Textos sobre desporto para quem pensa que a bola não entra na baliza ou no cesto por acaso.
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sábado, 3 de março de 2012
Futebol
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Uma nova filosofia - Entrevista a Élvis Évora
Durante o estágio na Suiça, o Planeta Basket chegou à fala com Élvis Évora, o poste da nossa selecção.
Sobre os seus ombros recai a responsabilidade de dominar o jogo interior português nos combates frente a húngaros e finlandeses. Élvis antecipa esses encontros com a concentração que um grande jogador sabe essencial.
O jogador do Benfica aproveitou ainda para analisar o passado e a actualidade da selecção, bem como desvendar o que espera da nova época, onde trabalhará sob as ordens de Carlos Lisboa.
Élvis, este ano tiveste uma época muito difícil, com participação na Eurochallenge e o título a fugir-te das mãos no jogo decisivo, faz-nos um balanço desta época no teu clube.
No meu ponto de vista não faço um balanço negativo da época, mas tenho de reconhecer que ficou um pouco a quem das expectativas.
O campeonato fugiu nos no último jogo das finais dos playoffs e conseguimos ganhar duas taças. Na Eurochallenge, posso dizer que tivemos uma participação positiva, que valeu muito pela experiência internacional a nível de clubes, de que já tinha saudades, mas ficou um sabor amargo, porque tínhamos claras possibilidades de passar à terceira fase e ficar a um passo da final four.
Há dez anos que és uma figura central na equipa nacional, o que significa para ti representar a selecção?
Para mim é uma grande honra representar a selecção nacional, embora tenha de reconhecer que muitas vezes representou um grande sacrifício por várias razões, entre os quais posso destacar o nosso calendário da época desportiva que não se concilia bem com o nosso descanso e os trabalhos da selecção. E outras vezes, a dificuldade advém das lesões que tive que me impediram de dar o melhor contributo. Mas acima de tudo tenho de reconhecer que é com grande orgulho representação nacional.
Fizeste parte do grupo que participou no Eurobasket 2007. Quais foram as sensações que mais te marcaram nessa competição?
Em primeiro lugar, a qualificação em si foi um momento único, fizemos uma campanha excepcional, em que não éramos nem de perto nem de longe os favoritos. O que mais me marcou foi o espírito de grupo e a combatividade que conseguimos impor com atletas vindos de diferentes clubes.
Em segundo lugar, o campeonato de Europa foi simplesmente fantástico, estar naquele meio e jogar contra as grandes estrelas da Europa e do mundo foi um momento que irei guardar na memória para sempre, mas tenho a ambição de o conseguir repetir de novo este verão.
Agora, tens a oportunidade de trabalhar com o Mário Palma. O que mudou com a chegada dele à selecção?
Ele trouxe à selecção uma nova filosofia e nova forma de estar no basket, talvez bastante diferente daquele que a maior parte dos jogadores estão habituados. Como é óbvio, não vou nem me compete avaliar ou comparar aos anteriores, mas posso dizer que a exigência aumentou especialmente no campo das regras disciplinares dentro e fora das quatro linhas e na concentração e atenção exigida em cada treino.
Fala-nos um pouco acerca do grupo de trabalho e do ambiente no seio da equipa.
Penso que temos um bom grupo, que acima de tudo tem sabido contornar as dificuldades gerada por lesões que tem afectado a selecção. O grupo tem mostrado uma grande entrega e disponibilidade para a assimilar a nova filosofia do novo treinador. O ambiente de trabalho também tem sido de grande cumplicidade entre as diversas partes: técnicos, dirigentes, colaboradores, fisioterapeutas e atletas. O que mostra uma grande vontade e a ambição da equipa em qualificar para o Europeu da Lituânia.
O que nos podes dizer dos postes da Finlândia e da Hungria? Já os conheces? Quais são os pontos fortes e os fracos que eles têm?
Sim, penso que já os conheço e já joguei no passado contra a maior parte deles. Na equipa da Finlândia tem-se destacado Gerald Lee, que tem feito grandes jogos de preparação, com destaque para a Taça Nórdica, é um jogador forte no ressalto e com uma boa eficácia nos lançamentos de dois pontos. A par dele, os outros postes, como Kotti e Nikkila são muito móveis e combativos, daí ser preciso uma especial atenção no capítulo dos ressaltos. Na equipa da Hungria, o destaque vai para Bader que é o único jogador que conheço que tem os olhos mais fechados que os meus (risos). Já jogou em muitas grandes equipas, esteve ausente durante algum tempo e decidiu voltar agora, o que mostra que eles acreditam que têm uma grande possibilidade de ir ao Europeu. Também destaque para Peter Llorant, que joga em Espanha e fez uma grande época este ano. Por ultimo, Keler, um poste mais jovem muito atlético e explosivo que corre muito bem o campo.
