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domingo, 10 de junho de 2012

O pouco uso que lhe dão


A frase mais forte da análise ao jogo Alemanha – Portugal saiu do twitter de Júlio Maldonado ( @maldinisport). Foi isto o que escreveu o comentador espanhol: “Tremendo el poco rendimiento que saca Portugal a Cristiano”.

No fundo, é uma análise contrária ao fluxo de pensamento unânime. Enquanto tantos outros culpam Ronaldo por não render na seleção, Maldonado culpa a seleção por não aproveitar Ronaldo.

Obriga-nos a pensar quem, numa equipa, é responsável pelo sucesso. Se a estrutura, no seu todo, com treinador à cabeça, se um dos jogadores, por muito bom (ou muito mau) que ele seja.

Em 99% das hipóteses, diríamos que a responsabilidade é da equipa. Mas a prova de que Cristiano Ronaldo é um jogador raro e enorme, é o fato de nos deixar a pensar.

Entre o querer e o poder


Portugal quis entrar no Europeu sem perder o pé na primeira onda, que era grande e assustadora, dado a Alemanha ser uma das grandes favoritas à vitória na competição. O que descobriu, quando pôs os pés na água, é que os alemães sentiam exatamente o mesmo. Joachim Low e Paulo Bento montaram as suas equipas para não perder e estiveram perto de o conseguir. O resultado foi termos assistido aos dois onzes com melhores índices defensivos do torneio, até agora.

Na forma de atacar residia a principal diferença entre os dois conjuntos. Portugal tentava atacar com velocidade, apostando no erro dos germânicos, enquanto a Alemanha atacava de bola no pé, sem nunca ter encontrado espaço para rematar com perigo à baliza do adversário. Sintomaticamente, Rui Patrício termina o jogo sem ter efetuado uma defesa digna de registo. Portugal esteve mais perto de marcar no final da primeira parte, quando Pepe atirou à barra, mas o empate era um resultado justo.

À procura das diferenças


Há dois anos atrás, Holanda e Dinamarca estrearam-se num Mundial jogando frente a frente. A sua estrutura em campo não era diferente, na sua essência, daquela que apresentaram na tarde de ontem na Ucrânia. No entanto, há dois anos, os holandeses partiram rumo à final com uma vitória por 2-0, enquanto ontem sofreram uma derrota que os deixa em situação perigosa no seu grupo.

À procura de diferenças, podemos dizer que a Dinamarca é agora uma equipa bem mais consistente do que no Mundial, com um organizador de jogo, Eriksen, a oferecer ao conjunto um ponto onde a bola pode chegar para sair com mais perigo. Na equipa holandesa, a consciência da fragilidade defensiva passou de uma preocupação para ser um princípio radical, mergulhando a laranja numa redoma de medo que parece prender toda a equipa.

A perder desde os 24 minutos de jogo, Van Marjwick esperou quase cinquenta minutos para fazer as primeiras substituições, retirando nessa  altura um dos dois pivôs defensivos que tinha em campo. O medo de sofrer mais golos tinha-se sobreposto, dolorosamente, à necessidade de os marcar, transparecendo no relvado uma equipa que tem ainda os ingredientes de uma laranja que pode ser fabulosa, mas não é.

Espanha – Itália e Rep. Irlanda – Croácia


Num grupo onde o apuramento parece entregue desde o dia do sorteio, os favoritos enfrentam-se no primeiro jogo, enquanto os candidatos à surpresa terão que vencer hoje para sonharam com os quartos-de-final.

Espanha – Itália
Campeões da Europa e do Mundo, os espanhóis não sentem que lhes falta nada para conseguir algo nunca alcançado antes: vencer três grandes competições consecutivas. As faltas de Puyol e Villa não deverão ser excessivamente sentidas, com Sérgio Ramos e Piqué a serem dois dos melhores centrais do mundo e Fernando Torres a ganhar a titularidade depois de se ter sagrado campeão europeu de clubes.

sábado, 9 de junho de 2012

O homem que aparece de quatro em quatro anos


Roman Pavlyuchenko apresentou-se ao mundo em 2008, no Europeu realizado na Suiça e na Áustria. Um ponta-de-lança promisor, só aos 26 anos, depois de conquistar o seu lugar no Spartak de Moscovo e na seleção, pisou pela primeira vez os grandes palcos. Fê-lo em estilo. Numa Rússia que cativou aos amantes do bom futebol, Pavlyuchenko marcou três golos e foi uma das referências ofensivas do torneio, acabando por ganhar, também, uma transferência para o Tottenham.

