|Francisco Sousa
Participante na fase de grupos da Champions League pela quarta vez em apenas seis anos, o campeão bielorusso BATE Borisov procura, uma vez mais, dignificar o futebol daquele país, fazendo uma participação honrosa e esforçada na maior competição de clubes do Mundo. Tendo como melhor resultado da sua História europeia o triunfo sobre o Bayern (que viria a ser campeão europeu), há tão somente dois anos, o BATE tem, em teoria, uma tarefa complicada, estando incorporado num grupo bastante equilibrado entre os três principais antagonistas (FC Porto, Shakhtar e Athletic). No fundo, o objectivo da equipa orientada por Aleksandr Yermakovich passa por dificultar ao máximo a tarefa aos restantes concorrentes, ao mesmo tempo que tentará, nos jogos em casa, dar a surpresa...
Habitualmente disposta numa espécie de 4-3-2-1, com os extremos mais metidos por dentro, a equipa do BATE tem acusado, do ponto de vista ofensivo, a saída do principal craque Krivets para o futebol francês (Metz), ele que foi autor de dezena e meia de golos e assistências nos jogos oficiais disputados até aqui neste ano de 2014. Em teoria, o emblema bielorusso irá viajar até ao Dragão para jogar num bloco baixo/médio-baixo, que muitas vezes se coloca numa espécie de 4-4-1-1 em fase defensiva. Equipa organizada e disciplinada a defender, resta saber como irá lidar com a mais-valia técnica do ataque dos "dragões"...
Textos sobre desporto para quem pensa que a bola não entra na baliza ou no cesto por acaso.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Maribor: a armada "violeta" quer surpreender no regresso à Europa dos milhões
| Francisco Sousa
14 de Setembro de 1999. No velhinho Estádio Lobanovsky de Kiev, o Maribor, modesta equipa proveniente do campeonato esloveno, fazia a sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões, depois de ter surpreendido a Europa ao afastar os franceses do Lyon na 3ª pré-eliminatória (3-0 no total das duas mãos). Foi, então, na capital ucraniana, que os eslovenos escreveram mais uma bonita página na sua história, ao vencerem o todo-poderoso Dinamo por 0-1, com um golo de Ante Simundza, avançado destro, corpulento e trabalhador. O Maribor, porém, acabaria essa fase de grupos na última posição, tendo somado apenas mais um ponto, na deslocação à BayArena de Leverkusen.
15 anos passaram e o Maribor, depois de várias tentativas, finalmente, conseguiu o regresso ao convívio com os "grandes". E não é que o herói daquela noite em Kiev volta a ser protagonista? É verdade, década e meia depois, Simundza foi o técnico responsável pelo heróico apuramento para a maior (e melhor) competição de clubes do planeta. Em Glasgow, perante o histórico Celtic, os campeões da Eslovénia puxaram dos galões e conseguiram rubricar uma vitória notável. Quis o destino que o regresso dos violetas a esta competição os colocasse, de novo, no caminho de uma equipa verde-e-branca, no caso o Sporting. Enquanto que para o Maribor este será o sétimo jogo da temporada na Champions, para os leões será um regresso às lides europeias. Apesar de tudo, é previsível que a equipa portuguesa até venha a assumir o jogo, estratégia que até poderá ter o consentimento dos eslovenos, mais interessados em pontuar do que em brilhar, neste caso...
Formatada para jogar entre um 4x4x2 e um 4x2x3x1, a equipa do Maribor vai alternando de esquema táctico, consoante os jogos e os momentos destes mesmos. Em fase defensiva, costuma organizar-se, geralmente, em 4x4x2. Quando assim é, a dupla de avançados fica adiantada, pressionando sem grande eficácia na frente, enquanto que as linhas defensiva e de meio-campo recuam um pouco mais. Porém, se quiser assumir o jogo, o Maribor faz subir um pouco mais o bloco, sendo que aí se soltam habitualmente 4 elementos: o trinco Filipovic (principal distribuidor de jogo numa primeira fase de construção) e os três homens do meio-campo ofensivo/ataque. Em Glasgow, contra o Celtic, a equipa assumiu a posse e jogou com muito atrevimento no meio-campo contrário, fazendo adiantar os alas (Vrsic e Ibrahimi) e usando bem a mobilidade e largura dos possantes Mendy e Tavares na frente do ataque. Já nos jogos caseiros (Maccabi e Celtic, por exemplo), o Maribor partiu de uma base em 4x2x3x1, apresentando um duplo-pivote mais conservador (Dervisevic-Filipovic) mas com uma segunda linha de autênticas setas (Bohar-Ibraimi-Vrsic) e só com uma referência na frente do ataque.
No fundo, é notória a tendência desta equipa do Maribor em variar entre estes dois registos. Ofensivamente, a equipa mostra uma tendência a explorar os espaços interiores, dado que tanto Vrsic como Bohar (ou até Ibraimi) gostam de fazer a diagonal em direcção à área. Apesar de tudo, a profundidade pode ser encontrada em algumas subidas destes alas e, sobretudo, na projecção que o lateral-esquerdo Viler dá em termos ofensivos. Já a defender, o Maribor exibe algumas dificuldades na protecção do espaço nas costas dos laterais (sobretudo Stojanovic) e a falta de flexibilidade e velocidade dos centrais (são rijos e defendem relativamente bem na área, apesar de tudo), algo inaptos para fazer as dobras. Nos momentos em que a equipa joga mais recuada, é necessária solidariedade, entreajuda e consistência/solidez táctica, algo que nem sempre acontece, porém...
Outro apontamento vai para as bolas paradas. Nas ofensivas, o Maribor costuma atacar, habitualmente, o primeiro poste, podendo depois haver a sequência na zona central ou no segundo poste. Há, de facto, jogadores com capacidade para criar perigo no jogo aéreo (Suler, Mendy ou Filipovic, por exemplo). Porém, nas bolas paradas defensivas, são notórias os problemas do campeão esloveno em defender à zona, algo que pode ser efectivamente explorado pelos melhores cabeceadores da equipa sportinguista.
