sábado, 16 de março de 2013

500 jogos depois – Manuel Cajuda


|Luís F. Cristóvão


Hoje é um dia histórico para o futebol português, com Manuel Cajuda a completar 500 jogos na principal divisão nacional como técnico principal, sendo apenas o sétimo treinador a atingir esta marca – Fernando Vaz, com 646 jogos, é ainda o detentor do recorde. Na mesma semana em que Jorge Jesus fez uma muito comentada intervenção na FMH-UTL, cabe-me sublinhar alguns pontos que considero muito interessantes da entrevista dada pelo técnico algarvio ao jornal A Bola. Não querendo, com isso, fazer uma defesa do treinador, mas sim tentar perceber melhor alguns traços que o tornam uma singular personagem do nosso futebol.

segunda-feira, 11 de março de 2013

O pós Óscar Schimdt, "Ordem e Progresso"!


|Ricardo Silva


O basquetebol brasileiro na última década conseguiu obter uma evolução bastante significativa, algo que lhe proporcionou por exemplo a participação nos últimos Jogos Olímpicos de 2012, o que não acontecia desde Atlanta 1996, curiosamente com a presença de Óscar Schmidt na equipa. De referir também, que esta seleção de 2012 conseguiu obter a melhor classificação desde 1968, ou seja, o 5º lugar da classificação final. Ao nível dos jogadores brasileiros destacamos que, quer na NBA, aonde evoluem Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Tiago Splitter (San Antonio Spurs), Néné Hilário (Washington Wizards), Fabio Melo e Leandro Barbosa (ambos nos Boston Celtics), quer na liga ACB, com Marcelinho Huertas (Barcelona), Lucas Nogueira (Estudiantes), Rafael Luz (Obradoiro), Raulzinho Neto (Lagun Aro), Rafael Hettsheimeir (Real Madrid), Augusto Lima (Unicaja) e Vitor Faverani (Valência), o Brasil está muito bem representado. 

domingo, 10 de março de 2013

Um onze igual à procura de resultados diferentes


|Luís F. Cristóvão


Jesualdo Ferreira apresentou no Municipal de Coimbra um onze semelhante ao utilizado frente ao FC Porto, na jornada anterior, esperando que a equipa desse respostas diferentes. No encontro frente aos campeões nacionais, o objetivo passava por ocupar espaços, recorrendo a um trio de jogadores com capacidades defensivas na intermediária, aguentando assim o ímpeto ofensivo do adversário. Frente à Académica, esse mesmo trio, teria que fazer a equipa avançar no terreno, com posse de bola, de forma a procurar o desejado golo.

Obviamente, não resultou.

sábado, 9 de março de 2013

Dortmund à procura da glória europeia


|Francisco Pinho Sousa


Depois de ter conquistado a Bundesliga nas duas últimas épocas sem, no entanto, acumular grandes participações europeias, o Borussia Dortmund parece ter finalmente reencontrado o caminho do sucesso nas competições da UEFA. Esta semana, bateu o Shakhtar Donetsk nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões (3-0). Isto depois de ter conseguido um meritório empate a 2 na difícil deslocação à Dombass Arena. Portanto, volvidos 16 anos, o Borussia volta a estar nos “quartos” da maior competição europeia de clubes.

De facto, a temporada do BvB em termos europeus tem sido excepcional, contrariamente ao que acontece na Bundesliga, onde já está a largos 17 pontos do líder Bayern de Munique. Os schwarzgelben (pretos-e-amarelos) foram primeiros do “grupo da morte” da Champions. Esse grupo continha históricos como o Real Madrid e o Ajax e o milionário Manchester City. A equipa orientada por Jurgen Klopp conseguiu 14 pontos (4 vitória e 2 empates), sendo que os empates foram conquistados precisamente nas deslocações mais complicadas (Madrid e Manchester).

segunda-feira, 4 de março de 2013

O medo vai ter tudo?


|Luís F. Cristóvão


A jornada 21 da Liga Zon Sagres apresentou-nos os dois candidatos com uma cara que nos era, até aqui, desconhecida. As exibições de FC Porto e SL Benfica foram dominadas pelo medo de perder pontos, mais do que pela vontade de ganhar. Será assim que se vai decidir o campeonato?