Em Londres, Roman não foi feliz. Nunca marcou os golos que se esperava que marcasse, nem demonstrou o mesmo perfume que lhe parecia natural na Rússia de 2008. Passou muito tempo no banco, por várias vezes esteve à porta da saída até que, já esta temporada, regressou a Moscovo para jogar no Lokomotiv. Sem ter propriamente oportunidade para brilhar, o avançado conseguiu confirmar um lugar entre os 23 convocados por Advocaat, ficando no banco no início da partida inaugural.

Aos 73 minutos foi chamado para entrar no relvado. A sua altura, passo meio desajeitado, fizeram-me relembrar o avançado de há quatro anos atrás. E, na verdade, não foi preciso esperar muito para o rever em todo o seu esplendor. Passados menos de dez minutos, pegou na bola do lado esquerdo da área, simulou, ganhou espaço e atirou um verdadeiro míssil para as redes de Petr Cech. Afinal era verdade. Pavlyuchenko ainda estava vivo. É ele o homem que aparece de quatro em quatro anos.

Desta vez não, Karagounis


A equipa grega voltou a colocar-se a jeito de estragar a festa de um anfitrião do campeonato europeu ao empatar frente à Polónia. Perante uma equipa que foi muito forte durante a primeira parte e displicente na segunda, a Grécia de Fernando Santos fez o que lhe competia. Aguentou como pode enquanto o adversário se lançou na ofensiva (e teve sorte em não sofrer mais golos), vindo a explorar os espaços que esse mesmo adversário foi abrindo na defensiva.

Aos 69 minutos, a grande oportunidade dramática dos helénicos, com Szczesny a ver o cartão vermelho por cometer grande penalidade e Karagounis a apresentar-se frente ao recém-entrado Tyton para marcar. Os gregos sabem como é difícil enfrentar titãs. E Tyton defendeu. Um pouco por toda a Europa respirou-se de alívio. A Grécia não tinha, uma vez mais, toda a sorte do seu lado. Teve alguma. Mas não toda. Desta vez não, Karagounis.

Alemanha – Portugal e Holanda – Dinamarca


As aspirações portuguesas neste Europeu começam hoje a ser postas à prova e logo frente a um dos grandes favoritos à vitória final. No outro jogo do grupo, Holanda e Dinamarca pesam as possibilidades de cada uma seguir em frente.

Alemanha – Portugal
Enquanto os alemães fizeram uma fase de qualificação sem mácula, os portugueses passaram dificuldades e só no play-off ganharam o bilhete para o torneio. Nos jogos de preparação, ambas as equipas tiveram resultados pouco animadores, mas assim que a bola começar a rolar em Lviv, nada disso contará. Duas equipas lutam pelo melhor início possível num grupo onde concorrentes fortes terão que ficar pelo caminho.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polónia – Grécia e Rússia – Rep. Checa


Chegou, finalmente, o primeiro dia de competição do Euro 2012, com a abertura a fazer-se na Polónia, que recebe uma equipa grega com boas memórias destes jogos, e a Rússia a enfrentar a Rep. Checa.

Polónia – Grécia
Um país inteiro espera este jogo há dois anos, data em que a equipa polaca fez o seu último jogo oficial. Para a abertura, um adversário como a Grécia pode parecer uma benesse dos deuses, dado que oferece todas as possibilidades de vitória. No entanto, os gregos já estragaram a festa de Portugal em 2004 e, com uma atitude bastante diferente, poderão fazer o mesmo frente aos polacos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dará sorte tanto azar?


A Inglaterra perdeu hoje, temporariamente, Jermaine Defoe. Devido à morte do seu pai, o avançado inglês foi autorizado a voltar a casa para assistir às cerimónias fúnebres, sendo que Roy Hodgson decidiu não chamar ninguém para o seu lugar – quando o jogador se sentir em condições, voltará a juntar-se ao plantel europeu.

Com esta falta, a Inglaterra assume o encontro com a França com apenas duas opções ofensivas. Carroll e Welbeck. À partida, só um será titular, mas a presença de Defoe no banco seria uma opção bem capaz para a equipa inglesa, em caso de o jogo não lhes correr de feição. Sem treinar durante alguns dias, a presença do avançado do Tottenham, a acontecer, não deverá ser em condições de ajudar uma equipa que tem percorrido todos os azares possíveis e imagináveis nestes últimos meses.

Será que dará sorte tanto azar? Talvez seja essa a última esperança dos ingleses.  

