sábado, 9 de junho de 2012

Alemanha – Portugal e Holanda – Dinamarca


As aspirações portuguesas neste Europeu começam hoje a ser postas à prova e logo frente a um dos grandes favoritos à vitória final. No outro jogo do grupo, Holanda e Dinamarca pesam as possibilidades de cada uma seguir em frente.

Alemanha – Portugal
Enquanto os alemães fizeram uma fase de qualificação sem mácula, os portugueses passaram dificuldades e só no play-off ganharam o bilhete para o torneio. Nos jogos de preparação, ambas as equipas tiveram resultados pouco animadores, mas assim que a bola começar a rolar em Lviv, nada disso contará. Duas equipas lutam pelo melhor início possível num grupo onde concorrentes fortes terão que ficar pelo caminho.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polónia – Grécia e Rússia – Rep. Checa


Chegou, finalmente, o primeiro dia de competição do Euro 2012, com a abertura a fazer-se na Polónia, que recebe uma equipa grega com boas memórias destes jogos, e a Rússia a enfrentar a Rep. Checa.

Polónia – Grécia
Um país inteiro espera este jogo há dois anos, data em que a equipa polaca fez o seu último jogo oficial. Para a abertura, um adversário como a Grécia pode parecer uma benesse dos deuses, dado que oferece todas as possibilidades de vitória. No entanto, os gregos já estragaram a festa de Portugal em 2004 e, com uma atitude bastante diferente, poderão fazer o mesmo frente aos polacos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Com Dhoze no Europeu


Dará sorte tanto azar?


A Inglaterra perdeu hoje, temporariamente, Jermaine Defoe. Devido à morte do seu pai, o avançado inglês foi autorizado a voltar a casa para assistir às cerimónias fúnebres, sendo que Roy Hodgson decidiu não chamar ninguém para o seu lugar – quando o jogador se sentir em condições, voltará a juntar-se ao plantel europeu.

Com esta falta, a Inglaterra assume o encontro com a França com apenas duas opções ofensivas. Carroll e Welbeck. À partida, só um será titular, mas a presença de Defoe no banco seria uma opção bem capaz para a equipa inglesa, em caso de o jogo não lhes correr de feição. Sem treinar durante alguns dias, a presença do avançado do Tottenham, a acontecer, não deverá ser em condições de ajudar uma equipa que tem percorrido todos os azares possíveis e imagináveis nestes últimos meses.

Será que dará sorte tanto azar? Talvez seja essa a última esperança dos ingleses.  

Dinamarca, um velho conhecido


A equipa dinamarquesa tem sido um adversário habitual da equipa portuguesa, nos últimos grupos de qualificação para Mundial e Europeu. Na Ucrânia, será um dos seus concorrentes no chamado grupo da morte. O que esperar desta Dinamarca?

Morten Olsen é um treinador com vasta experiência, estando à frente da seleção dinamarquesa há 12 anos. Neste Europeu, caso não tivesse tido um sorteio tão desfavorável, pensava poder assumir-se como favorito a atingir, no mínimo, os quartos de final. Sendo verdade que ter a Alemanha, a Holanda e Portugal como adversários redimensiona as expectativas, o fato é que a Dinamarca continua a parecer um bom candidato a surpresa nesta competição. E as surpresas acontecem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A reinvenção da França e Rep. Checa


França e Rep. Checa chegam ao Euro depois de atravessarem um período de renovação. Se os franceses chegam com ambições de vitória, os checos tentam surpreender num grupo muito equilibrado.

A equipa de Laurent Blanc terá hoje o seu último teste frente à Estónia, antes de se estrear no Europeu com uma complicada partida contra a Inglaterra. Na última semana, a lesão de M'Vila poderá ter lançado uma pequena dúvida num onze que parece bem estruturado e definido na cabeça do treinador.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Que sorte para as equipas britânicas?


Enquanto a Inglaterra se vê atingida por uma série de lesões que impedem dez dos possíveis convocados de jogar no Euro, a Rep. Irlanda, com Trapattoni no comando, espera surpreender um dos favoritos à vitória.