Até agora, as participações das equipas nacionais de formação nas competições europeias tem tido bastante sucesso. Isso é inspirador para a equipa sénior?
Sem dúvida que é com enorme agrado que observamos as boas prestações das selecções mais jovens, tanto a nível feminino como masculino. Aproveito para dar os parabéns a todos, em especial para equipa de sub-20 feminino que teve uma prestação brilhante, com a consequente merecida promoção à divisão A. Obviamente que nos motiva a trabalhar mais para sermos bons exemplos aos futuros séniores.
Para terminar, na próxima temporada vais ter como treinador outra figura mítica do basquetebol nacional, Carlos Lisboa. Quais são as tuas expectativas?
As expectativas são as melhores. Espero que ele consiga transmitir-nos a sua experiência acumulada ao longo dos vários anos como atleta e a sua veia vencedora que marcou a sua carreira desportiva. Bem, não gosto de falar muito dos treinadores para não parecer que estou a dar graxa para conseguir minutos de jogo(risos).
Um grande Abraço a todos os colaboradores do melhor site de basket português
sexta-feira, 4 de março de 2011
Benfica despede-se com derrota
A carreira europeia dos encarnados terminou com uma derrota frente ao Norrkoping (74-80), mas o balanço do regresso aos jogos internacionais é positivo.
Os encarnados conseguiram equilibrar as contas com os suecos durante grande parte do jogo, muito graças às exibições de António Tavares (18 pontos) e Greg Jenkins (16 pontos, 9 ressaltos). No entanto, a equipa da casa conseguiu evitar o último lugar do grupo e teve seis jogadores a somar acima dos dez pontos. O mais importante foi Joakim Kjellbom (14 pontos, 9 ressaltos).
O vencedor do Grupo K acabou por ser a equipa francesa do Gravelines Dunkerque, que somou cinco vitórias e apenas uma derrota, frente ao Ventspils ( o outro apurado para a fase seguinte), num jogo onde já tudo estava decidido. Nos outros grupos, a surpresa chega da Bélgica, já que o BC Oostende conseguiu vencer o Grupo L e deixar de fora os checos do Prostejov e os croatas do Zadar.
Os quartos-de-final do Eurochallenge começam no dia 22 de Março, e os encontros são os seguintes:
Spartak São Petesburgo (RUS) – Pinar Karsiaka (TUR)
KRKA (CRO) – Lukoil Academic (BUL)
Gravelines Dunkerque (FRA) – Lokomotiv Kuban (RUS)
BC Oostende (BEL) – BK Ventspils (LET)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Só o Benfica apareceu no jogo de Alvalade
O Benfica venceu o Sporting (0-2) e mantém a ambição na corrida para o título. Os leões nunca mostraram argumentos para fazer frente às águias e lutarão agora para manter um lugar no pódio.
Benfica mais objectivo
Os encarnados entraram melhor no jogo, explorando sobretudo o seu flanco esquerdo, com Fábio Coentrão e, sobretudo, Gaitán, a aproveitarem os espaços que lhe eram concedidos pela defensiva leonina. Criando muito perigo perante uma linha recuada cheia de novidades (Polga e Torsiglieri no meio, Grimi na esquerda), o Benfica via o Sporting tentar responder em lances rápidos mas inconsequentes.
A vantagem vermelha chegaria logo aos 15 minutos, no seguimento de um pontapé de baliza cobrado por Rui Patrício. Gaitán subiu pela esquerda, centrou tenso para o centro da área, Pedro Mendes não completou o corte e a bola acabaria nos pés de Salvio, que se antecipou a Grimi e empurrou para o fundo da baliza.
O Sporting nunca conseguiu agarrar o jogo. Apesar de conseguir, por várias vezes, responder com contra-ataques às iniciativas encarnadas, quer Yannick quer Cristiano acabavam por perder a bola. Hélder Postiga parecia muito sozinho na frente e Matías Fernandez via os seus rasgos no meio a perderem-se em faltas da defesa das águias.
As duas vezes que a equipa de Alvalade conseguiu chegar com perigo à área do Benfica, a jogada acabou interrompida por fora-de-jogo de Hélder Postiga. Primeiro numa iniciativa individual de João Pereira, quando Postiga nem tocou na bola, mas estorvou a acção de Coentrão, e depois num slalom de Matías, com o avançado leão a dar um toque subtil que permitiu que o chileno empurrasse para a baliza, já sem efeito.
Devido à grande velocidade com que se jogava no relvado, as faltas e os cartões amarelos iam-se acumulando. A principal vítima deste ritmo foi Sidnei, que aos 45 minutos viu o segundo amarelo, numa falta cometida sobre Yannick, depois de ter visto o primeiro cartão cinco minutos antes, por agarrar Postiga.
