quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Planeta Basket: O Segredo do sucesso - Entrevista a Antonio Maceiras

Em entrevista exclusiva, o dirigente espanhol António Maceiras sugere a entrada de uma equipa portuguesa na Liga ACB.
António Maceiras é um nome incontornável do basquetebol espanhol. Com passagens pela direcção desportiva de equipas como o Barcelona, Akasvayu Girona e Real Madrid, bem se pode dizer que Maceiras já esteve em todas as trincheiras da luta pelo poder na Liga ACB. Para além disso, desenvolveu actividade enquanto agente de jogadores e fui representante dos San Antonio Spurs na Europa. Hoje em dia, enquanto aguarda por um novo desafio, Maceiras escreve semanalmente sobre basquetebol, mostrando os seus vastos conhecimentos sobre a modalidade.
O Planeta Basket teve oportunidade de, numa entrevista exclusiva, ficar a conhecer melhor as diferentes etapas da carreira deste senhor do “baloncesto”.
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Como começou a tua ligação ao basquetebol?
Comecei a jogar no clube do meu bairro, mas aos 19 anos já sabia que não teria condições para ser um bom jogador. Passei a  treinador, o que me dava muito prazer, e me deu oportunidade de trabalhar em várias equipas. Como fui ganhando boa fama a recrutar jovens jogadores, o Barcelona contratou-me para trabalhar nos escalões de formação. Foi aí que começou a minha carreira no dirigismo.
Enquanto Director Desportivo do Barcelona, consolidaste a importância do basquetebol no clube e ganhaste a primeira Euroleague para o emblema catalão. Que balanço fazes desses anos?
Foi uma etapa muito importante da minha vida, catorze épocas, oito delas como responsável máximo da secção de basquetebol. Tive a sorte de trabalhar com duas pessoas extraordinárias, Salvador Alemany e Aito G. Reneses. Com eles aprendi como funciona o basquetebol profissional e como se gere uma equipa. Os resultados foram consequência de trabalhar com excelentes pessoas  num projecto sólido e estável.
Tens também o crédito de ter descoberto o Juan Carlos Navarro, um dos melhores jogadores espanhóis da actualidade. Conta-nos como se passou.
Devo confessar que foi uma questão de sorte. Ele tinha onze anos e jogava com miúdos dois anos mais velhos, em Sant Felliu. Se não me tivesse encontrado com o seu pai, que me chamou a atenção para a diferença de idades, não me teria dado conta das qualidades de Juan Carlos. Naquela idade, ser capaz de acompanhar jovens dois anos mais velhos, tornava-o muito mais prometedor do que poderia parecer.
Depois de sair do Barcelona, tornaste-te no homem forte do Akasvayu Girona. Como se transforma uma equipa de fundo da tabela num vencedor de competições europeias?
Foi muito triste o que se passou com o Girona [o clube acabou por sair da Liga ACB quando o patrocinador parou o investimento]. Josep Amat, o proprietário da Akasvayu, apostou muito no basquetebol local. Na primeira temporada, fizeram-se contratações espectaculares, mas os resultados foram decepcionantes. Então, ao reestruturarem o clube, contrataram-me para liderar o projecto. Fomos buscar jovens jogadores como Marc Gasol, San Emeterio, Keselj ou Victor Sada, que ajudaram muito a equipa e acabaram por se tornar estrelas. Demos todas as condições aos treinadores que estiveram connosco e, tanto o Pesic como o Pedro Martinez, fizeram um grande trabalho. Foram os dois melhores anos da história do clube, o período que lá passei.
Em última análise, é mesmo o dinheiro o factor mais importante na construção de um bom plantel…?
O dinheiro permite-te comprar caro, mas é mesmo preciso saber comprar bem. É necessário consolidar uma estrutura e ter uma filosofia para que o clube seja sólido. Em Girona, infelizmente, a crise do sector imobiliário não permitiu que continuássemos.
Trabalhaste como Director dos San Antonio Spurs na Europa. Quais são as principais diferenças entre a NBA e o basquetebol europeu?
Há uma grande diferença entre o nível de gestão nos Estados Unidos e na Europa. Na NBA, tudo é rigor e análise constante, dispõem de muitos mais meios e estrutura. Isso leva a que os processos de decisão sejam mais completos e fiáveis. Por lá, os clubes são empresas que perseguem objectivos económicos, enquanto por cá, o peso dos adeptos tem muito mais importância.
Na temporada passada, foste Director Desportivo do Real Madrid. Foi o teu maior desafio, criar uma equipa vencedora num só ano? Acreditas que tal é possível?
Foi frustrante ter só um ano para trabalhar no projecto. Começámos muito tarde, a meio de Junho, com um ponto de partida difícil de manobrar. Pessoalmente, acho que íamos na direcção correcta, mas faltou-nos mais tempo. Ser campeão num primeiro ano é possível, mas não acredito que seja um projecto consistente. Para isso, é preciso trabalhar em continuidade.
Quais foram os critérios para escolher o treinador Ettore Messina?
É um treinador de grande prestígio e com uma carreira impressionante na Europa. O seu palmarés e as suas capacidades fazem com que tenha tudo o que o Real precisa.
Consideras que o Real Madrid, nas mãos de Florentino Pérez, tem o síndrome dos galácticos?
No Basquetebol, os galácticos estão na NBA, fora do alcance das equipas europeias. Florentino Pérez tem noção disso.
O que falta então ao Real Madrid para que volte a ser dominador em Espanha e na Europa?
Vai ser preciso paciência e estabilidade para que a equipa continue a trabalhar. Têm um excelente plantel, com muita juventude, e um grande treinador, há que dar-lhes tempo para evoluírem.
O que pensas do basquetebol português?
Acho que tem muito potencial, alguns jogadores e treinadores espanhóis que por aí passaram dizem-me que a liga é difícil. Já há algum tempo que considero que seria bom que houvesse uma equipa de Portugal na Liga ACB. Seria bom, tanto para a liga espanhola como para o basquetebol português.
Há algum jogador português a quem reconheças qualidades para jogar na Liga ACB?
O Carlos Andrade e o Sérgio Ramos já deram provas na ACB. O Betinho, do Leche Río Breogan, é um jogador de quem gosto muito.
Para terminar, como se prepara um jovem para ser um basquetebolista de bom nível?
Creio que se deve trabalhar com os jovens para que venham a ser bons desportistas e boas pessoas. Se depois se tornar num bom jogador, essa educação ajudá-lo-á. Os jovens devem jogar por prazer e divertimento, e não com o peso de poderem vir a ser, ou não, profissionais. 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Solobasket: Ligas Estrangeiras

Almaad Jackson
Mais uma semana de Ligas estrangeiras no Solobasket, mais uma nomeação de Almaad Jackson como MVP da semana na liga portuguesa, com uma exibição mais do que espectacular em Guimarães.