Vítor Pereira sabia das dificuldades que iria encontrar em Alvalade, mas talvez não contasse com esquema defensivo tão bem executado pelos “meninos” de Jesualdo Ferreira. A ocupação de espaços promovida pelo trio Rinaudo + Eric Dier e Adrien dificultou a vida a um conjunto que sentiu, em demasia, a ausência de João Moutinho. De qualquer forma, Vítor Pereira foi-se limitando a fazer troca por troca nos extremos, esperando pelo minuto 81, depois da expulsão de Rojo, para fazer entrar Liedson para o lugar de Defour. É certo que, com o luso-brasileiro muito longe do nível que lhe era reconhecido aquando da sua passagem pelo Sporting, as opções ofensivas no banco de Pereira não lhe permitiam maiores aventuras. Mas, se o objetivo fosse procurar a vitória, talvez Izmaylov e James Rodríguez devessem ter convivido no relvado de Alvalade.

domingo, 3 de março de 2013

Filosofia “La Penya”


|Ricardo Silva



Na presente temporada, tal como em tantas épocas transatas, a Liga ACB tem uma outra equipa além das dezoito que fazem parte do campeonato! Sim, a liga mais mediática do mundo, extra NBA, tem uma equipa aparentemente invisível para os mais desatentos mas que na sua formação apresentam uma mesma filosofia, a filosofia “La Penya”.

O que têm em comum Rudy Fernandez (Real Madrid), David Jelínek (Caja Laboral), Marko Todorovic (Barcelona), Pau Ribas (Valencia), Álex Mumbrú e Raúl López (Bilbao Basket), Henk Norel (CAI Zaragoza), Nacho Llovet, Albert Oliver, Albert Ventura, Pere Tomàs, Guillem Vives, Alex Barrera e Alejandro Suárez (Joventut Badalona), Josep Franch (Murcia) e Sergi Vidal (Unicaja)? Todos tiveram uma passagem e um percurso de grande crescimento nas equipas de formação e/ou de competição, primeiros anos no escalão de seniores, do Joventut de Badalona, além de todos jogarem na segunda melhor liga do mundo e melhor liga nacional da Europa. Se a este grupo de jogadores juntarmos Ricky Rubio teríamos uma equipa com capacidade para ter alguma projeção na Liga ACB, faltando somente adicionar um ou dois jogadores interiores. Destacamos nesta lista de atletas, os bases Raúl Lopez e Ricky Rubio e os extremos Álex Mumbrú e Rudy Fernandez, jogadores de grandíssimo nível e com um extraordinário percurso nos clubes que já representaram e nas seleções nacionais espanholas.

sábado, 2 de março de 2013

Atlético de Madrid revivendo tempos passados


|Francisco Pinho Sousa


26 de Maio de 1996. Jogava-se a decisão da Liga no Vicente Calderón. Uma vitória frente ao Albacete daria o título ao Atlético de Madrid. No mês anterior, já haviam vencido a final da Taça, em Saragoça, contra o Barcelona. Estavam, portanto, perante a possibilidade de fazer o chamado doblete. O estádio estava cheio que nem um ovo, eufórico perante a possibilidade de festejar um título que já lhes escapava desde 1977. Logo ao minuto 14 desse jogo, a conquista do troféu ficaria definitivamente encaminhada. Pantic (herói da Taça) assiste um tal de Diego Simeone para o primeiro golo desse encontro. O jogo acabaria com 2-0 no marcador, resultado que permitiu ao Atleti festejar o 9º título da Liga da sua história.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma Liga em Angola