Inferioridade só no número de jogadores
Jorge Jesus colocou Jardel no lugar de Saviola, manteve o equilíbrio defensivo da sua equipa, mas nunca deixou de criar perigo frente a um Sporting incapaz de reagir com organização. Apostando em demasia num futebol directo, feitos de passes longos à procura de gente nas alas, os leões mantinham-se como presa fácil para a equipa da Luz.
A melhor oportunidade para os verde e brancos surgiu aos 53 minutos, quando a bola sobre para Matías, depois de Cristiano e Jardel terem chocado, com o chileno a conseguir livrar-se da marcação de dois defesas, mas a proporcionar a defesa da noite a Roberto. No ressalto, Yannick acabou por atirar ao lado. O jogo mantinha a mesma toada, com o Benfica a não abdicar de atacar e tentar alargar a sua vantagem. Isso aconteceu aos 63 minutos. Depois de um livre marcado por Carlos Martins, Javi Garcia colocou a bola em Maxi Pereira, com o uruguaio a centrar para a zona da grande penalidade, onde Gaitán desferiu um potente remate, acabando nas redes leoninas, depois de ter tabelado em Polga.
Os encarnados tinham o jogo na mão e Jorge Jesus promoveu a entrada de Airton, para o lugar de Carlos Martins, de forma a fechar a ainda mais os caminhos para a sua baliza. Paulo Sérgio, da bancada, reagiu com a chamada de Carlos Saleiro e, mais tarde, Diogo Salomão, sem nunca conseguir alterar o sentido do jogo, ainda que no último quarto da partida, os leões tivessem beneficiado de mais posse de bola, sem ter alguma oportunidade de golo digna de registo.
As figuras
Gaitán – a primeira meia hora de jogo foi do esquerdino que, cada vez mais, convence os adeptos benfiquistas. Aproveitou o espaço concedido pelas subidas de João Pereira e criou oportunidades até oferecer o primeiro golo. Na segunda metade, estava no sítio certo para responder ao centro de Maxi Pereira e marcou. Foi o melhor homem em campo, esteve presente nos momentos decisivos e sai em grande de Alvalade.
Roberto – Num jogo onde teve pouco trabalho, o espanhol fez uma defesa do outro mundo, ao evitar que Matías Fernandez empatasse a partida no início do segundo tempo. Não tremeu nunca, sabendo orientar a sua equipa, mesmo com a necessidade de defender a vantagem com menos um jogador durante metade do encontro. O Roberto do início da época já não mora aqui.
Matías Fernandez – esteve nos melhores momentos do Sporting, mesmo que a equipa tenha preferido, quase sempre, os passes longos para chegar ao ataque. Com a bola nos pés, o chileno rasgou por três vezes a defesa encarnada e esteve mesmo muito perto de marcar. Num dia em que o Sporting consiga organizar as suas tropas, Matías poderá muito bem ser o craque dos leões. Hoje ficou apenas como o mais vistoso dos sportinguistas.
O jogo do tudo ou nada
Sporting e Benfica encerram a 20ª jornada com um dérbi onde ambos terão que apresentar todos os argumentos nas disputas que têm em aberto na Liga Zon Sagres.
O quê para quem?
O Benfica ainda só conhece a vitória no ano de 2011, estando numa série de 14 vitórias consecutivas. Ainda assim, os pontos perdidos nas primeiras três jornadas da Liga, fazem-no olhar para a revalidação do título como um objectivo distante. Mesmo vencendo em Alvalade, a equipa encarnada ficará a 8 pontos do FC Porto, algo que não é impossível de alcançar, mas que é muito pouco expectável de um conjunto que, em 20 jogos, ainda só desperdiçou 4 pontos.
Já o Sporting joga para manter a terceira posição. União de Leiria, Braga e, especialmente, o Vitória de Guimarães, mordem os calcanhares dos leões que nunca conseguiram, desde o início da época, somar mais de duas vitórias consecutivas em jogos de campeonato. Manter a vantagem perante os seus adversários directos e, através deste jogo, interromper a cavalgada vitoriosa do seu maior rival são óptimos objectivos para fazerem os verde e brancos correr.
O peso da Europa
O dérbi surge entre os jogos dos 1/16 de final da Liga Europa, que ambos os clubes lisboetas desejam vencer. O Sporting conseguiu um excelente resultado em Glasgow, roubando um empate frente ao Rangers bem perto do final da partida. A exibição positiva dos homens de Alvalade subiu um pouco os níveis de confiança da equipa liderada por Paulo Sérgio, que será um dos ausentes do relvado, devido a castigo federativo.