Informações sobre o que se passa por toda a Europa, desde a chegada de Allen Iverson à Turquia, até o que andam a fazer os melhores dos mais jovens jogadores dos diversos campeonatos.

Tudo aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

335 equipas em 400 páginas de sabedoria desportiva


Chris Dortch é o responsável pela edição do Blue Ribbon Basketball Yearbook,  o mais detalhado guia do basquetebol universitário norte-americano. No dia em que se inicia a competição, nada melhor do que saber, do próprio, a história deste guia que é usado pelos principais especialistas na modalidade, sejam eles treinadores ou jornalistas.

Como e quando começa a ser preparado o Blue Ribbon Basketball Yearbook?

Parece que nunca paramos, porque nos mantemos sempre actualizados do que se passa no basquetebol universitário. Mas podemos dizer que começa a ser preparado no início de Junho, quando fazemos os primeiros contactos com os treinadores, e termina em Outubro, quando o livro acaba de ser impresso.

Como organizam o vosso trabalho para manter um guia tão completo sobre uma competição com tantas equipas? Quantas pessoas trabalham no guia?

Nós somos inclusivos, ou seja, todas as 335 da Divisão 1 da NCAA estão no nosso guia, que tem 400 páginas e 660,000 palavras (já agora, eu leio-as todinhas). Temos um grupo com cerca de 30 pessoas, entre escritores e editores, e todos eles têm voto nas equipas que consideramos favoritas para ganhar o título nacional. Nem sempre se trata de uma escolha óbvia. Por exemplo, o ano passado colocámos Butler como 11º favorito. Eles tinham um projecto sólido, mas ninguém poderia dizer que chegariam à final do campeonato, ficando a apenas um cesto de o ganhar. Acho que fazemos um bom trabalho a identificar as equipas que têm mais probabilidades de ganhar.

Quantos jogadores que vocês destacam atingem a NBA? E quantos deles acabam por não ter sucesso nas Ligas Profissionais?

É uma percentagem muito alta, a dos jogadores que destacamos como candidatos a jogarem na NBA. É um tipo de previsão que pode ser mesmo muito fácil, mesmo que nós tentemos citar jogadores que não joguem nas principais universidades. Só um número mínimo de jogadores apontados por nós não atingem a NBA.

Vocês têm uma marca sólida e tradicional em guias de basquetebol e futebol americano. Alguma vez pensaram em arriscar noutros desportos?

Sim, já pensámos nisso, mas para ser sincero, fazer um guia destes demora tanto tempo que não sei se temos recursos para acompanhar outro desporto com a mesma garantia de qualidade. No que toca ao desporto universitário, não sei se haveria mercado para outros guias. O futebol americano é o mais seguido em todo o país, indiscutivelmente, e o basquetebol tem nas finais da NCAA, o March Madness, um período onde as paixões extravasam de uma maneira inigualável.

Achas que seria possível fazer um guia semelhante ao Blue Ribbon aplicado ao Futebol, para ser vendido em todo o mundo?

Dada a popularidade do futebol, sim, acho que seria possível. Seria um grande desafio descobrir os escritores com os conhecimentos sobre as diferentes ligas, mas se o conseguisses, e o trabalhasses bem comercialmente, seria um sucesso. O grande problema seria o facto de ter de ser produzido em diferentes línguas, algo que ao Blue Ribbon nunca se colocou.


