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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mercado fecha sem grande movimento

|Luís F. Cristóvão



O dia 21 de fevereiro estava marcado na agenda de todos os seguidores da NBA como o dia em que grandes coisas poderiam acontecer. No entanto, o último dia de mercado de trocas entre equipas acabou sem que nenhum movimento significativo tivesse acontecido. Dwight Howard, o nome que andava nas bocas do mundo, irá terminar a sua temporada em LA, com a camisola dos Lakers, entrando para a lista de agentes livres (onde também figura Chris Paul) que irão animar o verão.

Olhando para a lista de trocas deste último dia, J.J. Redick parece ser o nome mais sonante a mudar de cidade. Junto de Ish Smith e Gustava Ayón, Redick vai vestir a camisola dos Milwaukee Bucks, aumentando as suas esperanças (e a da sua nova equipa) de assegurar um lugar nos playoff, algo que seria impossível em Orlando. Os Magic continuam a mexer as peças do seu plantel, recebendo agora Beno Udrih, Tobias Harris e Doron Lamb. Redick será um agente livre no próximo verão, e os Magic optam por assegurar mais dois jovens para um grupo que procurará uma estrela no Draft 2013.

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Dwight é o maior" - Entrevista a Alex Martins

Alex Martins, presidente dos Orlando Magic, concedeu-nos uma entrevista exclusiva. Para ele, Dwight Howard é o maior jogador da história da sua equipa. Na passada semana, poucas horas antes da recepção aos Sacramento Kings, o Planeta Basket conversou com Alex Martins, luso-descedente, sobre a actualidade da NBA, o seu conhecimento de Portugal e as suas responsabilidades na equipa da Florida.
  
Olá Alex, o que é que conheces do Basquetebol Português?

Para falar a verdade, conheço pouco. Já estive várias vezes em Portugal, conheço muitos lugares mas, no que toca a basquetebol, não sou muito versado nesse tema.

A maioria dos adeptos portugueses sonham com a possibilidade de termos um jogador português na NBA. Quando achas que isso poderá acontecer?

Falando no caso concreto dos Orlando Magic, temos uma equipa de olheiros na Europa e acompanhamos tudo o que se passa na Euroleague. Para além disso, o nosso Director Adjunto vai à Europa 4 a 5 vezes por ano para ver, in loco, jogos dessas competições. Temos um profundo conhecimento dos melhores jogadores da Europa e, por isso, julgo que será uma questão de tempo haver um jogador português que se destaque e consiga ter um lugar nesse grupo de potenciais jogadores da NBA. Como a liga tem cada vez mais jogadores internacionais, essa realidade pode estar perto de acontecer.

Passando à actualidade, esta semana dois grandes jogadores mudaram-se da Conferência Oeste para a Conferência Este. Qual é o impacto destas alterações?

O que aconteceu nestas últimas horas tornou a Conferência Este ainda mais competitiva. Vimos duas boas equipas, os Knicks e os Nets, transformarem-se em excelentes equipas. E isso não vai notar-se apenas na Fase Regular, mas sobretudo nos Playoffs. Vai ser mais duro para todos.

Os Orlando Magic também fizeram uma troca, trazendo para a equipa jogadores como o Gilbert Arenas e o Hedo Turkoglu. Qual foi o objectivo da equipa ao fazer essas mudanças?

O Otis Smith está muito próximo dos jogadores, viaja constantemente com eles, e logo no início da temporada fez uma avaliação profunda da nossa equipa, chegando à conclusão que não teríamos condições para lutar pelo nosso objectivo, sermos campeões. Então, estivemos atentos às oportunidades até encontrarmos aquela que melhor nos convinha. A razão é aquilo que temos agora, um grupo que tem todas as possibilidades de lutar pelo título.

Têm uma das grandes estrelas da NBA, Dwight Howard, no vosso plantel. O objectivo é continuar a construir uma equipa à volta dele, ou colocam a hipótese de o trocar, num momento em que tantos jogadores-chave estão a mudar de ares?