14 de Setembro de 1999. No velhinho Estádio Lobanovsky de Kiev, o Maribor, modesta equipa proveniente do campeonato esloveno, fazia a sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões, depois de ter surpreendido a Europa ao afastar os franceses do Lyon na 3ª pré-eliminatória (3-0 no total das duas mãos). Foi, então, na capital ucraniana, que os eslovenos escreveram mais uma bonita página na sua história, ao vencerem o todo-poderoso Dinamo por 0-1, com um golo de Ante Simundza, avançado destro, corpulento e trabalhador. O Maribor, porém, acabaria essa fase de grupos na última posição, tendo somado apenas mais um ponto, na deslocação à BayArena de Leverkusen.
15 anos passaram e o Maribor, depois de várias tentativas, finalmente, conseguiu o regresso ao convívio com os "grandes". E não é que o herói daquela noite em Kiev volta a ser protagonista? É verdade, década e meia depois, Simundza foi o técnico responsável pelo heróico apuramento para a maior (e melhor) competição de clubes do planeta. Em Glasgow, perante o histórico Celtic, os campeões da Eslovénia puxaram dos galões e conseguiram rubricar uma vitória notável. Quis o destino que o regresso dos violetas a esta competição os colocasse, de novo, no caminho de uma equipa verde-e-branca, no caso o Sporting. Enquanto que para o Maribor este será o sétimo jogo da temporada na Champions, para os leões será um regresso às lides europeias. Apesar de tudo, é previsível que a equipa portuguesa até venha a assumir o jogo, estratégia que até poderá ter o consentimento dos eslovenos, mais interessados em pontuar do que em brilhar, neste caso...
Formatada para jogar entre um 4x4x2 e um 4x2x3x1, a equipa do Maribor vai alternando de esquema táctico, consoante os jogos e os momentos destes mesmos. Em fase defensiva, costuma organizar-se, geralmente, em 4x4x2. Quando assim é, a dupla de avançados fica adiantada, pressionando sem grande eficácia na frente, enquanto que as linhas defensiva e de meio-campo recuam um pouco mais. Porém, se quiser assumir o jogo, o Maribor faz subir um pouco mais o bloco, sendo que aí se soltam habitualmente 4 elementos: o trinco Filipovic (principal distribuidor de jogo numa primeira fase de construção) e os três homens do meio-campo ofensivo/ataque. Em Glasgow, contra o Celtic, a equipa assumiu a posse e jogou com muito atrevimento no meio-campo contrário, fazendo adiantar os alas (Vrsic e Ibrahimi) e usando bem a mobilidade e largura dos possantes Mendy e Tavares na frente do ataque. Já nos jogos caseiros (Maccabi e Celtic, por exemplo), o Maribor partiu de uma base em 4x2x3x1, apresentando um duplo-pivote mais conservador (Dervisevic-Filipovic) mas com uma segunda linha de autênticas setas (Bohar-Ibraimi-Vrsic) e só com uma referência na frente do ataque.
No fundo, é notória a tendência desta equipa do Maribor em variar entre estes dois registos. Ofensivamente, a equipa mostra uma tendência a explorar os espaços interiores, dado que tanto Vrsic como Bohar (ou até Ibraimi) gostam de fazer a diagonal em direcção à área. Apesar de tudo, a profundidade pode ser encontrada em algumas subidas destes alas e, sobretudo, na projecção que o lateral-esquerdo Viler dá em termos ofensivos. Já a defender, o Maribor exibe algumas dificuldades na protecção do espaço nas costas dos laterais (sobretudo Stojanovic) e a falta de flexibilidade e velocidade dos centrais (são rijos e defendem relativamente bem na área, apesar de tudo), algo inaptos para fazer as dobras. Nos momentos em que a equipa joga mais recuada, é necessária solidariedade, entreajuda e consistência/solidez táctica, algo que nem sempre acontece, porém...
Outro apontamento vai para as bolas paradas. Nas ofensivas, o Maribor costuma atacar, habitualmente, o primeiro poste, podendo depois haver a sequência na zona central ou no segundo poste. Há, de facto, jogadores com capacidade para criar perigo no jogo aéreo (Suler, Mendy ou Filipovic, por exemplo). Porém, nas bolas paradas defensivas, são notórias os problemas do campeão esloveno em defender à zona, algo que pode ser efectivamente explorado pelos melhores cabeceadores da equipa sportinguista.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Zenit: uma imponente barreira vinda do frio mas com um toque do sangue latino
| Francisco Sousa
Autor de um início de temporada pujante e afirmativo, o Zenit de André Villas-Boas chega ao Estádio da Luz claramente disposto a complicar a vida aos actuais campeões nacionais. Líder destacado do campeonato russo após sete jornadas, a formação de São Petersburgo procura, além do regresso aos títulos a nível local, realizar uma boa campanha europeia, pese embora esteja colocado naquele que é considerado, em teoria, o grupo mais equilibrado e competitivo desta Liga dos Campeões. As expectativas para um dos clubes com maior orçamento desta competição são elevadas e o técnico luso sabe bem que a administração do Zenit não admite insucessos numa temporada que se quer de festa...
Depois de uma derrota (injusta, diga-se) a abrir a época oficial, no Chipre, frente ao AEL Limassol (1-0), o Zenit partiu para uma série avassaladora de dez triunfos consecutivos. A base do sucesso tem assentado no estilo de jogo posto em prática por André Villas-Boas esta temporada e que visa que a equipa possa dominar mais os jogos, embora aproveitando de igual maneira a velocidade dos seus melhores atacantes nas transições. No fundo, este Zenit representa uma mistura de características diferentes, mas que para já vai resultando bastante bem. Tacticamente formatada para jogar entre um 4x3x3 com os extremos a tenderem a fazer movimentos interiores e um 4x2x3x1 um pouco mais aberto, a equipa de São Petersburgo ataca com critério e ordem quando tem bola, usando para isso a inteligência de jogadores como Fayzulin (castigado para este encontro), Witsel ou Shatov com bola e a técnica em progressão de elementos como Hulk ou Danny. Aliás, estes dois homens revelam-se igualmente argutos a explorar situações de contra-ofensiva, visto que aliam velocidade e técnica a uma notável capacidade de remate e boa visão de jogo.