sábado, 6 de novembro de 2010

Planeta Basket: NCAA'11 - Todos Contra Duke

Kyle Singler

Quem são as equipas consideradas como principais favoritas e a quem convém prestar atenção no início de mais uma temporada de basquetebol universitário.
Duke - Disputando a ACC, a equipa de Duke é uma das universidades com mais história nos basquetebol americano, acumulando quatro títulos da NCAA, o último deles conquistado na temporada passada. A equipa será liderada pelo sénior Kyle Singler, um extremo que no ano passado registou uma média de 17.7 pontos  e 7 ressaltos por jogo e que poderia ter sido uma escolha de primeira ronda no Draft deste ano. Também a repetir lugar no cinco inicial campeão estará o base Nolan Smith, a impor o ritmo de jogo com o sophomore André Dawkins e a lançar da linha de três pontos, onde forma com Singler uma dupla de respeito. O freshman de quem mais se espera nesta equipa é Kyrie Irving, um base oriundo de New Jersey. Com certeza que tanta experiência beneficiará a evolução deste jogador que terá que disputar minutos com o irmão mais novo de uma estrela da NBA, Seth Curry.
Jacob Pullen
Kansas State - A equipa da Big 12 tem vindo a evoluir ano após ano, tornando-se num competidor bem duro de ultrapassar. O ano passado ficou pelo caminho num confronto contra os finalistas Butler,  mas o treinador Frank Martin tem vindo a preparar-se para ambicionar a mais altos voos. Para ele, não há qualquer dúvida de que Jacob Pullen (19.3 pontos e 3.4 assistências no ano passado) é o homem que assumirá as responsabilidades desta equipa. O jogador cumprirá a última temporada na universidade junto com Curtis Kelly, o homem de quem se espera uma melhoria nos ressaltos alcançados, depois de alcançada uma média de 6.2. Outros jogadores sairão do banco para mostrar a sua evolução em campo, como o base Rodney McGruder ou o freshman Shane Southwell. Atenção ainda para Nino Williams, um extremo muito jovem de quem o Kansas State espera um contributo imediato.
Kansas - Outro competidor do Big 12, a equipa de Kansas iniciou a época passada como grande favorito ao título da NCAA, com um grupo cheio de promissores jogadores (Xavier Henry, Cole Aldrich, Sherron Collins). No entanto, a equipa não conseguiu demonstrar maturidade suficiente e acabou eliminada logo na segunda ronda do March Madness. Para este ano, o treinador Bill Self conta com uma equipa menos mediática, mas as ambições mantém-se lá no alto. Da equipa do ano passado regista-se a continuidade dos gémeos Marcus e Markieff Morris, dois jogadores com uma potência física e capacidade de lutar debaixo da tabela ao nível dos melhores na competição. Marcus regressa com melhores médias (12.8 pontos e 6.1 ressaltos), mas sem Cole Aldrich, espera-se um contributo muito maior destes jogadores. A estrela da equipa poderá ser, no entanto, um novato. Josh Selby é um base, oriundo de Baltimore, de quem se espera que imite John Wall, completando apenas uma época na Universidade. Selby tem altos índices de assistência e de pontuação na sua carreira liceal, e terá todos os olhos em si. Caso responda bem a essa responsabilidade, poderá levar o Kansas até ao jogo mais desejado.
Enes Kanter
Kentucky - Depois de alguns anos na sombra, a Universidade que detém sete títulos da NCAA, contratou John Calipari para fazer história. O ano passado, a história escreveu-se, não em campo, mas no dia do Draft. Kentucky colocou cinco jogadores na primeira ronda e Calipari ganhou todos os créditos no que a futuros recrutamentos diz respeito. Para começar, Calipari recrutou, na Europa, um dos jogadores de quem mais se espera na temporada que agora começa. Enes Kanter, 18 anos, vestiu a camisola do Fenerbahce Ulker em jogos do campeonato turco e da Euroliga, e apesar de algumas dúvidas quanto à sua elegibilidade,  será a figura central de Kentucky, com a sua capacidade para ganhar ressaltos e marcar pontos na tinta. Dos jogadores que transitam da época passada, destaca-se Darius Miller, um base com 2.04m, que obteve 6.5 pontos, 2.5 assistências e 1.5 ressaltos como suplente. Outro jogador em quem o treinador Calipari confia é em Josh Harrelson, um extremo que entra na temporada de sénior com possibilidade de ter muitos mais minutos do que aqueles que obteve com Patterson e Cousins na sua equipa.
Durrell Summers
Michigan State - A equipa dirigida por Tom Izzo não pode estar mais agradecida pelo facto do seu treinador ter recusado o convite para se mudar para os Cleveland Cavaliers. Depois de ter provado o sabor da Final Four no ano passado, os Spartans apresentam-se como grandes candidatos a lutar pelo título. A equipa estará nas mãos de Kalin Lucas, um base sénior que acumulou mais de 14 pontos por jogo no ano passado. Com ele estará outro sénior, Durrell Summers (11.3 pontos e 4.7 ressaltos), de quem se espera que seja a estrela da equipa. Mais perto das tabelas, Izzo conta com Draymond Green, que traz uma média de 7.7 ressaltos da sua época de Sophomore, para além de uma tripla de jogadores acima dos 2.10m em Derrick Nix, Garrick Sherman e o freshman Adreian Payne. Será uma equipa muito física e lutadora, a impor respeito aos seus adversários.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Guia Proliga 2010-11

A Proliga, segunda divisão do basquetebol português, começa a sua fase regular já amanhã, dia 6 de Novembro. Doze equipas irão lutar pelos oito lugares do Play-off que decidirá o Campeão e quem o acompanhará na subida à Liga. Os dois últimos classificados terão, como destino, a descida à CNB1.
Da época passada, apenas uma equipa da Liga desceu. A Física de Torres ficou em último lugar e não evitou o regresso a uma competição que venceu, na época de 2007-08. As outras novidades desta edição são o campeão da CNB1 Guifões e o finalista Algés. Destaque, neste guia, para todos os jogadores e treinadores que disputarão esta competição ao longo de vários meses. As equipas são apresentadas pela ordem da classificação da temporada passada. 
É nossa intenção fazer as actualizações necessárias ao longo da época. Para que isso seja possível, agradecemos desde já o envio dessas alterações para o nosso e-mail.

Física de Torres

A figura: Miguel Salvador. 
Dos jogadores que disputaram a LPB com a Física, Salvador foi quem mais se destacou na época passada. Com uma média de 11.4 pontos e 3 assistências por jogo, Salvador é um jogador que gosta de dirigir a equipa e arriscar. Apresenta-se como líder de uma equipa com vários jogadores experientes e com uma dupla de peso na disputa das tabelas. Será um dos alvos a abater nesta competição.

Plantel:
José Abrantes, Treinador
Alexandre Catarino, 20, Base,1.80, ex-Queluz
Ricardo Rodrigues,29, Base,1.86
Bruno Alves,20, Extremo,1.85
Marcelo Pires,20, Ext/Poste,1.93            
Romero Júnior,36,Ext/Poste,2.00           
Carlos Dias,31, Extremo,1.97     
Braima Freire,28,Caboverdeano,Base,1.86
Miguel Salvador,28, Base,1.87
Amadeu Cordeiro,32, Extremo,1.90
Vadim Harbuz,20, Extremo,1.90
Anastácio Sami, 34, Guineense, Poste,2.08, ex-Eléctrico
Jason Underwood,26,Norte-americano,Poste,2.03, ex-Toyama Grouses (Jap)
Gonçalo Lugar,20, Extremo,1.85             
Martim Sousa,20,Extremo,1.85               

Barcelos Hotel Terço

A Figura: Nuno Pedroso. 
Jogador muito experiente, Nuno Pedroso passou a última época no CAB Madeira, apresentando médias de 8.2 pontos, 2.5 assistências e 2.3 roubos de bola. É o cabeça de cartaz de uma equipa onde a experiência falará mais alto, apresentando-se como uma das favoritas a vencer a prova, depois de no ano passado ter disputado as meias-finais até ao último encontro.