Os ingleses bem poderão entrar para a história como a equipa que passou por maiores convulsões em vésperas de um Europeu. Para começar, a saída de Fabio Capello deixou a seleção orfã de treinador durante uns meses. Stuart Pearce, técnico da equipa olímpica, assegurou a transição até ao final do campeonato, quando Roy Hodgson foi finalmente anunciado. A escolha deixou de sobrolho franzido muitos analistas, que esperavam uma aposta mais forte da Federação Inglesa. Mas esta optou, claramente, pela experiência de um técnico que já passou por muito no futebol internacional.

domingo, 3 de junho de 2012

Uma cambalhota e o negócio do costume


|Luís F. Cristóvão

Quando em janeiro passado a Zâmbia derrotou o Sudão por 3-0 na sua caminhada para a conquista da CAN, poucos diriam que no reencontro entre estas duas equipas, os sudaneses levariam a melhor. Mas, no entanto, foi isso mesmo que aconteceu. Não passaram mais de cinco meses, e os detentores do título africano sofreram uma derrota por 0-2 na estreia das qualificações para o Mundial. Enquanto quem é mais dado a superstições poderá ver neste fato uma malapata zambiana com a maior competição do futebol (a Zâmbia nunca atingiu uma fase final), razões mais profundas existem para justificar este resultado.  
Essas razões, curiosamente, não se localizam na Zâmbia, que apresentou praticamente o mesmo onze com que venceu a CAN. Estão sim na evolução do futebol sudanês. Muito longe daquilo que tendemos a aceitar como o perfume do futebol africano, a seleção do Sudão apresenta um conjunto onde o rigor tático e a força física dos seus jogadores se impõe. Num relvado escasso do estádio do Al Hilal, em Omdurman (arredores de Cartum), um onze dominado por jogadores do Al Hilal e do Al Merreikh (duas das três equipas sudanesas ainda em prova na Taça da Confederação) foi muito mais forte do que os zambianos.  
O primeiro golo, marcado por Muhannad Tahir com um forte remate de fora da área (não confundir com o outro Tahir que brilhou na CAN), foi seguido por uma cambalhota que bem poderá exemplificar o que se passou no relvado. Uma passagem de testemunho entre quem brilhou na CAN e quem quer brilhar no Mundial.

Portugal – Turquia: a última palavra


1)Com o onze apresentado no jogo frente à Turquia, Paulo Bento deixa em aberto apenas um lugar para a estreia no Europeu. Hugo Almeida ou Hélder Postiga? Frente aos turcos, a utilização de Almeida, dando uma maior presença na área (ainda que sem resultados), parecia preferível. Mas para enfrentar a Alemanha, a mobilidade de Postiga poderá permitir criar mais perigo.

2)As estreias de Miguel Lopes e de Custódio mostraram que Portugal tem opções para as posições de lateral direito e de número 6. Se Lopes, no entanto, estará muito longe de roubar o lugar a João Pereira, Custódio não precisou de mais de 10 minutos para mostrar que é um jogador a ter em conta para substituir Miguel Veloso. É, de certa forma, injusto para Veloso, depois das boas exibições nos jogos frente à Bósnia, a possibilidade de perder o lugar no onze. Mas Custódio tem as características necessárias para ocupar o lugar. A fazer lembrar o aparecimento de Costinha no Euro 2000.

Olha eu aqui de novo!


Com um crescente investimento de novos patrocinadores nas suas principais equipas, o Brasileirão não perdeu, mesmo assim, uma especificidade cultural que o torna diferente das outras grandes ligas mundiais. Vivendo uma fase onde uma derrota pode significar uma mudança de treinador, o que se vai tornando digno de registo é o número de craques que a liga consegue segurar ou fazer regressar.


A lista é longe, entre jovens esperanças como Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas Moura ou Óscar, e alguns veteranos que vão reencontrando o seu lugar no regresso a casa, como são os casos de Juninho Pernambucano, Deco e Wagner Love. O que talvez não fosse expectável é que a onda de regressos foi para lá de todas as evidências com a contratação de Dida pela Portuguesa dos Desportos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O caminho de África para o Brasil


Com todas as atenções focadas no Euro 2012, não podemos deixar de deitar o olhar ao início da fase de grupos na qualificação africana para o Mundial 2014. Começam este fim de semana a jogar as equipas que ambicionam ser uma das cinco que representará o continente na grande prova do futebol. Divididas em dez grupos, tentamos perceber quem serão os favoritos e as possíveis surpresas desta qualificação.

África do Sul (no grupo A), Gabão (grupo E), Nigéria (grupo F) e Camarões (grupo I) parecem ter sido as grandes beneficiadas do sorteio. Apesar da qualidade de alguns dos seus adversários, como o Botsuana no grupo A ou o Burkina Faso no grupo E, a superioridade dos favoritos deverá fazer-se sentir ao longo da qualificação. Mesmo que os sul africanos nem sempre tenham tido a capacidade para se manter na alta roda do futebol do continente, é nos Mundiais que a equipa costuma aparecer mais concentrada e concretizadora.