|Luís F. Cristóvão




Na semana que marca o início do Girabola 2013, levantam-se vozes que pedem a criação de uma Liga de Futebol no país. Boas notícias, se isso significar uma maior organização e promoção do espetáculo, não só dentro como para fora do país. Se o conseguirem, e existem todos os meios para que isso aconteça, será um avanço para o futebol angolano e para todo o futebol africano.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Barcelona e Real Madrid: presente e futuro (imediato)


|Luís F. Cristóvão



É impossível escapar à força de um Barcelona – Real Madrid nos dias de hoje, para mais quando ambas as instituições se prepararam tão bem para dominar o espetro comunicacional do desporto mundial. Com estratégias bem diferentes, os dois colossos espanhóis souberam colocar-se nas bocas do mundo e transformar as suas disputas em algo que ninguém pode perder.

A estratégia catalã, que passou por exacerbar o sentimento regionalista dos seus adeptos, através de um técnico que dominava na perfeição essa linguagem e com uma equipa de jogadores formados na “casa”, tem que lidar agora com a fragilidade da falta de um líder, não tanto ao nível desportivo, onde Tito Vilanova, perto ou longe, consegue manter o desenho tático, mas ao nível mental, onde a ausência de um líder que esteja ao lado dos jogadores se faz sentir na forma como o Barcelona se parece apagar em momentos de sobressalto.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um português entre as estrelas mundiais do andebol


Entrevista com Pedro Teixeira, jogador do ARS Palma, da Liga ASOBAL

|Luís F. Cristóvão



Pedro Teixeira é um dos dois jogadores portugueses a atuar na Liga ASOBAL, o campeonato de andebol espanhol, onde se encontram em campo com alguns dos melhores jogadores do mundo. Depois de em Portugal se ter sagrado campeão nacional com a camisola do FC Porto, Teixeira transferiu-se para o ARS Palma, onde no último ano alcançou a subida ao principal escalão.

Numa altura em que a sua equipa luta para permanecer entre os mais fortes, falamos com Pedro Teixeira sobre as diferenças entre o Andebol em Portugal e Espanha.

O Palma del Rio está, atualmente, no último lugar da Liga Asobal. O que vai ser preciso fazer para escapar à descida de divisão?
É uma situação complicada a que enfrentamos. A solução passa por, agora que chegam os jogos da nossa liga, fazer do nosso pavilhão uma força. Sabemos que ganhando 4 ou 5 jogos nos podemos salvar e, apesar de termos que pontuar fora de casa, é fundamental que comecemos desde a fazer-nos fortes em casa.

Tens enfrentado alguns dos melhores jogadores do mundo, no país que alberga a seleção e a equipa que venceram os respetivos campeonatos mundiais. Quais as sensações de estar a jogar a este nível?
É incrível jogar a este nível. Cada jogo tem uma intensidade altíssima e joga-se com estrelas mundiais ou com lendas desta modalidade a cada semana.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Petro de Luanda vence primeiro título da temporada

|Luís F. Cristóvão




Depois de vencer por 1-0 em casa, o Petro de Luanda alcançou um empate no Calulo, frente ao Rec. Libolo, a uma bola, assegurando assim a conquista da Supertaça de Angola. Liderada pelo técnico angolano Miller Gomes, a equipa petrolífera apresentou credenciais para se lançar na luta pela conquista do Girabola 2013, que se inicia esta semana.

O destaque da equipa do Petro vai para o seu meio-campo, área do jogo onde se superiorizou ao Libolo na primeira mão, de uma forma bem dominadora, e onde esteve a chave da reação que lhe valeu o empate fora. Osório não está na sua melhor forma física, mas é um jogador de enormes qualidades, que ocupa bem o terreno e tem, sobretudo a nível ofensivo, uma elevada preponderância na sua equipa. A bola costuma sair direita do seus pés, permitindo que Chará, Dany e, sobretudo, Job, que ocupa o corredor esquerdo, utilizem a sua velocidade sobre os adversários.