Plantel
Ricardo Rodrigues, Treinador
Pedro Correia, Adjunto
Tiago Barreiro,27,Base,1.82, ex-Illiabum
Nuno Pedroso,31,Base,1.83, ex-CAB Madeira
Sérgio Duarte,31,Extremo,1.82
Carlos Fechas,29,Base,1.80        
Bártolo Dias,18,Extremo,1.92   
Tiago Alves,19,Ext/Poste,1.93  
Pedro Silva,31,Poste,2.00           
Ricardo Correia,27,Ext/Poste,1.94          
João Moreira,25,Poste,2.02, ex-CD Póvoa
Pedro António,41,Poste,1.90   
João Viana,20,Base,1.74             
Ivo Gonçalves,32,Base/Extremo,1.83   
Ivan Jorge,20,Extremo,1.82

Eléctrico FC (Ponte de Sôr)

A Figura: Benedito Suca. 
Com a saída do base Tiago Pinto, a equipa ficou órfã do seu jogador mais influente. Para compensar essa saída, chega Tiago Brito, que nos Galitos foi um dos seus melhores jogadores, e Benedito Suca, jogador que chega da Academia, onde apresentou médias de 11.7 pontos e 7 ressaltos. Entre os jogadores que transitam do ano passado, Jorge Afonso continuará a ser figura de referência, numa equipa que tem como objectivo repetir o excelente campeonato do ano passado, onde atingiu as meias-finais.

Plantel:
Andrii Melnychuk, Treinador
Francisco Pinto,23,Extremo,1.85, ex-Maria Pia
Paulo Raminhos,21,Base,1.88   
Tiago Brito,25,Base,1.82, ex-Galitos
João Lanzinha,21,Extremo,1.88               
Jorge Afonso,31,Base/Extremo,1.92     
Denis Neves,32,Ext/Poste,1.97, ex-Seixal
João Pinto,26,Poste,1.98            
Pedro Afonso,27,Ext/Poste,1.98            
Benedito Suca,26,Angolano,Ext/Poste,1.92, ex-Academia M. 1º Maio
Aylton Medeiros,22,Poste,1.94               
Filipe Delgado,19,Extremo,1.83               
Gonçalo Pascoal,17,Extremo,1.81
Edson Ferreira, 24, Angolano, Base, 1.83, ex- Inter de Luanda (Ang)

Aliança Sangalhos

A Figura: Fernando Martins. 
Se não chegarem jogadores estrangeiros, o Sangalhos será liderado pelo jogador que, com a camisola do Vagos na LPB, marcou uma média 7.7 pontos em 23 minutos de jogo. Entre os que se mantém no plantel, o experiente Emanuel Silva foi quem mais contribuiu para a equipa, com 8.5 pontos. Nuno Bizarro esteve em bom plano nos jogos do Troféu António Pratas, num conjunto que, a manter-se com este plantel, não poderá ambicionar mais do que a lutar pelos últimos lugares do Play-Off.


Plantel:
Francisco Gradeço, Treinador
Rodrigo Matos, Adjunto
Mauro Santos,26, Base/Ext                                      
Nuno Bizarro,30, Ext/Poste                                      
Rafael Nogueira,21, Poste                                         
Fábio Silva,18, Base                                      
Jorge Seabra,29, Base                                 
André Marques,21, Base/Ext                                   
Francisco Mota,25,Extremo,1.98,ex-Illiabum
André Duarte,29, Base                                
Luís Fonte,30, Poste                                     
Emanuel Silva,30, Ext/Poste                                     
Gonçalo Soares, 21, Base                                           
Fernando Martins,24, Extremo, ex-Vagos

CD Póvoa/Monte Adriano

A Figura: Nuno Oliveira. 
Sem nenhum norte-americano, os destinos do CD Póvoa ficam nas mãos do jovem Nuno Oliveira, que no ano passado apresentou médias de 12.8 pontos, 3.1 assistências e 2.7 roubos de bola. Após um ano a ganhar experiência na Proliga, Oliveira poderá conduzir o Póvoa a mais altos voos. Atenção ainda para a evolução do nigeriano George Ehiagwina, de quem se espera uma melhoria no número de ressaltos, e para o jovem André Silva, que deixa a equipa B do Porto à procura de um maior ritmo competitivo.

Plantel:
Pedro Dias, Treinador
Rui Ramos, Adjunto
João Neto,22,Base,1,80              
David Sá,19,Base,1,85  
Jorge Ramos,19,Extremo,1,84  
António Gomes,31,Extremo/Poste,1,93              
Fábio Martins,19,Extremo,1,90, ex-G. D. B. Leça
Nuno Oliveira,21,Base,1,85       
Ricardo Moreira,20,Extremo/Poste,1,90             
Rui Santos,19,Extremo,1,83      
George Ehiagwina,21,Nigeriano,Poste,2,00       
André Silva,21,Extremo,1,93, ex-F. C. Porto
João Correia,22,Extremo,1,83, ex-E. D. L.
Rui Coelho,21,Extremo,1,91      
Tiago Casanova,20,Extremo,1,80            
Luís Pires,22,Poste,1,94              
Adelino Machado,18,Extremo/Poste,1,80

Anthony Oha Jr, 26, Norte-Americano, Extremo/Poste, ex- Esgueira

Galitos F.C. (Barreiro)

A Figura: Rui Quintino. 
O capitão da equipa do Barreiro é um dos jogadores mais completos da Proliga, com médias de 7.5 pontos, 5.2 ressaltos e 1.4 assistências por jogo. Num plantel que, à primeira vista, será mais frágil do que o do ano passado, caberá ainda a Michael Pilgrim, formado em Seton Hall e com passagens pelo Brunei Barracudas da ASEAN League, substituir a forte dupla de americanos com que o Galitos atingiu os Play-off do ano passado. Atenção ainda para o jovem Alexandre Coelho, que chega do Barreirense. Mais minutos e responsabilidade, exigirão dele uma resposta à altura, para se afirmar neste escalão.