Movendo-se bem entre esses dois registos, o Zenit apresenta-se agora também um pouco mais consistente e organizado na maneira como defende. Em várias situações, organiza-se quase numa espécie de 4x4x2 com Hulk junto a Rondón numa primeira linha e com Shatov e Danny praticamente na mesma linha do duplo-pivote do meio-campo. Vai alternando entre momentos de uma pressão mais intensa e outras situações de organização defensiva mais recuada, sobretudo contra equipas que possuam criativos ao meio e gostem de assumir a posse de bola (por exemplo, o último jogo frente ao Dinamo de Moscovo). Quando recuperam a bola ou procuram sair de forma organizada, a tendência é fazê-lo pelas laterais, com o aparecimento constante de apoios interiores, extremamente úteis para ajudar a desequilibrar as estruturas adversárias. No fundo, esta é uma equipa que gosta de controlar os jogos, com e sem bola, e cuja proposta pode ser adaptável também às diferentes características dos adversários que lhe vão aparecendo pela frente...
Autor de um início de temporada pujante e afirmativo, o Zenit de André Villas-Boas chega ao Estádio da Luz claramente disposto a complicar a vida aos actuais campeões nacionais. Líder destacado do campeonato russo após sete jornadas, a formação de São Petersburgo procura, além do regresso aos títulos a nível local, realizar uma boa campanha europeia, pese embora esteja colocado naquele que é considerado, em teoria, o grupo mais equilibrado e competitivo desta Liga dos Campeões. As expectativas para um dos clubes com maior orçamento desta competição são elevadas e o técnico luso sabe bem que a administração do Zenit não admite insucessos numa temporada que se quer de festa...
Depois de uma derrota (injusta, diga-se) a abrir a época oficial, no Chipre, frente ao AEL Limassol (1-0), o Zenit partiu para uma série avassaladora de dez triunfos consecutivos. A base do sucesso tem assentado no estilo de jogo posto em prática por André Villas-Boas esta temporada e que visa que a equipa possa dominar mais os jogos, embora aproveitando de igual maneira a velocidade dos seus melhores atacantes nas transições. No fundo, este Zenit representa uma mistura de características diferentes, mas que para já vai resultando bastante bem. Tacticamente formatada para jogar entre um 4x3x3 com os extremos a tenderem a fazer movimentos interiores e um 4x2x3x1 um pouco mais aberto, a equipa de São Petersburgo ataca com critério e ordem quando tem bola, usando para isso a inteligência de jogadores como Fayzulin (castigado para este encontro), Witsel ou Shatov com bola e a técnica em progressão de elementos como Hulk ou Danny. Aliás, estes dois homens revelam-se igualmente argutos a explorar situações de contra-ofensiva, visto que aliam velocidade e técnica a uma notável capacidade de remate e boa visão de jogo.
Movendo-se bem entre esses dois registos, o Zenit apresenta-se agora também um pouco mais consistente e organizado na maneira como defende. Em várias situações, organiza-se quase numa espécie de 4x4x2 com Hulk junto a Rondón numa primeira linha e com Shatov e Danny praticamente na mesma linha do duplo-pivote do meio-campo. Vai alternando entre momentos de uma pressão mais intensa e outras situações de organização defensiva mais recuada, sobretudo contra equipas que possuam criativos ao meio e gostem de assumir a posse de bola (por exemplo, o último jogo frente ao Dinamo de Moscovo). Quando recuperam a bola ou procuram sair de forma organizada, a tendência é fazê-lo pelas laterais, com o aparecimento constante de apoios interiores, extremamente úteis para ajudar a desequilibrar as estruturas adversárias. No fundo, esta é uma equipa que gosta de controlar os jogos, com e sem bola, e cuja proposta pode ser adaptável também às diferentes características dos adversários que lhe vão aparecendo pela frente...
sábado, 6 de setembro de 2014
Albânia: a imperial águia de duas cabeças procura fazer História
| Francisco Sousa
País que fez parte do Império Otomano durante mais de 400 anos e que só em 1992 abandonou em definitivo o comunismo, a Albânia procura impor-se aos poucos e poucos na realidade da nova Europa, mais ocidentalizada e moderna. Também no futebol, o país se vai procurando afirmar, tendo vindo a ganhar preponderância ao longo dos últimos anos, fazendo um brilhante aproveitamento dos recursos que vão brotando por países para onde muitos albaneses emigraram nas décadas de 80 e 90 (sobretudo Suíça e Alemanha...). Misto de jogadores locais e descendentes de emigrantes, já nascidos em países economicamente mais poderosos, a nova selecção albanesa tem vindo a crescer de forma bastante palpável e sustentável ao longo dos últimos três anos. Sem somar qualquer participação numa grande prova internacional de selecções, a equipa orientada pelo experiente técnico italiano Gianni De Biasi procura agora dar a surpresa, numa fase de qualificação que, em teoria, dará mais possibilidades a alguns países com potencial mas mais periféricos e não tão habituados aos eventos grandes...
Amanhã, em Aveiro, a formação balcânica começa um trajecto que se espera difícil, mas que todos os locais esperam que seja de sucesso final, pela primeira vez na sua História. O Euro 2016 ainda não pode ser encarado como um objectivo, mas antes um sonho, uma possibilidade futura, sempre dependente das surpresas dadas nos encontros de qualificação. Na última fase de apuramento, a Albânia chegou a sonhar com os dois primeiros lugares, tendo quebrado na fase mais competitiva, prova de que ainda não estava preparada para assumir os grandes palcos. Apesar da possibilidade de recrutamento de descendentes de albaneses, ex-internacionais por selecções ditas maiores, falta ainda tarimba a uma equipa que, apesar das boas intenções, não possui um registo de jogo lá muito atractivo...