O Dwight Howard é o centro da nossa equipa, a nossa pérola. Estamos prontos para fazer tudo para o manter connosco. Ele tem sido a razão do nosso sucesso nos últimos anos, com presenças em finais de Conferência e numa final da Liga. A nossa intenção é continuar a construir a equipa à volta das qualidades do Dwight até conseguirmos ser campeões.

De todos os jogadores que já conviveste em Orlando, qual deles teve maior impacto na história da equipa?

Tivemos grandes jogadores na nossa equipa, como o Shaquille O’neill, Tracy McGrady, Nick Anderson, Penny Hardaway, mas não tenho dúvidas ao dizer que o Dwight Howard é o jogador mais importante da história dos Orlando Magic. O Dwight é o maior, dos vários excelentes jogadores que tivemos.

Há algum jogador na NBA que gostasses de ver em Orlando e que ainda não tiveste oportunidade para contratar?

Não, estamos muito contentes com a equipa que temos. Fizemos as trocas certas, estamos a jogar muito bem, a ganhar jogos. No dia de hoje, em que muito está a acontecer na liga, tão perto da deadline para as transferências, não vamos fazer nenhum movimento, porque temos exactamente os jogadores que queríamos ter.

Na tua opinião, vai haver um Lockout no próximo Verão? O que estão os donos das equipas a fazer para o evitar?

Devido às regras da liga, não posso responder nem fazer qualquer comentário sobre esse assunto.

Para aqueles que não estão conscientes da organização de uma equipa da NBA, quais são as principais responsabilidades de um Presidente?

O Presidente é o responsável pelas operações diárias da sociedade desportiva, pelo departamento de vendas, pelo marketing, pelas finanças da organização, pelo pavilhão. É também o Presidente quem assume as relações com a comunidade e mantém-se sempre próximo e informado do Director Principal, que é quem responde pelas operações desportivas. Como Presidente, tenho sempre presente a preocupação de que nada falte para que tenhamos sucesso no capítulo desportivo.

Ser dono de uma equipa da NBA é um negócio proveitoso?

Depende de equipa para equipa. No caso dos Orlando Magic, não temos apresentado lucros nos últimos anos. Esperamos que o trabalho que estamos a fazer no novo pavilhão possa alterar esse cenário. O negócio de uma equipa da NBA é imenso, com muitas variantes, muita gente envolvida. Existem equipas que estão a conseguir tirar lucro. Em Orlando, ainda não conseguimos.

O David Stern colocou a hipótese da NBA se expandir com equipas na Europa. Será possível termos uma Conferência da NBA na Europa ou na Ásia, num futuro próximo?

Não é um assunto sobre o qual os Orlando Magic tenham uma posição, já que não passará por nós essa decisão, é algo que será o Comissário a decidir. Já fomos à Europa jogar, as equipas que defrontámos são bastante boas, há muito talento na Europa. Por isso, o principal existe.

Mas não seria um custo demasiado alto, ter que deslocar-se até à Europa para disputar jogos da Fase Regular?

Não posso comentar os custos sem ter conhecimento da estrutura financeira que envolverá o alargamento da NBA para a Europa. Depende. Quando isso se colocar, quando nos for apresentada a ideia, com tudo estudado, logo veremos.

A NBA e a FIBA têm vindo a trabalhar uma parceria de promoção de competições como o Mundial e o Europeu. Qual a tua opinião sobre esse trabalho?

Estamos no mesmo negócio e essa parceria tem sido muito frutuosa. É através dela que as equipas da NBA começaram a deslocar-se à Europa para realizar jogos de preparação. Tem também sido esse entendimento que permite a presença de jogadores da NBA nos Mundiais e nos Jogos Olímpicos. É bom para o basquetebol e é bom para a competição. Esperemos que essa parceria cresça e possa dar ainda mais a ganhar a ambas as partes.

Fran Vasquez, actualmente no Barcelona, foi escolhido pelos Orlando Magic no Draft de 2005. Será que ele irá, alguma vez, jogar na vossa equipa?