Jorge Jesus não viu confirmado o medo nos olhos do Estugarda e ofereceu 45 minutos de avanço aos germânicos. No entanto, a segunda parte dessa partida devolveu-nos o grande Benfica que se tem visto nas últimas jornadas. O técnico campeão deverá ter aprendido uma lição que já tantas vezes esqueceu. A sobranceria não é boa conselheira na preparação de um jogo de futebol. Por muito mal que o Sporting lhe pareça, ignorar os perigos que a equipa leonina pode criar, será fatal para a equipa das águias.
Pensar cada peça como num jogo de xadrez
Do lado do Benfica não são esperadas surpresas. Jorge Jesus definiu o seu melhor onze durante o mês de Janeiro, não encontrando razões para o alterar na visita a Alvalade, visto que na equipa leonina não existem individualidades a merecer uma marcação especial. Assim, o Benfica terá na baliza o espanhol Roberto, formando a sua defensiva com Maxi Pereira, Sidnei, Luisão e Fábio Coentrão.
Na zona intermediária, Javi Garcia continuará a desempenhar o papel de pêndulo do jogo encarnado, prevendo-se muito trabalho no confronto com o meio-campo reforçado que Paulo Sérgio tem vindo a apresentar. Salvio, Aimar e Gaitán ficam com as responsabilidades criativas das águias, esperando que Saviola e Cardoso possam ter bolas suficientes para resolver a partida no reduto leonino.
Já no caso do Sporting, a ausência de Evaldo e Valdés obriga a mexidas no onze preferido de Paulo Sérgio. Rui Patrício, que tantas vezes assumiu o papel de salvador da equipa este ano, assumirá a defesa das redes de Alvalade. Na defesa, João Pereira, Daniel Carriço, Anderson Polga e Torsiglieri, parecem os favoritos do técnico. Apesar de Grimi ser um lateral de origem, Torsi apresentará melhores índices defensivos, o que o levará a ter a oportunidade no onze.
No meio-campo, Paulo Sérgio não abdica de um trio que lhe garanta estabilidade. Pedro Mendes, Zapater e André Santos levam a vantagem. Maniche, para além das fracas exibições, tornou-se em mais um caso de indisciplina, algo que tem garantido saídas da equipa titular a quem os comete. Por fim, muitas dúvidas em quem poderá aparecer no apoio a Hélder Postiga. Vukcevic e Yannick parecem estar na pole position, visto oferecerem imprevisibilidade e rapidez às transições ofensivas. Matías Fernandez, que entrou muito bem em Glasgow, poderá também aparecer no onze, embora essa opção obrigasse a outras transformações e tornasse o jogo do Sporting ainda mais lento.
As dúvidas irão durar até perto da hora do jogo, sendo que se espera um Estádio quase lotado, estando já quebrado o recorde de bilheteira desta temporada em Alvalade. Será um grande jogo, de muitas emoções, onde a equipa pior classificada tem, por tradição, melhores resultados. Se do lado leonino, ninguém se quererá fiar em probabilidades, do lado do Benfica, superstições não serão permitidas. Venha a bola.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Triplo de Cipriano dá vitória ao Libolo no prolongamento
O Libolo voltou a ser mais forte do que uma equipa portuguesa, desta vez o Benfica (109-107). Foi no prolongamento que os angolanos fizeram a diferença, na melhor exibição encarnada na Supertaça Compal.
A equipa da Luz, sem aspirações à vitória, deixava Sérgio Ramos de fora, junto com o lesionado Ben Reed. Do lado do Libolo, Olímpio Cipriano teve um pequeno percalço logo ao primeiro minuto, mas voltaria à partida pouco tempo depois. A equipa encarnada tinha algo a provar nesta competição, e mostrava isso mesmo desde o início da partida. Assim liderou durante quase todo o primeiro período, terminando com um ponto de vantagem (25-24) perante um Libolo bem mais lento de processos do que no dia de ontem.
O início da segunda parte confirmava uma partida cada vez mais dividida, com Reggie Moore a voltar a sobressair e a ajudar a sua equipa a equilibrar os acontecimentos. Olímpio Cipriano também tentava puxar a sua equipa, embora o Benfica, com Diogo Carreira e António Tavares a dirigir o jogo, continuasse na frente. Momento de viragem quando Cipriano bateu Eki Viana e penetrou para lançar do outro lado do cesto. Puro espectáculo e Libolo na frente com cinco minutos para jogar. Tavares nem deu tempo aos angolanos para saborearem a vantagem. Milton Barros falhou na linha, e o português respondeu com um triplo. Embora o Libolo continuasse muito próximo da liderança, o Benfica esteve melhor no fecho da primeira parte e acabou por ir para o intervalo com 47-42 no marcador.