Plantel:
José Luís Damas, Treinador
Acácio Coelho, Adjunto
Alexandre Coelho,20,Base,1,80 m, ex-F.C. Barreirense
José Lourenço,22,Poste,1,91 m               
Ângelo Brito,26,Poste,2,05 m   
Diogo Leiria,23,Extremo,1,93 m, ex-Eléctrico
Mauro Marques,21,Base,1,84 m             
António Pires,24,Base,1,84 m, ex-Illiabum Clube
Rui Quintino,27,Extremo,1,94 m             
António Almeida,27,Extremo,1,98 m    
Hélio Pascoal,21,Poste,2,01 m  
Gonçalo Chucha,23,Extremo,1,90 m, ex-C.D. Pinhalnovense
José Ferreira,32,Poste,1,98 m  
Michael Pilgrim,26,Norte Americano,Poste,2,05 m, ex-Brunei Barracudas(ASEAN)
Severo Silva,34,Poste,1,96 m, ex-Montijo Basket
André Palma,21,Extremo,1,86 m            
Demetrius Hazel,25,Norte Americano,Extremo,1,98 m, ex-Rockingam Flames

Angra Basket

A Figura: Terrence Mack. 
O poste norte-americano foi a principal figura da equipa na conquista do Troféu António Pratas e espera-se que confirme a sua qualidade durante a Proliga. Numa equipa onde também estarão em destaque  Kevin Jolley e João Pereira (ex-CB Penafiel), o objectivo é chegar à Liga Profissional, depois de uma época onde só conquistaram o último lugar nos Play-off, acabando precocemente eliminados sem qualquer vitória na fase final. Novos objectivos, fazendo do Angra Basket principal favorito à conquista do título.

Plantel:
João Ávila, Treinador
Rui Fagundes, Adjunto
Pedro Magalhães,26,Base,1.85
Kevin Jolley,28,Norte-americano,Ext/Poste,1.93, ex-Altaifeh Alsawahirieh (Palestina)
Terrence Mack,26,Norte-americano,Poste,1.97, ex-BC Mess(Luxemburgo)
Osvaldo Vieira,25,Base,1.81, ex-CB Valença
Pedro Loth,31,Base,1.84             
Flávio Gomes,21,Ext/Poste,1.94             
Hugo Pola,19,Base,1.80               
Renato Ramos,20,Ext/Poste,1.88, ex-Os Vitorinos
Miltom Moreira,21,Extremo,1.79           
Iukars Freitas,22,Brasileiro,Ext/Poste,1.87, ex-Os Vitorinos
João Pereira,27,Base,1.86, ex-CB Penafiel
Alexander Kravtsov,23,Russo,Extremo,1.92, ex-CB Penafiel
Pedro Freitas,18,Base,1.82        
Diogo Câmara,21,Base,1.72       
Diogo Soares,18,Extremo,1.88

Seixal FC

A Figura: André Clérigo. 
Numa equipa órfã da sua principal figura do ano passado, Denis Neves, André Clérigo, jovem internacional chegado do SL Benfica, terá oportunidade de se evidenciar perante adversários muito experientes. O Seixal lutará, mais uma vez, pela manutenção, esperando ainda que Daniel Machado, com uma média de 10.5 pontos na época passada, possa continuar a evoluir.

Plantel:
Carlos Martins, Treinador
Vasco Rebolo, Adjunto
Tiago Severino,27,Base,1.77, ex-Queluz
André Lebre,19,Base,1.88, ex-BAC
Miguel Gomes,30,Base,1.77     
André Clérigo,20,Extremo,2.03, ex-Benfica
Daniel Machado,20,Base/Extremo,1.95              
Paulo Demétrio,25,Poste,1.97  
Edgar Mouco,21,Extremo,1.94, ex-CB Feijó
Henrique Lopes,19,Base,1.72    
Renato Galveia,21,Ext/Poste,1.97          
Rui Sá,33,Extremo,1.85
Tiago Magalhães,33,Poste,1.95               
Eneyde Ferreira ,20,Ext/Poste,1.96

Fórum Terceira Basket

A Figura: Eugénio Silva
Com a lesão de Cavel Witter e a chegada de Nate Bowie, parece ter ficado resolvida a questão dos norte-americanos do Terceira Basket. Para já, Eugénio Silva recolhe as nossas atenções, dado o facto de ser um jovem muito prometedor, acabado de chegar o Barreirense. Tem experiência nas selecções jovens portuguesas e poderá aproveitar o facto de ter mais minutos na Terceira para comprovar todo o seu potencial.

Plantel: (a confirmar)
Nuno Barroso, Treinador
Rodrigo Piedade,18                                                      
Alexandre Rocha,18                                                     
Pedro Matos,19                                                             
Diogo Gonçalves,23                                                     
Nate Bowie, 24, Norte-Americano, 1.83, ex- Yamhill Highflyers (EUA)
Eugénio Silva,19,Base,1.90, ex-Barreirense
Dédalo Enes,30                                                              
Frederico Tavares,22,Extremo,1.94, ex-Lusitânia
Álvaro Pontes,25                                                           
Lebaron Weathers,?,Norte-Americano,Poste,2.04, ex-Arkansas-Pine (EUA)
João Ávila,23                                                   
João Carvalho,27, ex-??
António Pimentel,22                                                   

Maia Basket

A Figura: José Gomes. 
Aos 32 anos, não será de esperar uma grande evolução deste jogador (13.7 pontos e 3 assistências), mas a verdade é que a sua experiência poderá fazer a diferença num plantel onde se mantiveram os principais jogadores. Salvos da descida pela desistência do Vagos na LPB, os maiatos terão uma nova oportunidade para mostrar que merecem ficar na Proliga. Adicionaram experiência com a chegada de Rui Monteiro e vão precisar que João Diamantino continue dominador (9.2 ressaltos por jogo) na luta das tabelas.

Plantel:
Rui Silva, Treinador
Hélder Evangelista, Adjunto
Manuel Monteiro, Adjunto
Rui Monteiro,33,Base/Extremo,1.86, ex-AngraBasket
Daniel Correia,25,Base,1.72       
Andre Dara,27,Base,1.75, ex-FC Gaia
Joaquim Oliveira,27,Extremo,1.89, ex-FC Gaia
Diogo Teixeira,24,Ext/Poste,2.02            
Luís Ferreira,32,Extremo,1.88   
José Gomes,32,Base/Extremo,1.88       
João Diamantino,25,Poste,2.05               
Márcio Morais,26,Poste,2.03    
Pedro Dias,18,Poste,2.01, ex-SC Braga
José Mesquita,24,Base,1.85

Guifões S.C.