Acreditamos que sim. O Otis Smith tem acompanhado e reunido, regularmente, com o Fran. Julgo que ele poderá estar muito perto de vir para a NBA. O contrato dele com o Barcelona acaba este ano, e esperamos que ele possa tomar uma decisão, saber se ele está preparado para mudar-se para cá. Mantemos os direitos dele e, se ele estiver disponível para vir, vamos querer tê-lo no nosso plantel já na próxima época.

A comunidade hispânica é muito importante para uma organização como os Orlando Magic?

Sem dúvida alguma. A comunidade hispânica representa 24% da população do Estado da Florida, sendo que muitos deles são adeptos de basquetebol. Nós temos organizado marketing específico para o mercado hispânico. Temos ofertas e programas regulares para esse mercado, temos um website em castelhano. São muito importantes e o facto de termos esse marketing pensado para a comunidade, comprova que temos e queremos manter a excelente relação existente.

No Planeta Basket, damos muita importância à formação e à promoção do basquetebol como um estilo de vida. Acreditas que trabalhar com os mais jovens é importante para o futuro da modalidade?

Acredito que essa é uma situação crítica. Aqui em Orlando, não deixamos isso de lado. Temos um programa para promover o basquetebol entre os jovens, chamado “Junior Magic Program”. Trata-se de organizar encontros entre centenas de equipas da Florida Central, que participam em pequenas ligas locais. Os Magic organizam esses encontros, de modo a cativar os jovens para a prática e para o conhecimento do jogo. Para além disso, construímos no último ano cinco novos pavilhões nesta região, para que os mais jovens possam ter espaços e condições para praticar basquetebol quotidianamente. Fizemos um investimento de perto de 5 milhões de dólares nessa construção, mas julgamos que é essencial continuar a promover este trabalho, envolvendo os mais jovens, fazendo com que as suas vidas tenham sempre o basquetebol por perto. 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um Português na NBA

Talvez nem todos saibam, mas Portugal tem há muito um administrador de topo na NBA. Alex Martins é, actualmente, o Presidente dos Orlando Magic.

Filho de pais portugueses, Alex Martins nasceu em Kearny, New Jersey, tendo frequentado a Universidade de Villanova, onde foi assistente do departamento de informação desportiva, ainda enquanto estudante. Na sua primeira incursão na NBA, trabalhou durante três anos nos Philadelphia 76ers, no Departamento de Relações Públicas. Com funções na área da informação desportiva, passou pela Universidade de Georgetown, em 88-89, até que chegou aos Orlando Magic. Nesta equipa, ocupou vários lugares na administração, até 1998, com responsabilidade no Marketing e nas vendas da equipa.

Entre 1998 e 2003, Alex Martins trabalhou ainda nos New Orleans Hornets e nos Cleveland Browns (NFL), até que regressou a Orlando, para assumir funções de vice-presidente. Acumulando responsabilidades na gestão diária da sociedade desportiva, Martins tornou-se na escolha óbvia para presidente, lugar que ocupa desde Julho de 2010.

Razão de orgulho para todos os portugueses, Alex Martins conversou com o Planeta Basket, sobre a actualidade dos Orlando Magic, o seu trabalho e o seu conhecimento sobre o basquetebol europeu. Tudo para ler numa entrevista exclusiva, amanhã, no ponto de encontro dos “planetários”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carmelo é convidado de honra para o fim dos Knicks como os conhecíamos

Finalmente conheceu-se o capítulo final da novela da troca de Carmelo Anthony, conseguindo este aquele que era o seu objectivo desde o início: mudar-se para Nova Iorque. No entanto,  o preço que os Knicks pagaram pelo All-Star é demasiado exagerado.

Para finalizar a negociação, a equipa da Big Apple envia para Denver Raymond Felton (17.1 pontos, 9 assistências por jogo), Danilo Gallinari (15.9 pontos e um tremendo lançador exterior), Wilson Chandler (16.4 pontos, 5.9 ressaltos) e Timofey Mozgov (um rookie com 2.16 em fase de aprendizagem na NBA). Para além disso, juntam uma escolha na primeira ronda do Draft 2014 e duas escolhas na segunda ronda dos Drafts 2012 e 2013, para além de um valor em dinheiro. Do lado dos Nuggets, viajam para Leste, Carmelo Anthony (25.2 pontos, 7.6 ressaltos), Chauncey Billups (16.5 pontos, 5.3 assistências), Shelden Williams (4.7 pontos, 5.3 ressaltos), Anthony Carter (1.9 pontos, 1.9 assistências) e Renaldo Balkman (só realizou 5 partidas esta época).

