ou ausente, se preferirem) neste torneio?

Vicente Del Bosque parece não ter a resposta. Mas tem, seguramente, a preocupação.  

Inglaterra – Ucrânia e Suécia – França


Com a França a defrontar uma Suécia já eliminada, precisando apenas do empate para se apurar, o frente a frente entre ingleses e ucranianos centra todas as atenções. A jogar em casa, a Ucrânia quer manter-se em prova, mas os ingleses terão Rooney para ameaçar o conjunto de Blokhin.

Inglaterra – Ucrânia

A prova de sobrevivência dada pelos ingleses no jogo frente à Suécia pode ter sido essencial para continuar em prova neste Europeu. Só assim a equipa de Roy Hodgson chega com vantagem ao último encontro do grupo, onde terá pela frente um dos países organizadores. A outra boa notícia é o regresso de Rooney, que viu, até aqui, o Euro da bancada. Com a disponibilidade de Rooney, Hodgson deverá optar por uma frente de ataque “made in Manchester United”, juntando-lhe Welbeck e Ashley Young. Acrescente-se Theo Walcott e os ingleses terão capacidade para vencer qualquer adversário.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carros a apitar na rua


Poucos minutos depois de terminar o Portugal – Holanda, havia carros a apitar na rua. As pessoas soltaram-se, finalmente, das amarras da crise e do discurso miserabilista e vieram para a rua festejar. Portugal está nos quartos de final.

Noventa minutos antes, a equipa portuguesa entrou encolhida em campo, perante uma Holanda que precisava de ganhar por dois ou mais golos de diferença. Sofreu um golo,um grande golo marcado por Van der Vaart, e aí começou a acordar para a necessidade de vencer a partida.

Cristiano Ronaldo esteve em quase todos os grandes momentos do jogo ofensivo português. Como já tinha estado frente à Alemanha (apesar de muito preso à linha) e frente à Dinamarca (apesar do aproveitamento nulo). Para o mal e para o bem, tem sido sempre Ronaldo a mexer e importunar as defensivas contrárias.

Na defesa, Pepe esteve imperial. Para além da sua qualidade técnica acima da média, o central português joga com o coração, deixando a pele em campo. A isso junta o facto de ser o atleta com maior concentração competitiva e ascendente sobre os colegas de equipa. Essencial para um conjunto de sucesso.

No banco, Paulo Bento manteve-se igual a si próprio. Tem um onze definido e as opções claras na sua cabeça. Nélson Oliveira é a opção a Hélder Postiga, quando o jogo oferece espaço para correr na frente, o meio campo é preservado como unidade física essencial (e por isso Custódio entrou quando Raul Meireles rebentou) e Rolando é para utilizar sempre que nos minutos finais a equipa queira manter o resultado.

Passa por esta constância das suas principais figuras o sucesso de Portugal, que não tem nota artística, mas tem uma capacidade de sofrimento pouco habitual na história da nossa seleção. E estará nos quartos de final do Euro 2012.