quinta-feira, 21 de junho de 2012

O confronto: Cech vs Ronaldo


É uma disputa com grande história na Liga Inglesa, onde Petr Cech defende a baliza do Chelsea e Cristiano Ronaldo deixou a sua marca com a camisola do Manchester United. Mas até já teve um episódio num Euro. Será que hoje se repetirá 2008?

Petr Cech e Cristiano Ronaldo são duas figuras do futebol mundial. Este noite, em Varsóvia, a sua experiência marcará o jogo entre Rep. Checa e Portugal. Há uma longa história de encontros entre estes dois jogadores. Cristiano Ronaldo partiu para Inglaterra em 2002, para vestir a camisola do Manchester United. Por ali fez o seu crescimento futebolístico e, na época seguinte a ter conquistado os seus primeiros títulos (Supertaça e Taça de Inglaterra, em 2003/04), viu chegar Petr Cech para o Chelsea, clube com quem viria a lutar pelo domínio do futebol inglês.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Euro 2012: altos e baixos na fase de grupos


Os primeiros 24 jogos do Europeu selecionaram as 8 melhores equipas, que irão continuar a lutar pelo título neste campeonato. No Falamos Futebol, escolhemos quatro altos e baixos da competição.

Altos

Um antídoto para o tiki-taka? A primeira sensação deste Europeu foi a possível descoberta de um antídoto para aquele que é considerado o melhor futebol do mundo. A Itália de Cesare Prandelli utilizou uma defensiva de apenas 3 defesas, com De Rossi a ser o “terceiro central”, entre os dois outros na sua posição de origem. Através de um meio-campo muito versátil, onde Pirlo, Marchisio e Thiago Motta assumem tarefas defensivas e ofensivas, os italianos respondiam à abertura de jogo espanhol com dois “laterais” como Maggio e Giaccherini, muito rápidos e agressivos. É claro que a Espanha, mesmo sem ponta-de-lança, não é o Barcelona. Mas ficou no ar uma possibilidade que poderá ser explorada na próxima temporada.

Taiti, o novo campeão da Oceânia


Luís Cristóvão apresenta o Taiti, país que irá representar a Oceânia na Taça das Confederações do próximo ano.

O Taiti já era a seleção, se excetuarmos Austrália e Nova Zelândia, com melhor currículo na prova maior do futebol da Oceânia. E se a saída dos Australianos para a Confederação Asiática abria uma nesga para que um país que não as duas forças dominantes pudesse, um dia, ganhar esta prova, a verdade é que poucos esperariam que fosse a maior ilha da Polinésia Francesa, com uma população de menos de 200 000 habitantes, a conseguir tal feito.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fecha a boca, Balotelli


Desta vez, o avançado começou no banco. No entanto, estreou-se a marcar no Euro. Mário Balotelli é uma figura do futebol. Quase sempre por razões exteriores ao jogo. Ainda assim, volta e meia, mostra porque tantas esperanças se depositam no seu talento. Ontem, agarrado por O'Shea, conseguiu colocar a bola entre o defesa e o guarda-redes irlandês para marcar um grande golo.

Mas não será pelo golo que Balotelli será recordado. Não por este. Porque no momento dos festejos, Mário parecia preparado para “botar” discurso ao mundo, precisando de um atento Bonucci para lhe tapar a boca. Pelo que as imagens televisivas podem mostrar, Balotelli ainda tentou organizar um qualquer pensamento. Mas que ficou para sempre perdido nas mãos do defensor da Juventus.

Fecha a boca, Balotelli, parece ter sido a mensagem. Mas, por favor, continua a encantar-nos com golos como o de ontem.  

Que Espanha, afinal?


A Espanha atinge os quartos de final do Euro com duas vitórias e um empate. Nos números, tudo parece bater certo. No entanto, a exibição cinzenta frente aos italianos e o aparente marasmo frente aos croatas deixam algumas dúvidas no ar.