Dinamarca, um velho conhecido


A equipa dinamarquesa tem sido um adversário habitual da equipa portuguesa, nos últimos grupos de qualificação para Mundial e Europeu. Na Ucrânia, será um dos seus concorrentes no chamado grupo da morte. O que esperar desta Dinamarca?

Morten Olsen é um treinador com vasta experiência, estando à frente da seleção dinamarquesa há 12 anos. Neste Europeu, caso não tivesse tido um sorteio tão desfavorável, pensava poder assumir-se como favorito a atingir, no mínimo, os quartos de final. Sendo verdade que ter a Alemanha, a Holanda e Portugal como adversários redimensiona as expectativas, o fato é que a Dinamarca continua a parecer um bom candidato a surpresa nesta competição. E as surpresas acontecem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A reinvenção da França e Rep. Checa


França e Rep. Checa chegam ao Euro depois de atravessarem um período de renovação. Se os franceses chegam com ambições de vitória, os checos tentam surpreender num grupo muito equilibrado.

A equipa de Laurent Blanc terá hoje o seu último teste frente à Estónia, antes de se estrear no Europeu com uma complicada partida contra a Inglaterra. Na última semana, a lesão de M'Vila poderá ter lançado uma pequena dúvida num onze que parece bem estruturado e definido na cabeça do treinador.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que sorte para as equipas britânicas?


Enquanto a Inglaterra se vê atingida por uma série de lesões que impedem dez dos possíveis convocados de jogar no Euro, a Rep. Irlanda, com Trapattoni no comando, espera surpreender um dos favoritos à vitória.

Os ingleses bem poderão entrar para a história como a equipa que passou por maiores convulsões em vésperas de um Europeu. Para começar, a saída de Fabio Capello deixou a seleção orfã de treinador durante uns meses. Stuart Pearce, técnico da equipa olímpica, assegurou a transição até ao final do campeonato, quando Roy Hodgson foi finalmente anunciado. A escolha deixou de sobrolho franzido muitos analistas, que esperavam uma aposta mais forte da Federação Inglesa. Mas esta optou, claramente, pela experiência de um técnico que já passou por muito no futebol internacional.

domingo, 3 de junho de 2012

Portugal – Turquia: a última palavra


1)Com o onze apresentado no jogo frente à Turquia, Paulo Bento deixa em aberto apenas um lugar para a estreia no Europeu. Hugo Almeida ou Hélder Postiga? Frente aos turcos, a utilização de Almeida, dando uma maior presença na área (ainda que sem resultados), parecia preferível. Mas para enfrentar a Alemanha, a mobilidade de Postiga poderá permitir criar mais perigo.

2)As estreias de Miguel Lopes e de Custódio mostraram que Portugal tem opções para as posições de lateral direito e de número 6. Se Lopes, no entanto, estará muito longe de roubar o lugar a João Pereira, Custódio não precisou de mais de 10 minutos para mostrar que é um jogador a ter em conta para substituir Miguel Veloso. É, de certa forma, injusto para Veloso, depois das boas exibições nos jogos frente à Bósnia, a possibilidade de perder o lugar no onze. Mas Custódio tem as características necessárias para ocupar o lugar. A fazer lembrar o aparecimento de Costinha no Euro 2000.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A melhor equipa ganha?


A Alemanha de Joachim Low chega ao Europeu como principal favorito à vitória, depois de uma fase de qualificação brilhante. Mas, numa competição como o Euro, num grupo complicado como é o B, a equipa alemã terá que fazer pela vida. Quem chega à competição sem grandes responsabilidades é a Grécia, num processo de construção liderado por Fernando Santos. O objetivo é surpreender.

Dois jogos marcaram negativamente o futebol alemão no último mês. Primeiro, a inesperada derrota do Bayern de Munique na final da Liga dos Campeões disputada no seu estádio, perante o Chelsea. Esta semana, nova derrota, frente à Suiça, no primeiro jogo de preparação da seleção. Alguns comentadores julgam ver nesta segunda derrota aspetos positivos. Como se os jogadores do Bayern, dobrados pela derrota na Liga dos Campeões e ausentes neste jogo, pudessem agora sentir-se essenciais para salvar a equipa do seu país. No entanto, no futebol, as coisas nunca são assim tão fáceis.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Haverá uma terceira vez, Espanha?


Campeã Europeia e Mundial em título, a Espanha chega ao Euro 2012 com a possibilidade de ser a primeira equipa a ganhar três grandes competições de seguida. Mas será que “La Roja” tem ainda a frescura e a ambição necessárias para vencer?