A Figura: Behdad Sami. 
O norte-americano de origem iraniana será uma das contratações mais sonantes da Proliga, pelo facto de ser o primeiro iraniano a jogar no país. As atenções vão centrar-se nele, esperando-se que lidere os actuais campeões da CNB1 a uma época tranquila na Proliga. Nota ainda para a chegada do brasileiro Michel Bertani e para o angolano João Gaspar, uma das figuras da equipa Sub-20 do FC Porto. Se os jogadores que transitam do ano passado conseguirem uma boa adaptação ao ritmo da Proliga, o Guifões poderá ambicionar a manutenção.

Plantel:
Rui Gomes, Treinador
Ivo Pereira,24,Base,1,70             
André Libânio,24,Ext/Poste,1,97            
Rui Moreira,32, Extremo,1,93   
Vítor Félix,19,Base,1,90               
João Gaspar,21,Angolano,Extremo,1,98, ex-FC Porto
Carlos Von Hafe,18,Base,1,85   
Leonel Bento,33,Poste,2,03      
Hugo Sousa,30,Extremo,1,89    
Michel Bertani,29,Brasileiro,Base,1,83, ex-Brasil
Pedro Morais,32,Ext/Poste,1,88             
Odair Conceição,26,Poste,1,98, ex-CD Povoa
Behdad Sami, 24, Norte-Americano, Base,1,83, ex-Estados Unidos
Fernando Ramos,26,Extremo,1,95         
Pedro Silva,28,Base,1,78             
Ricardo Alpuim,22,Extremo,1,89             
Daniel Ramos,19,Extremo,1,93
Rodrigo Faria,19,Base,1,82         
Miguel Faria,30,Base,1,85

Sport Algés e Dafundo

A Figura: Nuno Monteiro. 
Depois de um ano na LPB com a Física de Torres e um ano no Terceira Basket, Nuno Monteiro ingressa no histórico Algés para tomar a direcção de uma equipa onde impera a juventude. Com 7.8 pontos e 3 assistências na temporada passada, Monteiro poderá ser o homem ideal para servir António Joaquim, contratado aos Galitos, onde fez 6.6 ressaltos por jogo na época passada. Numa equipa que lutará pela manutenção, a curiosidade é o ingresso de Jacques Conceição, chegado da Univ.Lusíada de Angola, filho de um dos melhores jogadores que passaram pelos pavilhões portugueses.

Plantel:
Flávio Nascimento, Treinador
António Paulo,18,Base,1.92      
Nuno Monteiro,24,Base,1.78, ex-Terceira Basket
João Vicente,24,Ext/Poste,2.05              
Eduardo Santos,21,Base,1.95    
Rui Mendes,23,Poste,2.04         
Ricardo Robalo,24,Base,1.65, ex-Academia Musical
André Cohen,23,Extremo,1.95
Ricardo Ferreira,26,Base,1.90   
Sérgio Santos,18,Base/Ext,2.00, ex-Estoril BC
António Joaquim,24,Poste,2.01, ex-Galitos FC
Fidel Mendonça,26,Caboverdiano,Base,1.90, ex-Queluz
Luís Taborda,25,Base/Ext,1.94, ex-SIMECQ
Filipe Pinheiro,20,Base,1.93, ex-Barreirense
Jones Pedro,20,Poste,2.08, ex-Alemanha
Jacques Conceição,21,Base,1.85, ex-U.Lusíada (Angola)
                                               
                               
Agradecimentos: José Abrantes (Física), Ricardo Rodrigues (Barcelos), Andrii Melnychuk (Eléctrico), António Santos (Póvoa), Dep. Comunicação do Angra Basket, Manuel Gomes (Seixal), Rui Silva (Maia Basket), Joaquim Faria (Guifões), Flávio Nascimento (Algés), Miguel Azevedo (Porto das Pipas Pressa), Ivan Kostourkov (Planeta Basket), Francisco Gradeço (Sangalhos), José António Fernandes (Galitos)

Planeta Basket: NCAA'11 - Os bons rapazes

Nem só dos grandes favoritos se fará a história desta época na NCAA. O Planeta Basket escolheu alguns jogadores e treinadores a quem deveremos prestar atenção.
Harrison Barnes
Harrison Barnes – o freshman de North Carolina é um dos jogadores mais bem cotados nos rankings de olheiros.  O extremo do Iowa, é destemido nos ressaltos e tem excelentes médias no lançamento exterior. Com 2.04m e uma equipa em crescimento, Barnes será um dos jogadores a acompanhar neste campeonato. Para começar, conseguiu um feito que não acontecia desde a longínqua época de 1986-87, ser nomeado para o cinco mais prometedor de início de época da Associated Press.
Jimmy Fredette
Jimmy Fredette – Talvez não encontremos a BYU a lutar por nenhum título este ano, mas Fredette é um base de quem se espera muito nesta época. Apesar de ter colocado a hipótese de se disponibilizar para o Draft, Fredette percebeu que precisa de aumentar as suas qualidade defensivas. Quanto às capacidades ofensivas, não restam dúvidas. Com 22.1 pontos por jogo, o jogador com 1.86m lança de todo o lado e eleva a sua equipa a níveis inesperados.
Jajuan Johnson – Com 2.08m e 98kg aos 21 anos, este jogador da Universidade de Purdue não é uma barreira fácil de ultrapassar na busca do cesto. Mesmo só tendo cumprido duas épocas no basquetebol universitário, Jajuan já está no topo da lista de melhores bloqueadores da sua equipa. Sendo também um excelente lançador exterior, Johnson apresenta uma paleta de qualidades que o transformam num dos mais apetecíveis jogadores da competição deste ano. Vai ser obrigatório seguir os jogos de Purdue, se não quisermos perder a evolução deste jogador.
John Pastner – não é um jogador, mas um treinador. Pastner ganhou o lugar de responsável pela equipa de Memphis, após a mudança de John Calipari para Kentucky. Aos 33 anos, Pastner iniciará a sua segunda época como principal responsável, a primeira em que pode dizer que tem um plantel à sua imagem. A equipa de Memphis coloca em campo um jogo muito intenso, com pressão alta e velocidade de execução. Pastner, esse, dá espectáculo na lateral, como se tivesse a tentação de entrar em campo para jogar junto dos seus atletas.
John Pastner
Brad Stevens  – outro jovem treinador, com apenas 34 anos, e uma evolução surpreendente no basquetebol universitário. Há pouco tempo, Stevens trabalhava na administração da equipa, sem qualquer responsabilidade técnica. No entanto, a sua ambição acabou por ser premiada com um lugar de adjunto e, em 2007, a liderança do programa de Butler. O ano passado causou sensação ao ficar a apenas um cesto do título universitário. Mesmo sem a estrela Gordon Hayward (agora nos Utah Jazz), esta pequena universidade da Conferência Horizon é uma daquelas equipas que ninguém quer defrontar nos momentos decisivos. Brad Stevens é, sem dúvida, o grande responsável por essa situação.
Isaiah Thomas – O êxodo das grandes estrelas do basquetebol mundial para a Florida começou o ano passado com a surpreendente contratação de Isaiah Thomas para liderar a equipa da Universidade Florida International. Os resultados foram fracos (7v-25d), mas o facto de encontrarmos uma grande estrela da história do basquetebol a liderar uma equipa, obriga-nos a segui-los de perto. Para a nova época, Thomas prometeu uma maior capacidade de atracção de jovens jogadores. Embora não se espere que isso tenha um efeito imediato, o melhor mesmo é reservar algum tempo para os jogos desta equipa.


