sexta-feira, 29 de junho de 2012

O anjinho era Low


Estará ainda por explicar porque é que Joachim Low, tão seguro do seu onze na conferência de imprensa anterior à meia-final, acabou por se sentir tentado a reforçar a zona interior do meio-campo com Toni Kroos. A Alemanha mexeu e, apesar de ter entrado mais forte no jogo, foi completamente tomada por uma Itália mais segura, mais ambiciosa e, sobretudo, com um jogador que pegou no jogo pelos “cornos”.

Mário Balotelli nunca foi tão efetivo como ontem. Na forma como apareceu a rematar, a marcar, a tirar a camisola para se mostrar ao mundo. Levou a Itália à vitória, depois de Pirlo a ter levado ao domínio da partida. É entre estes dois jogadores, tão contrários um ao outro, que Cesare Prandelli tece o cuidado fio de jogo italiano. Com mestria e sucesso, já que atinge uma final inesperada. Com glória, caso consiga aquilo que todos parecem agora desejar. Que o futebol atraente da Itália conquiste o título das mãos dos “aborrecidos” espanhóis.

Taça CAF – Guia do play-off


Luís Cristóvão antevê os principais encontros do play-off da Taça CAF, equivalente da Liga Europa em África.

São dezasseis equipas em busca de um lugar na fase de grupos da segunda competição do futebol continental de clubes. Oito saídos da segunda eliminatória da CAF, outros oito vindos da Liga dos Campeões, que iniciará na próxima semana a fase de grupos.

O maior destaque vai, sem dúvida, para o Interclube. A equipa angolana consegue uma vez mais afirmar-se no espaço africano, depois de no ano passado ter atingido as meias-finais da prova. Depois de ter começado a época sob o comando de António Caldas, segue agora com Bernardino Pedroto. O treinador português tem vindo a recuperar a equipa no Girabola, mas a maior ambição está agora na Taça CAF.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Todos querem uma pequena vingança


Alemanha e Itália entram em campo em busca de um lugar na final do Europeu, onde terão oportunidade de vingar derrotas passadas frente aos Espanhóis. Mas para lá chegar, há que ultrapassar um adversário complicado.

22 de junho de 2008, Estádio Ernst Happel, Viena, Áustria. A Espanha iniciava a sua caminhada em direção ao domínio do futebol mundial. Ainda que poucos o adivinhassem, este jogo marcou o início de uma era que Alemanha e Itália esperam poder quebrar ainda esta semana. Nesse dia, a seleção italiana treinada por Roberto Donadoni, vendeu cara a derrota, avançando até à marcação de grandes penalidades. E sim, tal como ontem, os espanhóis venceram por 4-2.

Paz


Há uma certa sensação de pacificação no momento da derrota. Não é felicidade ou alegria. Apenas a certeza de que, apesar do resultado, esta guerra terminou.  

Nem sempre uma derrota


Nem sempre uma derrota significa que se poderia ter feito algo diferente. Esta é uma das verdades que custa a aceitar, de tão áspera. Portugal entrou frente à Espanha como o jogo lhe exigiu. Com cuidados defensivos e tentando, durante 90 minutos, colocar a bola na velocidade dos seus extremos. Na defesa, Portugal teve quase sempre sucesso. Tal como a Espanha, aliás, que não deu um milímetro a Cristiano Ronaldo e Nani.

No meio-campo, João Moutinho foi gigantesco a rasgar as tentativas de evolução espanhola e o tiki-taka como que esteve ausente durante o jogo. Do outro lado, Busquets e Xabi Alonso sobravam para evitar que qualquer lance de perigo surgisse da intermediária portuguesa. Foi com este empate técnico que as duas equipas foram para prolongamento.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Portugal no caminho da final


A seleção portuguesa tem estado, nos últimos anos, no caminho das finais das grandes competições. Depois de atingir a final do Euro em 2004, os portugueses foram sempre eliminados por finalistas ou campeões. Oito anos depois, Portugal quer vencer o seu primeiro grande título. Será capaz?

Cristiano Ronaldo tinha apenas 21 anos, lutava pela titularidade no Manchester United, onde era um promissor extremo, vestia a camisola 17 e acabara de ser promovido a titular na seleção portuguesa. Foi em 2004 que Portugal disputou a primeira final da sua história e o jovem madeirense ainda não era nada daquilo em que se transformou nos últimos oito anos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quatro equipas a sonhar com um título


Espanha, Portugal, Alemanha e Itália são as quatro equipas que estão na corrida para conquistar o Euro 2012. Em cada uma delas se destacam também os principais jogadores do torneio. O Falamos Futebol faz o mapa da qualidade presente em cada conjunto.