O Benfica entrou em grande na segunda parte, com mais um triplo de Tavares. A solidez do seu jogo fazia a primeira aparição no Campo Pequeno, depois de duas exibições aquém das reais possibilidades encarnadas. Era na linha dos 6.75m que o Benfica fazia a diferença, tendo mais do dobro dos lançamentos triplos dos angolanos (55% de eficácia em 11 tentativas). Os encarnados chegavam ao fim do terceiro período com o jogo na mão (76-68).
A equipa angolana redobrou os seus esforços no início do último período e aproximou-se do Benfica, num lance onde Olímpio Cipriano conquistou um 2+1. Pouco depois, Abdel Boukar conseguia o mesmo feito e o jogo ficava empatado com quatro minutos para jogar. Cipriano voltou a estar em destaque, concretizando uma recuperação de bola que permitiu que o Libolo passasse para a frente. Depois, através de Reggie Moore, o Libolo conseguiu mesmo chegar aos cinco pontos de vantagem, numa reviravolta de todo inesperada, muito devido ao excesso de faltas do Benfica e também a alguma desconcentração na abordagem do ataque. Foi mais uma vez Tavares quem, da linha do triplo, aproximou o Benfica, mas o Libolo não desperdiçava o seu ataque. Os encarnados conseguiram empatar a 100 e com doze segundos para jogar, os angolanos acabaram por não aproveitar a posse de bola e o jogo seguia para prolongamento.
O Libolo entrou mais forte no prolongamento e conseguiu uma vantagem de seis pontos, que o Benfica conseguiu estancar, recuperando o empate para o minuto final. Os encarnados marcaram um lance livre e viram o Libolo gastar os seus 24 segundos sem lançar, o mesmo que acabariam por fazer na sua posse de bola. Com os angolanos a beneficiarem, de novo, da última posse de bola, Olímpio Cipriano chamou a si a responsabilidade e, com um triplo, deu a vitória ao Libolo.
O MVP foi, de novo, Reggie Moore (41 pontos, 6 ressaltos), com Olímpio Cipriano(30 pontos, 5 assistências) e Milton Barros (16 pontos) em muito bom plano. Entre os encarnados, Heshimu Evans (25 pontos, 6 ressaltos) e António Tavares (22 pontos) foram os melhores.
Grande espectáculo no Campo Pequeno, onde todos tiveram oportunidade de viver mais um grande espectáculo de basquetebol. O Libolo fica assim com esperanças de ainda vencer a Supertaça Compal, dependendo do que se passar no jogo entre 1º de Agosto e FC Porto.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Vitória no poste baixo
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| Sérgio Ramos |
O Benfica venceu o Norrkoping (83-75) e mantém as aspirações na Eurochallenge. Sérgio Ramos foi a figura do jogo.
Não deixou de ser surpreendente que, perante uma equipa sueca onde a presença de vários jogadores acima dos 2.05m funciona como uma imagem de marca intimidatória, o Benfica se tenha superiorizado no capítulo físico. A verdade é que a altura não resolve tudo no basquetebol. Apesar de uma clara vantagem em alguns ressaltos por parte de Joakim Kjellbom (15 pontos, 13 ressaltos), os números totais foram bastante equilibrados (36-35 para os suecos). De resto, o Benfica, fosse através de Élvis Évora (4 pontos, 6 ressaltos), Heshimu Evans (15 pontos, 7 ressaltos) ou Greg Jenkins (13 pontos, 3 ressaltos), foi sempre muito superior na posição de poste baixo, problema que só perto do final a equipa do Norrkoping conseguiu resolver. Na verdade, o peso e a velocidade dos encarnados bastaram para os centímetros do Benfica.
No jogo exterior, o Benfica tinha clara vantagem, com Miguel Minhava (8 pontos, 3 assistências) e Sérgio Ramos (16 pontos, 8 ressaltos, 5 assistências) a serem maiores e mais fortes do que os seus defensores. Com todas estas armas, o Benfica foi sempre superior à equipa sueca, ainda que na segunda parte, o Norrkoping tenha disputado o jogo, chegando mesmo a ameaçar passar para a liderança. A experiência da equipa benfiquista, beneficiando também de uma boa forma física e crescente confiança, garantiu um triunfo que devolve os encarnados à corrida pelo apuramento.
No outro jogo da jornada, o Gravelines Dunkerque bateu o BK Ventspils por 74-70 e lidera isolado o Grupo K da Eurochallenge. O Benfica volta a jogar em casa no dia 15 de Janeiro, recebendo a equipa da Letónia, em jogo a contar para a 4ª jornada.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Benfica na corrida
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| João Santos |
À terceira foi de vez. O Benfica venceu o Vitória de Guimarães e mantém-se na corrida pela liderança da LPB.