Habitualmente formatada para jogar entre um 4x5x1 e um 4x2x3x1, a Albânia pode ainda apresentar-se em variantes tácticas como o 4x1x4x1 ou o 4x4x2 (recurso utilizado do quando há necessidade de ir em busca de um resultado, juntando dois pontas-de-lança). Gianni De Biasi é um italiano puro na forma de trabalhar a sua equipa, privilegiando a organização defensiva, a solidez táctica e um jogo ofensivo mais directo. Apesar de a equipa saber preencher as zonas mais interiores quando defende, nota-se, por vezes, uma certa falta de contundência em alguns momentos da marcação, além dos espaços entre a linha defensiva e os médios mais defensivos e nas costas dos laterais. Equipa que mistura elementos experientes e outros mais imberbes, esta selecção albanesa irá procurar, certamente, aguentar os ímpetos ofensivos da selecção das Quinas, visando depois o contragolpe.
Em termos ofensivos, a Albânia é, de facto, uma equipa de contra-ataque, podendo explorar a velocidade de elementos como Gashi ou Vajushi ou de um jogo mais directo, visando a referência da frente de ataque (Kapllani, Salihi ou Cikalleshi). Sem grandes desequilibradores na zona de construção, são notórias as dificuldades desta equipa em momentos de posse e organização ofensiva. Falta um "10" mais puro, se bem que os alas até procurem explorar muitas vezes os espaços mais interiores. No fundo, esta é uma equipa talhada para jogar num registo de bloco médio-baixo, esperando a oportunidade para fazer dano através de contra-ofensivas ou de um jogo mais directo para os seus avançados. Tem as suas debilidades, mostrando-se algo vulnerável nas laterais e deixando alguns espaços entre-linhas. Porém, a solidez e experiência de jogadores como Cana ou Mavraj, aliadas à imprevisibilidade de Vajushi e ao critério de Gashi, Abrashi ou Taulant Xhaka (sim, é mesmo o irmão do internacional suíço Granit Xhaka!), podem ser trazer dissabores para a equipa de todos nós.
País que fez parte do Império Otomano durante mais de 400 anos e que só em 1992 abandonou em definitivo o comunismo, a Albânia procura impor-se aos poucos e poucos na realidade da nova Europa, mais ocidentalizada e moderna. Também no futebol, o país se vai procurando afirmar, tendo vindo a ganhar preponderância ao longo dos últimos anos, fazendo um brilhante aproveitamento dos recursos que vão brotando por países para onde muitos albaneses emigraram nas décadas de 80 e 90 (sobretudo Suíça e Alemanha...). Misto de jogadores locais e descendentes de emigrantes, já nascidos em países economicamente mais poderosos, a nova selecção albanesa tem vindo a crescer de forma bastante palpável e sustentável ao longo dos últimos três anos. Sem somar qualquer participação numa grande prova internacional de selecções, a equipa orientada pelo experiente técnico italiano Gianni De Biasi procura agora dar a surpresa, numa fase de qualificação que, em teoria, dará mais possibilidades a alguns países com potencial mas mais periféricos e não tão habituados aos eventos grandes...
Amanhã, em Aveiro, a formação balcânica começa um trajecto que se espera difícil, mas que todos os locais esperam que seja de sucesso final, pela primeira vez na sua História. O Euro 2016 ainda não pode ser encarado como um objectivo, mas antes um sonho, uma possibilidade futura, sempre dependente das surpresas dadas nos encontros de qualificação. Na última fase de apuramento, a Albânia chegou a sonhar com os dois primeiros lugares, tendo quebrado na fase mais competitiva, prova de que ainda não estava preparada para assumir os grandes palcos. Apesar da possibilidade de recrutamento de descendentes de albaneses, ex-internacionais por selecções ditas maiores, falta ainda tarimba a uma equipa que, apesar das boas intenções, não possui um registo de jogo lá muito atractivo...
Habitualmente formatada para jogar entre um 4x5x1 e um 4x2x3x1, a Albânia pode ainda apresentar-se em variantes tácticas como o 4x1x4x1 ou o 4x4x2 (recurso utilizado do quando há necessidade de ir em busca de um resultado, juntando dois pontas-de-lança). Gianni De Biasi é um italiano puro na forma de trabalhar a sua equipa, privilegiando a organização defensiva, a solidez táctica e um jogo ofensivo mais directo. Apesar de a equipa saber preencher as zonas mais interiores quando defende, nota-se, por vezes, uma certa falta de contundência em alguns momentos da marcação, além dos espaços entre a linha defensiva e os médios mais defensivos e nas costas dos laterais. Equipa que mistura elementos experientes e outros mais imberbes, esta selecção albanesa irá procurar, certamente, aguentar os ímpetos ofensivos da selecção das Quinas, visando depois o contragolpe.
Em termos ofensivos, a Albânia é, de facto, uma equipa de contra-ataque, podendo explorar a velocidade de elementos como Gashi ou Vajushi ou de um jogo mais directo, visando a referência da frente de ataque (Kapllani, Salihi ou Cikalleshi). Sem grandes desequilibradores na zona de construção, são notórias as dificuldades desta equipa em momentos de posse e organização ofensiva. Falta um "10" mais puro, se bem que os alas até procurem explorar muitas vezes os espaços mais interiores. No fundo, esta é uma equipa talhada para jogar num registo de bloco médio-baixo, esperando a oportunidade para fazer dano através de contra-ofensivas ou de um jogo mais directo para os seus avançados. Tem as suas debilidades, mostrando-se algo vulnerável nas laterais e deixando alguns espaços entre-linhas. Porém, a solidez e experiência de jogadores como Cana ou Mavraj, aliadas à imprevisibilidade de Vajushi e ao critério de Gashi, Abrashi ou Taulant Xhaka (sim, é mesmo o irmão do internacional suíço Granit Xhaka!), podem ser trazer dissabores para a equipa de todos nós.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Serge Aurier (Toulouse)
|Francisco Sousa
E eis que a
Costa do Marfim encontrou um substituto mais do que decente para um Eboué que
está prestes a entrar na fase descendente da carreira. Serge Aurier, 20 anos,
lateral-direito dos franceses do Toulouse, pode muito bem vir a ser uma das
boas revelações do próximo Mundial, caso a selecção dos Elefantes se consiga apurar. Habitual titular na Ligue 1, Aurier
apresenta características muito interessantes para um jogador desta idade.