Que Espanha teremos em jogo agora que um resultado negativo significa a exclusão? A Espanha que se revela decisiva ou uma outra, de baixa rotação, que tem andado demasiado presente (ou ausente, se preferirem) neste torneio?

Vicente Del Bosque parece não ter a resposta. Mas tem, seguramente, a preocupação.  

Inglaterra – Ucrânia e Suécia – França


Com a França a defrontar uma Suécia já eliminada, precisando apenas do empate para se apurar, o frente a frente entre ingleses e ucranianos centra todas as atenções. A jogar em casa, a Ucrânia quer manter-se em prova, mas os ingleses terão Rooney para ameaçar o conjunto de Blokhin.

Inglaterra – Ucrânia

A prova de sobrevivência dada pelos ingleses no jogo frente à Suécia pode ter sido essencial para continuar em prova neste Europeu. Só assim a equipa de Roy Hodgson chega com vantagem ao último encontro do grupo, onde terá pela frente um dos países organizadores. A outra boa notícia é o regresso de Rooney, que viu, até aqui, o Euro da bancada. Com a disponibilidade de Rooney, Hodgson deverá optar por uma frente de ataque “made in Manchester United”, juntando-lhe Welbeck e Ashley Young. Acrescente-se Theo Walcott e os ingleses terão capacidade para vencer qualquer adversário.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carros a apitar na rua


Poucos minutos depois de terminar o Portugal – Holanda, havia carros a apitar na rua. As pessoas soltaram-se, finalmente, das amarras da crise e do discurso miserabilista e vieram para a rua festejar. Portugal está nos quartos de final.

Noventa minutos antes, a equipa portuguesa entrou encolhida em campo, perante uma Holanda que precisava de ganhar por dois ou mais golos de diferença. Sofreu um golo,um grande golo marcado por Van der Vaart, e aí começou a acordar para a necessidade de vencer a partida.

Cristiano Ronaldo esteve em quase todos os grandes momentos do jogo ofensivo português. Como já tinha estado frente à Alemanha (apesar de muito preso à linha) e frente à Dinamarca (apesar do aproveitamento nulo). Para o mal e para o bem, tem sido sempre Ronaldo a mexer e importunar as defensivas contrárias.

Na defesa, Pepe esteve imperial. Para além da sua qualidade técnica acima da média, o central português joga com o coração, deixando a pele em campo. A isso junta o facto de ser o atleta com maior concentração competitiva e ascendente sobre os colegas de equipa. Essencial para um conjunto de sucesso.

No banco, Paulo Bento manteve-se igual a si próprio. Tem um onze definido e as opções claras na sua cabeça. Nélson Oliveira é a opção a Hélder Postiga, quando o jogo oferece espaço para correr na frente, o meio campo é preservado como unidade física essencial (e por isso Custódio entrou quando Raul Meireles rebentou) e Rolando é para utilizar sempre que nos minutos finais a equipa queira manter o resultado.

Passa por esta constância das suas principais figuras o sucesso de Portugal, que não tem nota artística, mas tem uma capacidade de sofrimento pouco habitual na história da nossa seleção. E estará nos quartos de final do Euro 2012.  

Croácia – Espanha e Itália – Rep.Irlanda


Na última jornada, o empate a dois pode servir os interesses de Croácia e Espanha, mas alguém quer arriscar ficar de fora e ver a Itália passar?

Croácia – Espanha

Mais um grande teste à fiabilidade espanhola. A Croácia de Slaven Bilic cheira a oportunidade de atingir os quartos de final e voltará a carregar forte sobre o adversário, esperando que a velocidade de movimentações de Rakitic, Modrid e Perisic encontrem em Mandzukic ou Jelavic homens que possam continuar a marcar. A chave do jogo, para os croatas, estará, no entanto, nas suas linhas mais recuadas, onde terá que lidar com a posse e passe dos espanhóis, sem cometer excessivo número de faltas e fechando bem os caminhos para a baliza de Pletikosa.