Num jogo onde faltou banco ao Vitória para conseguir equilibrar os dados com o Benfica, as águias voaram mais alto juntos às tabelas, onde conseguiram o dobro dos ressaltos do Guimarães (42-21). De resto, a equipa benfiquista dominou totalmente uma equipa onde Augusto Sobrinho parece fazer muita falta. Miguel Minhava (16 pontos, 7 ressaltos e 9 assistências) conseguiu uma grande exibição, muito bem acompanhado por Élvis Évora (16 pontos e 6 ressaltos) e Sérgio Ramos (12 pontos e 9 ressaltos). Do lado do Guimarães, Paulo Cunha (20 pontos, 80% em lançamentos de dois, 67% em lançamentos triplos) foi a figura.
No Porto, os Dragões voltaram a mostrar predominância, num jogo onde Moncho Lopez se permitiu utilizar todos os onze jogadores disponíveis, acabando todos eles por somarem pontos na vitória portista. João Santos (18 pontos e 5 ressaltos) acabou por ser o melhor jogador dos azuis, com Carlos Andrade a sobressair nas assistências (7). Do lado dos açorianos, James St. Robert (25 pontos e 14 ressaltos) confirmou a boa exibição da semana passada.
A Académica é cada mais terceiro, desta vez conseguindo uma excelente vitória na deslocação à Figueira da Foz. Depois de um primeiro período fabuloso (11-31), os Estudantes geriram muito bem o resultado até ao final. Tommie Eddie (28 pontos e 8 ressaltos), Matt Shaw (21 pontos e 10 ressaltos) e Diogo Simões (17 pontos e 7 assistências) foram os principais obreiros da vantagem academista. Do lado do Ginásio, Jason Hartford (25 pontos e 5 assistências) foi o melhor cotado.
Grande sensação no Barreiro, com a equipa da casa a conseguir apenas a segunda vitória da temporada, e logo contra o Ovarense. O último período foi o momento chave deste jogo, com o Barreirense, liderado por Tyronne Curnell (29 pontos e 7 ressaltos) e Garrison Johnson (23 pontos e 5 ressaltos), a conseguir um triunfo que o pode trazer de volta à luta pela manutenção. Na equipa da Ovarense, que se apresentou desfalcada, Nuno Cortez (23 pontos e 13 ressaltos) continua a fazer uma época memorável, embora sozinho não consiga carregar a equipa para o topo da classificação.
Nos restantes dois jogos da jornada, lutou-se pelo oitavo lugar dos playoff, com CAB Madeira e CB Penafiel a reforçarem as suas candidaturas. Os madeirenses foram até São Paio de Gramaços vencer a equipa local, com grandes exibições do veterano Shawn Jackson (23 pontos e 9 ressaltos) e Nathan Menefee (28 pontos e 4 assistências). Entre os homens da casa, destaque para a excelente partida do cabo-verdiano Joel Almeida (33 pontos e 7 ressaltos).
Em Penafiel, Londrick Nolen (21 pontos e 12 ressaltos) fez uma exibição que lhe vale o prémio de MVP da semana. Perante um Illiabum irreconhecível, onde apenas Taj Crutchfield (18 pontos e 8 ressaltos) esteve ao seu nível, a equipa penafidelense contou ainda com as boas contribuições de Jeremy Goode (20 pontos e 3 assistências) e Mário Gonçalves (12 pontos e 3 ressaltos) para obter vitória muito importante.
Resultados
Barreirense –Ovarense Dolce Vita 86-71
Sampaense – CAB Madeira 84-94
CB Penafiel – Illiabum 75-57
Porto Ferpinta – Lusitânia Expert 97-87
Casino Ginásio – Académica 69-81
Benfica – Vitória de Guimarães 79-63
Classificação
12v-1d: Porto Ferpinta
10v-3d: Benfica
9v-4d: Académica
7v-6d: Vitória de Guimarães e Ovarense
6v-7d: CAB Madeira, Sampaense e Casino Ginásio
5v-8d: CB Penafiel
4v-9d: Lusitânia Expert e Illiabum
2v-11d: Barreirense
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Oportunidade Perdida
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| Élvis e Sene |
O Benfica teve a vitória na mão e acabou por entregar o jogo ao Gravelines Dunkerque, perdendo oportunidade de fazer história na Eurochallenge.