Na verdade, a equipa espanhola não tem qualquer segredo para ninguém, e talvez essa seja, por agora, a sua maior fragilidade. O mundo inteiro segue as equipas que servem de base à seleção de Vicente del Bosque, conhecendo-se de cor quem são e como jogam cada um dos jogadores. Por outro lado, um ano intenso na Liga Espanhola, as presenças nas fases adiantadas das competições europeias de dezoito dos vinte e três convocados e, finalmente, o facto de terem ganho já Europeu e Mundial poderá fazer com que a Espanha se apresente cansada nesta competição.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Regresso ao passado?


Itália e Suécia são duas seleções que já conheceram a glória em campeonatos europeus, apostando em 2012 para regressar ao passado. Mas estarão em condições de cumprir com tamanha ambição?

Depois de atingir a final em 2000, a Itália não voltou a conseguir grandes sucessos nos Europeus, ainda que, pelo meio, tenha conseguido um título mundial. Na anterior campanha, em 2008, os italianos ficaram pelos quartos de final, perdendo contra a poderosa Espanha, este ano seu adversário já na fase de grupos. Cesare Prandelli não terá assim tarefa fácil, até porque começa logo com um jogo frente à Armada Espanhola.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O drama de jogar em casa


A Ucrânia disputará o seu primeiro Europeu em sua casa, algo que pode ser visto como uma vantagem ou como uma pressão exagerada sobre uma equipa que está longe do seu melhor. Entre estrelas em final de carreira e jovens com pouca experiência internacional, Oleg Blokhin tenta o milagre de levar os ucranianos a passar a primeira fase.

Os problemas do técnico ucraniano começam logo na baliza onde os seus preferidos, Dikan e Shovkovskiy, se lesionaram e não poderão fazer parte das contas. Assim, a titularidade será entregue a Pyatov, guarda-redes do Shakhtar Donetsk, que apesar da experiência a nível de competições europeias, não garante grande segurança à equipa. No entanto, para além dele, só existem opções com uma ou nenhuma internacionalização.

domingo, 27 de maio de 2012

A primeira das preparações

Começam os jogos de preparação e, um pouco por toda a europa, estádios cheios de adeptos ansiosos e cronistas da desgraça adivinham o pior para cada uma das seleções que disputará o Euro. Afinal, já quase todas as equipas entraram em campo para o primeiro dos jogos de preparação e nenhuma pareceu convencer ninguém.

Perante ataques em branco, defesas permissivas e estrelas com ar de enfado, o adepto lembra o preço do bilhete e a necessidade de começar a ganhar já. No entanto, do ponto de vista de treinadores e jogadores, este é apenas mais um treino, e daqueles onde o importante é que ninguém se magoe, não vá perder, em cima da hora de levantar voo rumo à Polónia ou Ucrânia, o lugar entre os 23.

Assim, da primeira das preparações, a única coisa definitiva que se pode tirar são os jogadores lesionados. E essa, está claro, é a conclusão a que ninguém quer chegar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rússia e Croácia podem ser surpresas


Sem constar do lote dos principais favoritos, quer a Rússia, quer a Croácia poderão ser surpresas no próximo Euro, dada a consistência dos seus conjuntos. Amanhã, entram em campo para os primeiros jogos de preparação.

Com Dick Advocaat na liderança, a equipa russa chega à fase final do Euro com a confiança em alta. A liga local vive um momento de grande ânimo, com várias equipas a reforçarem os seus plantéis e a maioria dos jogadores da seleção a preferirem ficar por casa, em lugar de se aventurar por outras ligas europeias. Assim sendo, não é de estranhar que apenas dois jogadores sigam as suas carreiras longe da Mãe Rússia.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Preparando-se para o grande desafio


Começa hoje a preparação no relvado para o Euro 2012, com duas das equipas a fazerem os primeiros jogos amigáveis. Enquanto a Holanda enfrenta o Bayern de Munique, a Polónia joga contra a Letónia. Um primeiro olhar sobre os jogadores que estarão na grande competição do futebol europeu.

Num jogo que estaria pensado para ser uma grande festa de consagração para a equipa do Bayern, o clube de Munique recebe hoje a seleção da Holanda, no seu primeiro teste a caminho do Euro 2012. Os holandeses partem com um grupo de 27 jogadores, dos quais 4 sairão antes de 8 de junho. Para Bert van Marwijk, as dúvidas serão muito poucas, restando apenas confirmar o momento de forma de cada um dos atletas presentes na convocatória.