Atual campeão europeia e mundial, a Espanha tem conseguido fazer um caminho sem sobressaltos neste Europeu. Depois de passar a fase de grupos com apenas um empate, frente à Itália, os espanhóis não tiveras dificuldades para ultrapassar uma França demasiado remetida para o seu meio-campo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Grandes penalidades


E no dia em que voltarem a dizer que as grandes penalidades contrariam a beleza do futebol, voltem a passar o vídeo do jogo de ontem e percebam, de uma vez por todas, que nas grandes penalidades está a justiça poética mais pungente de toda a história do futebol. Tal como a imortalidade de Pirlo, agora em forma de Panenka.  

domingo, 24 de junho de 2012

Franceses faltaram a festa aborrecida


Ver a Espanha jogar pode ser tão aborrecido como, por confusão de agenda, entrar num estádio em dia de treino de posse de bola, daqueles em que os treinadores utilizam apenas onze jogadores contra adversários imaginários. É eficiente, sem dúvida alguma, mas retira toda a alegria a um jogo.

O Espanha – França colocava, frente a frente, duas equipas que privilegiam a posse da bola acima de tudo. Isso, de facto, aconteceu. As equipas dividiram a bola entre si, com a pequena diferença de que os espanhóis o fizeram buscando a vantagem no marcador, enquanto o adversário tentava segurar a bola para evitar que os espanhóis marcassem.

Ao deixar Nasri no banco (com um lateral direito, Debuchy, a ocupar o lugar do extremo do Man City), Laurent Blanc anunciou ao jogo que iria tentar passar por ele sem risco. E não arriscou. Perdeu 0-2 sem nunca ter sequer levado perigo à baliza de Casillas. Um jogo aborrecido, fraco, onde apenas aconteceu o previsível. A Espanha ganhou.

O confronto: quem defende melhor, ganha?


Inglaterra e Itália são duas equipas com fama de defensivas. Ambas chegam aos quartos de final sem derrotas e parecem com capacidade para exigir um favoritismo que não lhes era entregue à partida.

No dia 8 de junho, Inglaterra e Itália pareciam estar fora da lista dos principais favoritos a vencer o Euro. Apesar de serem duas equipas com tradição na prova, a fragilidade inglesa e a confusão italiana faziam esperar uma passagem negra por este torneio. Mas a fase de grupos veio demonstrar algo diferente.

sábado, 23 de junho de 2012

Fazer o que se pode


Verdade seja dita, a Grécia só podia fazer o que fez. Recuas as suas linhas, esperando evitar uma Alemanha arrasadora e aproveitar qualquer espaço que encontrasse para responder na transição. Conseguiu não sofrer golos nos primeiros 40 minutos, até que Lahm, num remate imparável, colocou o marcador em 1-0. No reatar do jogo, Gekas e Samaras ainda inventaram o golo do empate, mas os alemães nunca perderam as estribeiras frente a um conjunto que sabia o que fazer.

Low surpreendeu com a entrada de Reus, Schurle e Klose. Não me parece que a Alemanha tenha ganho algo com a troca. Houve mais velocidade nas linhas e maior mobilidade na área, mas Muller e Podolski poderiam ter desorganizado a defensiva grega mais cedo e Gomez teria sido um jogador mais difícil de controlar pelos centrais helénicos. No final das contas, a Alemanha deu descanso a três titulares. Fez o que podia. E se isso não tiver consequências ao nível da confiança dos jogadores que ficaram no banco, terá assustado ainda mais quem tiver que enfrentar os alemães nas meias. Sim, porque para além destes seis, Low ainda pôde chamar Gotze para entrar em jogo.

Para Fernando Santos, acabou a caminhada no Euro 2012. Cumpriu o objetivo de atingir os quartos de final, mostrou uma Grécia digna e lutadora, apesar das muitas limitações apresentadas pelos jogadores disponíveis. Emitiu um sinal de esperança para todos aqueles que tiveram no futebol um parco sinal de esperança num país onde tudo parece ir caindo “cano” abaixo. Não é pouco, acreditem, o que fez o Engenheiro. Parabéns para ele.