Muito consistente do ponto de vista defensivo, fecha o espaço com
agressividade, seja pelo solo ou no jogo aéreo. A atacar, apoia geralmente bem,
usando a sua velocidade para criar desequilíbrios e movimentos de ruptura. Esta
época já leva 2 assistências em 7 jogos da Liga, se bem que até possa melhorar
um pouco nesse capítulo. Com 20 anos, tem uma considerável margem de
progressão. Acredito que venha a chegar longe…
domingo, 10 de novembro de 2013
Fabian Schär (Basileia)
|Francisco Sousa
Um dos defesas-centrais mais promissores dos campeonatos médios do futebol europeu. Já titular pela selecção da Suíça, Schär, 21 anos, é um jogador robusto, alto (1,86m), fisicamente forte, rápido e eficaz em antecipação e muito astuto a aproveitar as bolas paradas ofensivas, utilizando todos os seus recursos ao nível do jogo aéreo. Sai bem a jogar, embora assuma acções de muito risco em várias situações. Essas saídas e algumas tentativas de antecipação no timing errado devem ser mais bem trabalhadas. Se assim for, tem condições para se tornar num central de topo.
Um dos defesas-centrais mais promissores dos campeonatos médios do futebol europeu. Já titular pela selecção da Suíça, Schär, 21 anos, é um jogador robusto, alto (1,86m), fisicamente forte, rápido e eficaz em antecipação e muito astuto a aproveitar as bolas paradas ofensivas, utilizando todos os seus recursos ao nível do jogo aéreo. Sai bem a jogar, embora assuma acções de muito risco em várias situações. Essas saídas e algumas tentativas de antecipação no timing errado devem ser mais bem trabalhadas. Se assim for, tem condições para se tornar num central de topo.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Maxime Lestienne (Club Brugge)
|Francisco Sousa
Uma das maiores pérolas da nova vaga belga, sendo que, de forma incrível, ainda actua nos relvados da Jupiler League. Maxime Lestienne, internacional belga, 21 anos, é um extremo esquerdino, que tanto pode jogar na esquerda como na direita. Rápido, com muita técnica, forte no drible e nos movimentos em diagonal, Lestienne desequilibra facilmente qualquer defesa, gerando vários golos, quer através de remates seus, como de cruzamentos precisos para os seus companheiros. Sabe também marcar bolas paradas, o que representa outra vantagem tremenda neste jogador. Tenho a plena convicção que esta será a sua última época na Liga belga. Depois disto, dará o salto para uma grande equipa de um campeonato maior.
Uma das maiores pérolas da nova vaga belga, sendo que, de forma incrível, ainda actua nos relvados da Jupiler League. Maxime Lestienne, internacional belga, 21 anos, é um extremo esquerdino, que tanto pode jogar na esquerda como na direita. Rápido, com muita técnica, forte no drible e nos movimentos em diagonal, Lestienne desequilibra facilmente qualquer defesa, gerando vários golos, quer através de remates seus, como de cruzamentos precisos para os seus companheiros. Sabe também marcar bolas paradas, o que representa outra vantagem tremenda neste jogador. Tenho a plena convicção que esta será a sua última época na Liga belga. Depois disto, dará o salto para uma grande equipa de um campeonato maior.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Marcel Risse (Colónia)
|Francisco Sousa
Um jogador
com nível para uma equipa da zona média-alta da tabela da Bundesliga. Joga,
porém, no 2º escalão, onde se vai assumindo com a principal figura de um
Colónia que procura o regresso ao convívio com os grandes. Aos 23 anos
(completará 24 no próximo mês de Dezembro), Risse tem destilado talento pelos
relvados da 2.Bundesliga. Jogador hábil, capaz de rematar com os dois pés, leva
já 7 golos esta temporada, 5 na Liga e 2 na DFB Pokal. Pode actuar em qualquer
posição do meio-campo ofensivo, mas preferencialmente descaído na direita.
Explora bem os espaços nas costas dos laterais, é rápido e destemido no
um-para-um. Além disso, tem na meia-distância uma possível arma para poder
resolver jogos. Estava no Mainz, onde nem sempre era opção. Está a crescer
muito bem esta época, acredito que em Janeiro possa já saltar para o escalão
principal…
sábado, 2 de novembro de 2013
Abderazak Hamdallah (Aalesund)
|Francisco Sousa
Mais um excelente avançado de origem africana a surgir na principal liga da Noruega (a Tippeligaen). Hamdallah, internacional marroquino de 22 anos, leva já 15 golos no ano de 2013, entre campeonato e Taça. Bastante móvel e rápido, o goleador do Aalesund revela enorme sentido de baliza e uma qualidade técnica muito interessante. Um destro (também remata bem com o pé esquerdo) que promete saltar rapidamente para um campeonato superior em termos competitivos, à imagem doutros avançados da Tippeligaen num passado recente (Abdellaoue, Diouf, entre outros).
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Dejan Janjatovic (Saint Gallen)
|Francisco Sousa
Médio-centro ou médio-centro defensivo, Janjatovic é um dos jogadores com mais potencial da Liga suíça. Aos 21 anos, e depois de passagens pelas escolas do Bayern e pela segunda equipa do Getafe, este ex-internacional sub-18 pela Alemanha assentou em definitivo no Saint Gallen, equipa que jogará a Liga Europa esta temporada. Versátil, robusto e com bom jogo aéreo, Janjatovic destaca-se pela elegância na condução e pela maneira como tenta, permanentemente, desmarcar companheiros com passes de ruptura. Tem boa visão de jogo, embora deva melhorar ligeiramente a percentagem de passes acertados. Quando o fizer, este destro será um jogador preparado para uma grande Liga. Além disso, possui um remate colocado de fora da área e incorpora-se bem na 2ª linha. Pode destacar-se este ano contra equipas como o Valência ou o Swansea, assim como fez na eliminatória frente ao Spartak de Moscovo.
