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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Triplo de Cipriano dá vitória ao Libolo no prolongamento

O Libolo voltou a ser mais forte do que uma equipa portuguesa, desta vez o Benfica (109-107). Foi no prolongamento que os angolanos fizeram a diferença, na melhor exibição encarnada na Supertaça Compal.

A equipa da Luz, sem aspirações à vitória, deixava Sérgio Ramos de fora, junto com o lesionado Ben Reed. Do lado do Libolo, Olímpio Cipriano teve um pequeno percalço logo ao primeiro minuto, mas voltaria à partida pouco tempo depois. A equipa encarnada tinha algo a provar nesta competição, e mostrava isso mesmo desde o início da partida. Assim liderou durante quase todo o primeiro período, terminando com um ponto de vantagem (25-24) perante um Libolo bem mais lento de processos do que no dia de ontem.
O início da segunda parte confirmava uma partida cada vez mais dividida, com Reggie Moore a voltar a sobressair e a ajudar a sua equipa a equilibrar os acontecimentos. Olímpio Cipriano também tentava puxar a sua equipa, embora o Benfica, com Diogo Carreira e António Tavares a dirigir o jogo, continuasse na frente. Momento de viragem quando Cipriano bateu Eki Viana e penetrou para lançar do outro lado do cesto. Puro espectáculo e Libolo na frente com cinco minutos para jogar. Tavares nem deu tempo aos angolanos para saborearem a vantagem. Milton Barros falhou na linha, e o português respondeu com um triplo. Embora o Libolo continuasse muito próximo da liderança, o Benfica esteve melhor no fecho da primeira parte e acabou por ir para o intervalo com 47-42 no marcador.
O Benfica entrou em grande na segunda parte, com mais um triplo de Tavares. A solidez do seu jogo fazia a primeira aparição no Campo Pequeno, depois de duas exibições aquém das reais possibilidades encarnadas.  Era na linha dos 6.75m que o Benfica fazia a diferença, tendo mais do dobro dos lançamentos triplos dos angolanos (55% de eficácia em 11 tentativas). Os encarnados chegavam ao fim do terceiro período com o jogo na mão (76-68).
A equipa angolana redobrou os seus esforços no início do último período e aproximou-se do Benfica, num lance onde Olímpio Cipriano conquistou um 2+1. Pouco depois, Abdel Boukar conseguia o mesmo feito e o jogo ficava empatado com quatro minutos para jogar. Cipriano voltou a estar em destaque, concretizando uma recuperação de bola que permitiu que o Libolo passasse para a frente. Depois, através de Reggie Moore, o Libolo conseguiu mesmo chegar aos cinco pontos de vantagem, numa reviravolta de todo inesperada, muito devido ao excesso de faltas do Benfica e também a alguma desconcentração na abordagem do ataque. Foi mais uma vez Tavares quem, da linha do triplo, aproximou o Benfica, mas o Libolo não desperdiçava o seu ataque. Os encarnados conseguiram empatar a 100 e com doze segundos para jogar, os angolanos acabaram por não aproveitar a posse de bola e o jogo seguia para prolongamento.
O Libolo entrou mais forte no prolongamento e conseguiu uma vantagem de seis pontos, que o Benfica conseguiu estancar, recuperando o empate para o minuto final. Os encarnados marcaram um lance livre e viram o Libolo gastar os seus 24 segundos sem lançar, o mesmo que acabariam por fazer na sua posse de bola. Com os angolanos a beneficiarem, de novo, da última posse de bola, Olímpio Cipriano chamou a si a responsabilidade e, com um triplo, deu a vitória ao Libolo.

O MVP foi, de novo, Reggie Moore (41 pontos, 6 ressaltos), com Olímpio Cipriano(30 pontos, 5 assistências) e Milton Barros (16 pontos) em muito bom plano. Entre os encarnados, Heshimu Evans (25 pontos, 6 ressaltos) e António Tavares (22 pontos) foram os melhores.
Grande espectáculo no Campo Pequeno, onde todos tiveram oportunidade de viver mais um grande espectáculo de basquetebol. O Libolo fica assim com esperanças de ainda vencer a Supertaça Compal, dependendo do que se passar no jogo entre 1º de Agosto e FC Porto. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cipriano e Moore superiores

O Recreativo de Libolo surpreendeu o Porto (83-74) e segue para o último dia de competição.

Com Pedro Catarino a assumir as despesas da direcção de jogo, o Porto marcou quatro pontos, mas permitiu que o Libolo respondesse com nove, logo no início da partida. A vantagem física dos angolanos era evidente, com os Dragões a mostrarem-se mais vulneráveis na protecção do seu cesto. Assim sendo, não era de espantar a vantagem da equipa laranja no final do primeiro período (16-21).

O segundo período voltou a mostrar um Libolo que, através dos seus jogadores mais experiente, soube ir mantendo a sua vantagem sobre o Porto. Reggie Moore e Olímpio Cipriano davam espectáculo, enquanto o Porto tentava endurecer a marcação sobre estes jogadores, com João Soares a somar três faltas (duas delas anti-desportivas). Com tudo isto, o Libolo chegava ao intervalo com uma confortável vantagem (29-41).

Moncho colocou os seus jogadores mais experientes em campo na segunda parte, mas ainda assim o Libolo não fraquejou e foi conseguindo manter a vantagem. Raúl Duarte dava o tudo por tudo, mantendo os seus principais jogadores sem descanso. Greg Stempin começava, finalmente, a aparecer no jogo e isso ia permitindo alguma ambição para os Dragões, agora como José Costa a transportar a bola para o ataque. Abdel Gomes e Abdel Boukar somavam agora 4 faltas cada um, o que ia limitando a abordagem de Raul Duarte na sua defesa interior. O Porto aproximava-se, mas um triplo de Reggie Moore no último segundo mantinha a distância (51-58).

O treinador espanhol mantinha em campo os seus jogadores mais experientes, mas Olímpio Cipriano ia segurando a vantagem do Libolo, agora já sem Abdel Boukar, mas com Reggie Moore a fazer uma grande exibição. O Porto ia pagando o desgaste da noite anterior, não conseguindo encontrar qualquer reserva de energia que lhe permitisse aproximar-se no marcador. A equipa da Raul Duarte foi sempre superior, mostrando o dia de hoje que o basquetebol angolano consegue afirmar a sua maior qualidade.

Reggie Moore(30 pontos, 8 ressaltos) conquistou, pela segunda vez, o título de MVP do jogo. Olímpio Cipriano (25 pontos, 8 ressaltos) fez também uma exibição brilhante, contando os angolanos ainda com os bons números de Milton Barros (13 pontos). Entre os portistas, Nuno Marçal (17 pontos, 10 ressaltos) e Julian Terrell (19 pontos, 10 ressaltos) deram o tudo por tudo, mas não conseguiram suficientes pontos para fazer a diferença.

Com este resultado, mantém-se em aberto a disputa da Supertaça Compal, com o 1º de Agosto a partir com vantagem para o último dia, mas com Porto e Libolo ainda com possibilidades de acreditar na vitória final.