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Planeta Basket: NCAA'11


No dia 8 de Novembro começa a disputar-se a fase regular dos campeonatos universitários norte-americanos, a NCAA.
Para além da atenção que em centenas de universidades por todo o território americano, milhares de pessoas dão às suas equipas, os olhares do mundo concentram-se também naquele que é considerado o principal viveiro de jogadores de basquetebol. Para além daqueles que esperam encontrar nesta competição os jogadores que farão as delícias do Draft 2011 da NBA, será também desta competição que sairão grande parte dos jogadores que, na próxima época, mostrarão o seu jogo em todas as ligas europeias.
A fase regular da temporada disputa-se entre o dia 8 Novembro e o dia 12 de Março, sendo que cada equipa disputa um lugar na sua conferência, ao mesmo tempo que elabora um calendário com equipas de outras Conferências. Nos últimos dias da fase regular, serão disputados os títulos de cada Conferência, em Play-offs de um só jogo, em pavilhões pré-definidos por cada Conferência. O objectivo de todas as equipas, para além da vitória nas respectivas conferências, será conseguir o convite para uma das competições finais, sendo a mais apetecível o Campeonato da NCAA, a famosa March Madness, que este ano contará com 68 equipas, com a primeira ronda a disputar-se nos dias 15 e 16 de Março. Essas 68 equipas disputarão eliminatórias de um só jogo, até chegar à Final Four da competição, que este ano se realizará entre os dias 2 e 4 de Abril em Houston, Texas.
As outras duas competições de final de temporada são os títulos do NIT e do CollegeInsider.com. Estas duas competições são de menor importância, sendo que as equipas aproveitam para dar aos seus jogadores uma experiência em Play-off, tão necessária no processo evolutivo de cada equipa.
A ESPN América transmite, pelo terceiro ano, dezenas de jogos de basquetebol em Portugal. O Planeta Basket não deixará de acompanhar o desenrolar da competição e dar destaque às equipas e aos jogadores que entrarão em campo na próxima semana.

Planeta Basket: Mudanças na Liga


Duas contratações e uma saída nos plantéis da Liga Portuguesa de Basquetebol, envolvendo o Illiabum e o Sampaense.
Em Ílhavo, comprovada a gravidade da lesão de Nate Frisch, o jogador foi dispensado e uma nova contratação apresentada. Trata-se de Tai Crutchfield, 2.00m e 100kg, que em Portugal já jogou no Sampaense, onde na época passada apresentou médias de 21.8 pontos e 5.6 ressaltos em 10 jogos. O jogador formado na Universidade de Philadelphia tem uma larga experiência internacional, tendo jogado em Espanha, Áustria, Argentina, Alemanha e Polónia. Estando já a treinar, é expectável que possa estrear-se na próxima jornada, contra o Ginásio.
Em São Paio de Gramaços foi adicionado ao plantel o extremo Joel Almeida. Com 25 anos e 1.96, o cabo-verdiano jogou a época passada no Vagos, com médias de 9.9 pontos e 4.1 ressaltos em 11 jogos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Solobasket: Esta semana nas Ligas Estrangeiras

Ben Reed
Enquanto o Benfica conquistava a Supertaça Portuguesa, na Turquia apresentava-se Allen Iverson, o ALBA Berlim ganhava o dérbi alemão, o Pau-Orthez ganhava o primeiro duelo da época, a greve chegava ao fim na Grécia, há uma única equipa invicta na Argentina e tem por nome Obras Sanitarias, o Armani Jeans lidera sozinho a Liga Italiana, o Union Olimpija ganhava também na Liga Adriática e uma série de jogadores com menos de dezoito anos conquistava a luz da ribalta nos palcos europeus.

Aproveitem e procurem também no site a mais pormenorizada actualidade sobre todas as competições do país vizinho. Está tudo aqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Planeta Basket: "Nada escapa a Obradovic" - Entrevista a Tassos Stefanou


Em mais uma entrevista exclusiva, chegámos à fala com um dos homens fortes do basquetebol do Panathinaikos. Num dos inícios de época mais negros deste desporto na Grécia, dada a greve decretada pelo Sindicato de jogadores, Tassos Stefanou, director-geral da equipa de Atenas, defende que a solução passa “por sentar à mesma mesa as pessoas certas”. Talvez seja essa racionalidade do antigo jogador do Panathinaikos, que desenvolveu estudos universitários em Paris, na área da Psicologia, o que valeu ao clube ter sido dos primeiros a chegar a acordo com os seus jogadores, tendo-se apresentado com a equipa completa na primeira jornada da Liga, disputada na semana anterior.