Encontraram-se na noite passada, no Pavilhão da Luz, representantes de dois campeonatos muito diferentes, mas para quem chegasse sem essa informação, não daria para perceber quem tem por hábito jogar num nível superior. O Benfica entrou muito personalizado no jogo, mesmo que Heshimu Evans não se tenha chegado a equipar e Greg Jenkins continue com problemas físicos. No entanto, muito graças a uma boa entrada de Mike Williams(11 pontos, 8 ressaltos), Sérgio Ramos(9 pontos, 10 ressaltos) e Diogo Carreira(2 em 2 nos L3), o Benfica parecia ter capacidades para fazer frente aos gigantes franceses. O único jogador do Gravelines que fazia mossa era Mouhamer Sene(15 pontos, 13 ressaltos), que saiu do banco para fazer estragos no poste baixo.
Ainda assim, o Benfica chegou empatado ao final do primeiro período e deu espectáculo no segundo, atingindo o intervalo com uma vantagem de 7 pontos.
A segunda parte foi muito diferente. Os franceses continuavam a revelar dificuldades no aproveitamento das situações de ataque, mas o Benfica não aproveitava para se distanciar no marcador, permitindo que o Gravelines tomasse conta do marcador já muito perto do final da partida. O Benfica, ainda assim, nunca desistiu, contando com uma exibição gigantesca de Élvis Évora(16 pontos, 10 ressaltos). O internacional português não teve problemas em assumir os custos das lutas na tabela, menorizando as diferenças entre as duas equipas nesse aspecto do jogo. O Benfica chegou ao último minuto com o jogo ao seu alcance, conseguindo colocar o adversário a dois pontos de distância e defendendo muito bem a última posse de bola francesa. Com 14 segundos para jogar, no entanto, o Benfica não soube como definir a jogada que lhe permitiria, no mínimo, levar o jogo para prolongamento. Sem gastar suficiente tempo, Ben Reed(15 pontos) tentou resolver sozinho e acabou por cometer um turnover, o que foi fatal para as aspirações benfiquistas.
No final, Henrique Vieira mostrou-se satisfeito com a exibição dos seus jogadores, que não podem deixar de se sentir orgulhosos por aquilo que mostraram em campo. O Benfica precisa de um plantel mais profundo para enfrentar um calendário tão cheio, mas não tem abdicado nunca de dar o seu melhor em cada jogo. Do lado dos franceses, destaque ainda para o base Ben Woodside (17 pontos, 5 assistências), um jogador pouco vistoso fisicamente, mas muito difícil de parar.
Uma nota para as opções da Benfica TV durante o jogo de ontem. Depois de garantir a transmissão da primeira parte do jogo sem problemas, a segunda parte foi acompanhada num rectângulo menor da imagem, sem comentários, nem tempo de jogo, enquanto dava preferência à transmissão da Gala Eusébio, programa que era transmitido pelos vários canais da RTP. Numa acção de propaganda da memória benfiquista, ficaram a perder todos aqueles que procuraram o canal encarnado para viver as emoções do Eurochallenge. Ontem, o basquetebol saiu, uma vez mais, a perder.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Má estreia para o Benfica
O clube da Luz traz um resultado pesado da Letónia (100-65), num jogo onde a diferença das equipas ficou bem marcada.
Foi um Benfica surpreendente o que entrou em campo para enfrentar o Ventspils, chegando a ter dez pontos de avanço nos primeiros minutos de jogo. No entanto, a reacção dos letões não se fez esperar, chegando ao final com um 27-31 ainda favorável aos encarnados.
Durou mais três minutos a vantagem encarnada. A equipa da casa fazia-se valer da profundidade do seu banco para fazer a diferença frente ao campeão português, que denotava sinais de cansaço e nada podia contra o maior ascendente letão. Ao intervalo, o 50-41 era ainda um respeitável resultado que acabou por se agravar ao longo do segundo tempo.
Pode-se dizer que não existiu mais Benfica a partir daqui. Com apenas 24 pontos nos dois últimos períodos, enquanto o Ventspils repetia a dose, o quadro foi ficando cada vez mais negro para as águias. O Benfica fechou o encontro com percentagens de lançamento inaceitáveis nesta competição: 43% nos lançamentos de 2 pontos, 27% nos lançamentos de 3 pontos e 53% na linha de lance livre. Do lado do adversário, os números foram 64-62-63. No capítulo dos ressaltos, os letões conseguiram mais 15 do que o Benfica. Só nos turnovers o jogo terminou equilibrado (13 para os da casa, 12 para os visitantes).
Entre os jogadores, destacar as exibições de Greg Jenkins (16 pontos, 2 ressaltos) e Heshimu Evans (12 pontos, 6 ressaltos) e Élvis Évora (13 pontos, 3 ressaltos). Entre os homens da casa, Ingus Bankevics (26 pontos, 2 ressaltos) foi o jogador em maior destaque, sendo de referir o jovem Janis Strelnieks (14 pontos, 10 assistências) pelo seu trabalho de alimentar o sucesso do Ventspils.