Médio-centro ou médio-centro defensivo, Janjatovic é um dos jogadores com mais potencial da Liga suíça. Aos 21 anos, e depois de passagens pelas escolas do Bayern e pela segunda equipa do Getafe, este ex-internacional sub-18 pela Alemanha assentou em definitivo no Saint Gallen, equipa que jogará a Liga Europa esta temporada. Versátil, robusto e com bom jogo aéreo, Janjatovic destaca-se pela elegância na condução e pela maneira como tenta, permanentemente, desmarcar companheiros com passes de ruptura. Tem boa visão de jogo, embora deva melhorar ligeiramente a percentagem de passes acertados. Quando o fizer, este destro será um jogador preparado para uma grande Liga. Além disso, possui um remate colocado de fora da área e incorpora-se bem na 2ª linha. Pode destacar-se este ano contra equipas como o Valência ou o Swansea, assim como fez na eliminatória frente ao Spartak de Moscovo.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Alexandru Matel (Astra Giurgiu)
|Francisco Sousa
Aos 23 anos, este lateral-direito romeno parece estar a passar a melhor fase da sua carreira. Internacional por 7 vezes (tendo sido titular nos últimos jogos de qualificação para o Mundial), Matel é uma das figuras do Astra Giurgiu, uma das equipas que conseguiu o apuramento para as pré-eliminatórias da Liga Europa (entretanto foi eliminada). Tem uma disponibilidade física tremenda, defende o espaço bastante bem e sabe encarar os adversários com agressividade no um-para-um em situação defensiva. Além disso, apoia bastante bem o ataque e tem um bom cruzamento de pé direito. A exibição recente frente à Hungria pode ser considerada um excelente cartão-de-visita para este lateral, claramente a pedir outros voos…
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Gabriel Iancu (Steaua Bucareste)
|Francisco Pinho Sousa
Uma das promessas mais interessantes do futebol romeno nos tempos mais recentes. Gabriel Cristian Iancu, 19 anos, destacou-se na primeira metade da época ao serviço do modesto Viitorul Constanta, o que fez o Steaua Bucareste avançar por ele no mercado de Inverno. Internacional sub-21, Iancu pode actuar como “10” ou mais descaído na esquerda. Esquerdino de muita classe, chega bem desde a 2ª linha, tendo por isso um registo de golos bastante interessante (7 em 25 jogos da Liga). Joga bem em apoio, revela maturidade em muitas das decisões que toma e é um jogador capaz de imprimir mudanças de velocidade ao jogo. Não tem jogado muito no Steaua mas o potencial é indiscutível. Acredito que podemos estar perante a next big thing do futebol romeno.
Uma das promessas mais interessantes do futebol romeno nos tempos mais recentes. Gabriel Cristian Iancu, 19 anos, destacou-se na primeira metade da época ao serviço do modesto Viitorul Constanta, o que fez o Steaua Bucareste avançar por ele no mercado de Inverno. Internacional sub-21, Iancu pode actuar como “10” ou mais descaído na esquerda. Esquerdino de muita classe, chega bem desde a 2ª linha, tendo por isso um registo de golos bastante interessante (7 em 25 jogos da Liga). Joga bem em apoio, revela maturidade em muitas das decisões que toma e é um jogador capaz de imprimir mudanças de velocidade ao jogo. Não tem jogado muito no Steaua mas o potencial é indiscutível. Acredito que podemos estar perante a next big thing do futebol romeno.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Éder Álvarez Balanta (River Plate)
|Francisco Pinho Sousa
Promissor defesa-central colombiano, Éder Balanta tem sido uma das revelações do último mês no Torneio Clausura do campeonato argentino. Promovido à primeira equipa do River por Ramón Díaz, o defesa colombiano, de 20 anos, tem feito a diferença na área contrária (2 golos em 6 jogos disputados). Balanta pode ainda jogar como lateral ou médio-ala esquerdo. Bastante poderoso fisicamente, mostra capacidade interessante para dobrar os laterais, além de ser um jogador implacável na marcação individual. Foi recentemente comparado pelo seu treinador à mítica figura de Daniel Passarella, antiga glória e actual presidente do clube do Rio de Prata. Tenho uma convicção: bem trabalhado, este Balanta pode dar que falar. Para já, diz-se que o Milan poderá estar em vias de garantir a sua contratação…
Promissor defesa-central colombiano, Éder Balanta tem sido uma das revelações do último mês no Torneio Clausura do campeonato argentino. Promovido à primeira equipa do River por Ramón Díaz, o defesa colombiano, de 20 anos, tem feito a diferença na área contrária (2 golos em 6 jogos disputados). Balanta pode ainda jogar como lateral ou médio-ala esquerdo. Bastante poderoso fisicamente, mostra capacidade interessante para dobrar os laterais, além de ser um jogador implacável na marcação individual. Foi recentemente comparado pelo seu treinador à mítica figura de Daniel Passarella, antiga glória e actual presidente do clube do Rio de Prata. Tenho uma convicção: bem trabalhado, este Balanta pode dar que falar. Para já, diz-se que o Milan poderá estar em vias de garantir a sua contratação…
terça-feira, 4 de junho de 2013
Marco van Ginkel (Vitesse)
|Francisco Pinho Sousa
Aos 20 anos, este médio-ofensivo central, com tendência a cair numa das alas, é uma das figuras maiores da Eredivisie. Falado como possível reforço para o Benfica há uns meses atrás, van Ginkel é um médio completo do ponto de vista da criação de jogo: tem um grande controlo de bola, capacidade de encontrar boas linhas de passe e é bastante hábil, com a bola e nas movimentações a toda a largura. Aproveita bem os espaços, podendo jogar como “enganche”, por via da sua capacidade para aparecer em zonas de finalização, para rematar ou para ocupar espaços. É um jogador bastante portentoso do ponto de vista físico (1,86m de altura) e capaz de ser um apoio muito interessante e útil nas costas de um ponta-de-lança que goste de jogar com companhia por perto (como é o caso de Bony Wilfried no Vitesse, por exemplo). Chamado à selecção desde que van Gaal assumiu o cargo (somente 1 internacionalização para já, mas com concorrência forte), van Ginkel apresenta um registo bonito nesta temporada: 12 assistências e 12 golos em 41 jogos oficiais. Para acompanhar no “play-off” de acesso à Liga Europa, que o Vitesse irá disputar nas próximas semanas.