domingo, 17 de junho de 2012

Ainda a Grécia e o futebol como ele é


Por muito que lhe ditem a morte ou lhe critiquem o futebol, a Grécia voltou a espantar a Europa do futebol eliminando a, supostamente “mais capaz”, Rússia e garantindo um lugar nos quartos-de-final. Mas é preciso olhar bem para a equipa grega e perceber que não se trata tanto de uma equipa que pensa apenas em defender, mais uma equipa que reconhece as suas fragilidades e que consegue perceber que o futebol é um jogo onde ganha quem marca mais um golo do que o adversário. Ontem, a Grécia foi capaz de o voltar a fazer.

A Rússia teve uma entrada de leão neste Europeu, mas aburguesou-se. Foi incapaz de perceber que a vitória de 4-1 foi, acima de tudo, uma oferta da Rep. Checa, que não foi capaz de pressionar a saída de bola nem fazer tremer o meio-campo russo. Convencidos da sua superioridade, os russos deixaram-se empatar com a Polónia (num jogo onde poderiam ter perdido, não fosse a fragilidade ofensiva dos polacos) e perderam, bem, com uma equipa grega que soube aproveitar um erro infantil da defensiva da Rússia e nunca se sentiu muito ameaçada pela “reação” da equipa de Advocaat.

Por outro lado, e durante uma boa parte do segundo tempo, os russos ainda esperaram que um empate no Rep. Checa – Polónia lhes resolvesse os problemas. Não resolveu. A Polónia, a jogar em casa, nunca encontrou uma solução para conciliar o medo de perder com o facto de ter de ganhar. Já os checos conquistam a vitória num grupo devido a terem sido mais fortes nos pormenores. Com um meio-campo mais seguro do que o dos adversários eliminados, a Rep. Checa teve a “sorte” de começar mal e ter sido obrigada a repensar a sua abordagem ao jogo. No fundo, as duas equipas que mais prometeram na primeira jornada viram-se ultrapassadas por quem conseguiu reerguer-se de um mau início. É assim que se conquistam campeonatos de três jogos. 

Portugal – Holanda e Dinamarca – Alemanha


Com a Alemanha bem perto de garantir a qualificação, Portugal luta por uma vitória que lhe permita seguir em frente com os germânico. No entanto, quer a Dinamarca, quer a Holanda têm direito a sonhar com um lugar nos quartos. Quem será mais feliz esta noite?

Portugal – Holanda

É preciso observar bem que tipo de equipa é a seleção portuguesa, hoje em dia. E queixar-se da ausência de craques de camisola dez ou de líderes de balneário não é o melhor caminho para se chegar a uma boa conclusão. Com Paulo Bento, a aposta passa, em primeiro lugar, por garantir uma estabilidade defensiva. Isso tem sido conseguido, com Pepe e Bruno Alves em bom plano, os dois laterais a não darem espaço a quem lhes aparece pela frente, e uma intermediária bem mais preocupada em não sofrer golos do que em os criar. Na frente, Nani e Cristiano Ronaldo procuram desequilibrar e servir Postiga da melhor forma.

sábado, 16 de junho de 2012

O calcanhar de Welbeck


A Inglaterra de Roy Hodgson teve um pé fora do Euro mas regressou à vida com o calcanhar de Welbeck. O jovem avançado até tinha sido retirado dos holofotes do golo, com a entrada de Andy Carroll para o lugar de ponta-de-lança. No entanto, no momento decisivo da reviravolta, Welbeck estava bem perto do lugar onde deveria estar.

Ao ver a bola fugir da sua zona de remate, onde estava um defensor sueco, Welbeck rodou, encostou o corpo ao do defesa e foi assim, como se estivesse sentado numa cadeira, que tocou com o calcanhar para dentro das redes de Isaksson. Melhor do que ler, é mesmo ver aquele que pode não vir a ser o golo mais decisivo do Euro, mas será certamente um dos mais recordados.