O Panathinaikos tem sido uma equipa totalmente dominadora no seu campeonato. Nos últimos treze anos, foi campeão por doze vezes, tendo também vencido a Euroliga em quatro ocasiões. Para Stefanou, o segredo do sucesso é “trabalhar, trabalhar, trabalhar”, numa vontade de auto-superação permanente. Tal sucesso permite-lhe ainda pensar que, “num futuro próximo, o Panathinaikos possa ambicionar apresentar-se ao nível das equipas da NBA”. Responsável pelo basquetebol desde 1974, Stefanou já passou por momentos menos bons, como a derrota no Pavilhão da Luz nos anos 90, mas o balanço que faz da sua carreira no clube é obviamente positiva.

Com os olhos no futuro, a equipa grega mantém “mais de 200 jogadores na sua academia, para além de ter uma equipa de olheiros espalhada pelo mundo, sempre com atenção aos novos valores que vão surgindo neste desporto”. Para um homem que também foi treinador das camadas jovens do clube, esta é a melhor forma de alimentar um plantel onde a larga maioria dos jogadores são de nacionalidade grega. O dirigente destaca também o papel do treinador Zelimir Obradovic. “Ele é o principal responsável de todos os aspectos do jogo da nossa equipa, é um excelente dirigente de homens e nada escapa à sua atenção”.

Aos 65 anos, Tassos Stefanou mantém a paixão pelo jogo e uma inegável vontade de continuar a vencer, seja nas competições internas como nas internacionais. Ao Planeta Basket, expressa o desejo de sucesso na divulgação do basquetebol em Portugal. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O amor passa rasteiras


Quantas vezes o amor não ronda os relvados e as bancadas dos campos de futebol pelo mundo inteiro? Muitas, não tenho dúvidas. Amor e paixão são partes integrantes desse grande espectáculo de multidões (grandes e pequenas, porque também se fazem jogos com bancadas vazias, onde a emoção rasga mais corações do que certos estádios bem compostos). No entanto, alguns amores parecem mais aceitáveis do que outros. E perante isso tem o mundo que arranjar-se, de maneira a que acerte a sua existência com os acontecimentos que os homens vão trazendo à sua beira.
Michael Riemer sempre jogou no Preussen Munster, uma equipa dos campeonatos regionais da Alemanha. Sempre jogou ali desde muito pequeno. Fez todos os escalões da formação no clube, sempre com relativo apagamento, jogando como trinco. Michael tinha uma boa compleição física, entregava-se a todas as disputas de bola como se fossem a última, e a influência que tinha sobre os seus colegas levaram-no, também desde cedo, a ser escolhido para capitão de equipa. Era um poder silencioso, aquele que ele exercia sobre os seus colegas, facto que agradava aos responsáveis da equipa.
Essas mesmas qualidades eram apreciadas ao seu pai, Wolfgang Riemer. Mas o seu pai não era jogador de futebol, era guardião da torre. Para muitos surpreendente, Munster mantém ainda nos seus quadros de pessoal camarário um guardião da torre, função desempenhada desde a Idade Média na salvaguarda da cidade, alertando para aproximações de inimigos ou para a ocorrência de incêndios. Uma profissão totalmente desfasada da realidade actual, mas mantida pelo município, para gáudio dos mais velhos e orgulho da família Riemer. Têm na família uma tradição de pessoas que se dedicaram a esta cidade. Michael, como capitão de equipa, era o mais recente.
Michael Riemer acabava por se destacar pela sua seriedade e pacatez. Ele era o guardião das suas equipas. Nunca se lhe apontou qualquer deslize em toda a sua carreira desportiva ou escolar. Ele estava sempre presente a dar a cara pelos colegas nas reivindicações ou a apoiar algum que passasse por problemas. Era o jogador exemplar. E essa era uma forte razão para que Michael ficasse sempre como titular em todos os escalões e que, no final da sua formação, fosse um dos escolhidos para integrar o plantel sénior do Preussen Munster. Michael assumia o seu papel de líder apagado, e logo no segundo ano de sénior, mesmo jogando muito pouco, foi integrado no grupo dos capitães.
Parceiro de Michael neste percurso desportivo, foi Andy Hesl, que jogou sempre como médio de características ofensivas da equipa, capaz de resolver jogos atrás de jogos, embora um pouco problemático dada a sua personalidade rebelde. Michael Riemer foi um dos seus grandes defensores, até que na época passada, Andy exagerou nos seus actos, faltando a uma convocatória e acabou dispensado pelo treinador da equipa. Para Michael, foi como se um mundo se desmoronasse. Desde sempre que se habituara a partilhar tudo com Andy Hesl e agora, pela primeira vez, iam jogar em lados diferentes da barricada.
Os piores receios de Michael acabaram por se confirmar quando Andy assinou contrato com o SC Verl, equipa do mesmo campeonato, com encontro marcado para a quinta jornada, no Preussenstadion. O SC Verl de camisolas e calções brancos, o Preussen Munster de camisolas riscadas de verde e preto e calções pretos. Michael foi titular, tal como Andy. Durante todo o jogo só tiveram olhos um para o outro. O ataque do SC Verl não foi municiado por nenhum passe saído dos pés de Andy Hesl. Michael Rimmer não fez nenhum roubo de bola, tornando o meio-campo do Preussen algo muito próximo de um passador. Para a grande maioria dos presentes no estádio, foi apenas um dos piores dias daqueles dois jogadores. Para outros, mais próximos, foi a confirmação daquilo que há muito desconfiavam.
O amor e a paixão rondam, mesmo muitas vezes, os relvados e as bancadas de campos de futebol pelo mundo inteiro. Mas enquanto alguns apaixonados entoam esse amor a altas vozes, de coração aberto, outros acabam por esconder os seus sentimentos numa dedicação extrema à sua função ou, por outro lado, numa rebeldia aceitável apenas num génio. Quer uma quer outra opção dão, no final, mau resultado. Porque mais importante que o jogo, é, sem dúvida, a vida. E se a vida não permite que o amor flua como deseja, é o próprio amor que há-de encontrar forma de lhe passar uma rasteira. Como aconteceu no Preussenstadion, no primeiro dia de Setembro do ano de dois mil e nove.