Aos 20 anos, este médio-ofensivo central, com tendência a cair numa das alas, é uma das figuras maiores da Eredivisie. Falado como possível reforço para o Benfica há uns meses atrás, van Ginkel é um médio completo do ponto de vista da criação de jogo: tem um grande controlo de bola, capacidade de encontrar boas linhas de passe e é bastante hábil, com a bola e nas movimentações a toda a largura. Aproveita bem os espaços, podendo jogar como “enganche”, por via da sua capacidade para aparecer em zonas de finalização, para rematar ou para ocupar espaços. É um jogador bastante portentoso do ponto de vista físico (1,86m de altura) e capaz de ser um apoio muito interessante e útil nas costas de um ponta-de-lança que goste de jogar com companhia por perto (como é o caso de Bony Wilfried no Vitesse, por exemplo). Chamado à selecção desde que van Gaal assumiu o cargo (somente 1 internacionalização para já, mas com concorrência forte), van Ginkel apresenta um registo bonito nesta temporada: 12 assistências e 12 golos em 41 jogos oficiais. Para acompanhar no “play-off” de acesso à Liga Europa, que o Vitesse irá disputar nas próximas semanas.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Wilfried Zaha (Crystal Palace)
|Francisco Pinho Sousa
O último negócio de Sir Alex Ferguson enquanto treinador do Manchester United. Zaha, 20 anos, terá custado aos cofres do campeão inglês cerca de 12 milhões de euros. Este médio-ala/extremo, já estreado na selecção principal inglesa, tem sido uma das principais figuras da grande temporada do Palace no Championship. Variando entre a ala direita e a esquerda, Zaha revela uma qualidade técnica respeitável, que geralmente usa para desequilibrar os seus oponentes no um-para-um. Além disso, é um jogador muito rápido e que consegue criar o pânico em espaços curtos e longos. Em termos defensivos tem vindo a progredir, assim como no capítulo muscular e da resistência física ao duro jogo do Championship. Falta-lhe, porém, mais golo. É certo que vem de um “bis” que colocou o Crystal Palace na final do play-off de acesso à Premiership mas teve alguns meses sem marcar um único golo. O registo é bom mas tendo em conta as suas qualidades poderia ser um pouco melhor: 8 golos e 11 assistências em 49 jogos oficiais ao longo da temporada. Estou muito curioso para o ver na Premier League na próxima temporada. Poderá fazer furor, seguramente.
O último negócio de Sir Alex Ferguson enquanto treinador do Manchester United. Zaha, 20 anos, terá custado aos cofres do campeão inglês cerca de 12 milhões de euros. Este médio-ala/extremo, já estreado na selecção principal inglesa, tem sido uma das principais figuras da grande temporada do Palace no Championship. Variando entre a ala direita e a esquerda, Zaha revela uma qualidade técnica respeitável, que geralmente usa para desequilibrar os seus oponentes no um-para-um. Além disso, é um jogador muito rápido e que consegue criar o pânico em espaços curtos e longos. Em termos defensivos tem vindo a progredir, assim como no capítulo muscular e da resistência física ao duro jogo do Championship. Falta-lhe, porém, mais golo. É certo que vem de um “bis” que colocou o Crystal Palace na final do play-off de acesso à Premiership mas teve alguns meses sem marcar um único golo. O registo é bom mas tendo em conta as suas qualidades poderia ser um pouco melhor: 8 golos e 11 assistências em 49 jogos oficiais ao longo da temporada. Estou muito curioso para o ver na Premier League na próxima temporada. Poderá fazer furor, seguramente.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Alberto Moreno (Sevilha)
|Francisco Pinho Sousa
Internacional sub-21 por Espanha, Alberto Moreno tem aparecido com maior regularidade no “onze” do Sevilha ao longo dos últimos jogos. Médio-ala de origem, tem recuado até à posição de lateral-esquerdo, onde tem acumulado exibições bastante convincentes. Fazendo uso de uma projecção ofensiva bastante interessante, Moreno é um esquerdino que garante apoios permanentes e que alarga o jogo da equipa de Unai Emery. Apesar das dificuldades de adaptação iniciais, o jogador, nado e criado em Sevilha, tem vindo a progredir de forma notória do ponto de vista defensivo. No entanto, destaca-se mais pelas suas subidas e pela rapidez com que se incorpora nas acções ofensivas. Belo projecto de jogador a despontar nas margens do Guadalquivir.
Internacional sub-21 por Espanha, Alberto Moreno tem aparecido com maior regularidade no “onze” do Sevilha ao longo dos últimos jogos. Médio-ala de origem, tem recuado até à posição de lateral-esquerdo, onde tem acumulado exibições bastante convincentes. Fazendo uso de uma projecção ofensiva bastante interessante, Moreno é um esquerdino que garante apoios permanentes e que alarga o jogo da equipa de Unai Emery. Apesar das dificuldades de adaptação iniciais, o jogador, nado e criado em Sevilha, tem vindo a progredir de forma notória do ponto de vista defensivo. No entanto, destaca-se mais pelas suas subidas e pela rapidez com que se incorpora nas acções ofensivas. Belo projecto de jogador a despontar nas margens do Guadalquivir.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Jonas Svensson (Rosenborg)
|Francisco Pinho Sousa
Uma das principais pérolas da nova vaga norueguesa, que me tem despertado muita atenção nos tempos mais recentes. Jonas Svensson, 20 anos, internacional sub-21, é uma das figuras do meio-campo de um Rosenborg que procura a conquista da Tippeligaen neste ano de 2013. Jogando preferencialmente como médio-centro ou médio-ofensivo (embora possa actuar em ambas as alas), Svensson vai revelando toda a sua categoria, mostrando imensos atributos técnicos, capacidade notável de ler o jogo e muita disponibilidade física. Revela ainda muita maturidade nas suas acções e um grande sentido táctico. Leva 1 golo e 1 assistência em 8 jogos do campeonato (até agora foram disputados 9 no total). Na selecção sub-21 tem crescido de importância, totalizando já 5 internacionalizações. Um craque nórdico, claramente a seguir nos próximos meses!