Para além disso, numa troca com os Minnesota Timberwolves, Nova Iorque desfaz-se de Eddy Curry e Anthony Randolph (jogadores do fundo do baú do seu plantel), recebendo em troca Corey Brewer (8.6 pontos por jogo).

O resultado de tudo isto é, a partir de quarta-feira, vermos a equipa dos Knicks entrar em campo com um cinco composto por Billups, Fields, Anthony, Stoudemire e Turiaf (ou então com Brewer, subindo Amare para poste). Nada impressionante. Apesar de contar com duas grandes estrelas (que vão ter que descobrir como harmonizar a velocidade de Stoudemire com a lentidão de Carmelo), todo o resto da equipa deixa muito a desejar. E nem vamos pensar no que estará no banco, porque não restam praticamente opções nenhumas para a equipa nova-iorquina.

Já em Denver,  Raymond Felton terá a companhia de Arron Afflalo, Gallinari, Al Harrington  e Nené Hilário. Prontos a saltar do banco estarão JR Smith, Ty Lawson, Chandler e Mozgov. Ou seja, apesar de ter perdido o seu jogador de referência, Denver parece sair-se deste negócio com muito mais razões para sorrir, seja esta época, seja no que toca a uma possível construção de equipa para o futuro.

É totalmente compreensível que Nova Iorque desejasse ter um jogador-símbolo no seu plantel. Mas abater, num dia só, todo o trabalho de equipa que foi construído até aqui, parece ser demasiado incompreensível. Em momento algum os Knicks terão capacidade para lutar por vitórias, enfrentando Celtics, Heat, Magic e Bulls com o seu “novo” plantel. Já os Nuggets, poderão aproveitar a excelente época que Felton vem fazendo para subirem alguns lugares na classificação da Conferência Oeste.

Eu já sei qual destas duas equipas vou querer ver a partir de agora. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Podia estar agora na Europa

Pau Gasol fala dos Lakers e da sua carreira em artigo publicado hoje no jornal Marca.

Na semana em que completa três anos vestindo a camisola dos Lakers, o espanhol Pau Gasol escreve que “se tivesse ficado em Memphis, podia estar agora a jogar na Europa”. Com esta ideia, o atleta reflecte a transformação que lhe foi permitida com a mudança para Los Angeles: hoje já ninguém olha para Pau como um dos europeus altos e toscos, mas sim como uma das maiores estrelas da Liga, acabado de ser escolhido para mais um All-Star Game.

No artigo “Código Gasol” (coluna habitual do atleta no jornal espanhol Marca), são-nos feitas mais revelações sobre os Lakers. Depois das derrotas frente aos Sacramento Kings e Boston Celtics, saíram rumores de um suposto azedar de relações entre Pau e Kobe. O espanhol desmente. Para o poste catalão, “Kobe não vai mudar, é individualista, mas também é ele quem assume as maiores responsabilidades quando a equipa está pior”. No fundo, “estamos pouco consistentes”, “toda a equipa tem estado mal e eu também sou culpado”.

Pau Gasol assume-se assim como um dos líderes do grupo, chamando a atenção de que o esforço tem que ser colectivo. Neste artigo, conta-nos ainda as palavras que Kobe Bryant lhe disse antes de entrarem em campo contra os Houston Rockets. “Pau, temos que marcar o ritmo. Temos que liderar os Lakers. Tens que ser mais agressivo e muito mais egoísta. E tens que o ser durante 48 minutos.”

Apesar de mais uma derrota caseira frente aos San António Spurs, Kobe Bryant e Pau Gasol, os All-Star dos Lakers, parecem dispostos a levar a sua equipa à conquista de mais um anel de campeão. Nos momentos em que o esforço colectivo parece não dar resultados, são os líderes que devem tomar as rédeas da reacção da equipa. Estes dois, pelo que se sabe, não enganam.