Uma das principais pérolas da nova vaga norueguesa, que me tem despertado muita atenção nos tempos mais recentes. Jonas Svensson, 20 anos, internacional sub-21, é uma das figuras do meio-campo de um Rosenborg que procura a conquista da Tippeligaen neste ano de 2013. Jogando preferencialmente como médio-centro ou médio-ofensivo (embora possa actuar em ambas as alas), Svensson vai revelando toda a sua categoria, mostrando imensos atributos técnicos, capacidade notável de ler o jogo e muita disponibilidade física. Revela ainda muita maturidade nas suas acções e um grande sentido táctico. Leva 1 golo e 1 assistência em 8 jogos do campeonato (até agora foram disputados 9 no total). Na selecção sub-21 tem crescido de importância, totalizando já 5 internacionalizações. Um craque nórdico, claramente a seguir nos próximos meses!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Luke Shaw (Southampton)
|Francisco Pinho Sousa
Quem diria que um miúdo de 17 anos se poderia adaptar com tanta facilidade ao exigente nível da Premier League? Pois bem, Luke Shaw conseguiu-o. Aproveitando a lesão do colega mais experiente Danny Fox, este jovem lateral-esquerdo ganhou o lugar, através de um conjunto de exibições muito consistentes e que revelaram uma maturidade anormal para um menor de idade. Shaw, que completará 18 anos em Julho, é comparado, hoje em dia, a um lateral de origem, agora reciclado médio-ala, com passado no Southampton e que anda na boca de meio mundo. Falo de Gareth Bale. Tal como o galês, Shaw demonstra uma disponibilidade física notável e uma capacidade de apoio lateral muito interessante. Bastante consistente e com um pé esquerdo de grande qualidade, Luke Shaw promete agitar o mercado nos próximos tempos. Diz-se que o Arsenal e o Chelsea estão muito interessados nele. Para já, registo assinalável na temporada de estreia ao mais alto nível: 27 jogos ao serviço da equipa principal, 24 deles na Premier League. Falta-lhe somente crescer no capítulo das assistências e desinibir-se um pouco mais nalguns lances de ataque para que possamos ter aqui um lateral-top num futuro próximo…
Quem diria que um miúdo de 17 anos se poderia adaptar com tanta facilidade ao exigente nível da Premier League? Pois bem, Luke Shaw conseguiu-o. Aproveitando a lesão do colega mais experiente Danny Fox, este jovem lateral-esquerdo ganhou o lugar, através de um conjunto de exibições muito consistentes e que revelaram uma maturidade anormal para um menor de idade. Shaw, que completará 18 anos em Julho, é comparado, hoje em dia, a um lateral de origem, agora reciclado médio-ala, com passado no Southampton e que anda na boca de meio mundo. Falo de Gareth Bale. Tal como o galês, Shaw demonstra uma disponibilidade física notável e uma capacidade de apoio lateral muito interessante. Bastante consistente e com um pé esquerdo de grande qualidade, Luke Shaw promete agitar o mercado nos próximos tempos. Diz-se que o Arsenal e o Chelsea estão muito interessados nele. Para já, registo assinalável na temporada de estreia ao mais alto nível: 27 jogos ao serviço da equipa principal, 24 deles na Premier League. Falta-lhe somente crescer no capítulo das assistências e desinibir-se um pouco mais nalguns lances de ataque para que possamos ter aqui um lateral-top num futuro próximo…
terça-feira, 28 de maio de 2013
Adam Maher (AZ Alkmaar)
|Francisco Pinho Sousa
Tem sido uma
das revelações da época na Holanda, pese embora o péssimo campeonato do AZ
Alkmaar. Adam Maher, 19 anos, é um daqueles virtuosos que traz ilusão a
qualquer equipa. Há quem o compare a Iniesta. Eu digo, sem ir tão longe, que
pelo menos é o jogador da Eredivisie que mais se assemelha ao craque do
Barcelona. A recente exibição na final da Taça da Holanda (com um golo, após
brilhante lance individual, capaz de fazer levantar o adepto mais preguiçoso)
foi mais uma prova da sua enorme qualidade. Visão de jogo, condução e domínio
de bola geniais, passes em profundidade, mudanças de ritmo, capacidade de
travar o jogo para que este possa ser “pensado” e capacidade de finalização.
Destro, tem a capacidade de colocar os remates com uma precisão assinalável.
Apesar de todas as qualidades e de um inegável futuro, Maher desaparece em alguns jogos, mostrando
alguma inconstância. Ainda assim, tem progredido bastante, desse ponto de
vista, ao longo dos últimos tempos. Pode actuar como “8” ou como “10”. Esta
temporada leva 10 assistências e 10 golos em 39 jogos. Já é internacional A
pela Holanda (4 internacionalizações) e tem-se revelado aposta constante do
seleccionador Louis Van Gaal. Os grandes
europeus já o têm na sua agenda, embora se fale com maior insistência numa
saída para o Ajax, já na próxima temporada.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Imoh Ezekiel (Standard Liége)
|Francisco Pinho Sousa
Aos 19 anos,
Ezekiel tem-se afirmado como uma das figuras da Liga belga. E mais uma com
ligação a África, situação já recorrente no futebol daquele país. Nascido em
Lagos, Nigéria, Ezekiel foi recrutado para o Standard aos 15 anos. Não parou de
subir na carreira e agora é um indiscutível do clube de Liége. Jogando como
avançado-centro, segundo avançado ou até como extremo, Imoh Ezekiel apresenta
como principais características a sua velocidade, as suas entradas de fora para
dentro, a capacidade de ler as intenções dos seus companheiros e, naturalmente,
a finalização, sobretudo nas zonas circundantes da grande área. Destro, remata
com grande incisão, finalizando quase sempre as jogadas com grande “pinta”.
Esta época leva 6 assistências e 15 golos em 29 jogos disputados entre Liga e
Taça belga. Números de encher o olho para um jovem que ainda nem sequer
completou 20 anos. Para apontar numa agenda e seguir bem de perto!
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