Na próxima semana, o Benfica recebe os franceses do Gravelines Dunkerque, em jogo a disputar no Pavilhão da Luz.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Eurochallenge: Vamos lá, Benfica
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| Saulius Kuzminskas |
Começa na Letónia a segunda fase da Eurochallenge, onde os encarnados tentam manter presentes as recordações das velhas glórias na Europa. Eis os adversários benfiquistas no Grupo K.
O Ventspils não é pêra doce. Líder do campeonato letão, com 12 vitórias e apenas 1 derrota, esta equipa está também no topo da Liga Báltica, com 9 vitórias e 4 derrotas. Os letões terminaram em primeiro lugar do seu grupo na fase regular da Eurochallenge e não espantará ninguém a sua candidatura à conquista de uma taça europeia. O único norte-americano do plantel é a grande figura do Ventspils. Rashad Anderson é um lançador com um título da NCAA no currículo (Connecticut em 2004), passagens pela D League, por Itália e pela Grécia. O Eurochallenge é a competição onde o seu jogo sobressai, apresentando uma média de 18.7 pontos nos seis jogos disputados. No jogo interior destaca-se o lituano Saulius Kuzminskas, com 28 anos e 2.10m. Este gigante venceu a Uleb Cup com o Lietuvos Rytas em 2005 e ganha 8.2 ressaltos por jogo. A contratação de inverno do Ventspils é Diddy Efejuku, jogador de origem nigeriana, com 24 anos e 1.96m. Chega para ser o base da equipa, depois de ter começado a época no Cyz Nymburk e ter passado também pelos ucranianos do Ferro.
Os franceses do Gravelines Dunkerque estão a fazer uma excelente época na Liga doméstica (9 vitórias e 5 derrotas) e conseguiram garantir a qualificação para a segunda fase da Eurochallenge no último jogo. O base Ben Woodside lidera o jogo desta equipa, com 14.8 pontos e 5.3 assistências. O experiente dominicano Jeff Greer, acompanha-o no jogo exterior, servindo os internacionais franceses Cyril Akpomedah e Issa Dounia, para além do jovem gigante marfinês Frejus Zerbo. Esta equipa conjuga experiência e juventude, apresentando-se como um adversário difícil, apesar do basquetebol francês não contar entre os mais agressivos da Europa.
A surpresa deste grupo são os suecos do Norrkoping Dolphins. Com uma carreira banal na Liga Sueca (12 vitórias e 6 derrotas) e pouca expressão na Liga Báltica (6 vitórias e 7 derrotas), os golfinhos venceram um grupo dificílimo na primeira fase e têm a confiança em alta para esta segunda fase. Com um conjunto de jogadores muito experiente, o destaque vai todo para o poste Joakim Kjellbom, com 2.13m. O jogador apresenta médias de 16.9 pontos e 9.1 ressaltos, sendo muito rápido para a altura que apresenta. Mikael Lindqvist é o base da equipa, que pode tornar-se numa arma letal, em noites de inspiração. Na casa dos trinta, a equipa sueca apresenta um trio de norte-americanos (George Gervin, Andrew Mitchell e Fred Drains), para além do lituano Povilas Sakinis. A equipa reforçou-se com mais um extremo/poste, Hanke Randall, com 2.11m, e passagens por Espanha e pela Rep. Checa.
A equipa portuguesa não vai ter tarefa fácil, ainda que os resultados atingidos na primeira fase justifiquem, por completo, a inscrição do Benfica na competição. Espera-se que na próxima temporada mais equipas possam seguir o exemplo do clube da Luz, já que a FIBA abre a possibilidade para que todas as equipas europeias se possam inscrever na pré-eliminatória da competição.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Benfica leva Taça Hugo dos Santos
Grande jornada de promoção do basquetebol português terminou num jogo emocionante, onde o Benfica mostrou mais experiência e venceu a competição.
Embora o Porto Ferpinta tenha mostrado estar mais forte nos dois primeiros dias de competição, o Benfica acaba por ser um justo vencedor da Taça Hugo dos Santos, dividindo assim as vitórias nas competições já disputadas este ano.
Com uma entrada bem mais conseguida no jogo, os homens de Moncho López davam sinais de estar em condições de assegurar a vitória. No entanto, o Benfica soube reagir e chegou ao intervalo com a vantagem. No regresso das cabines, o Porto voltou a estar em destaque e tomou a liderança do encontro até ao minuto final. Os últimos 34 segundos foram dramáticos, com a incerteza a dominar os espíritos de todos aqueles que assistiam à partida.
Com Miguel Minhava e Heshimu Evans a conseguirem cestos que colocavam a vantagem do lado dos encarnados, Greg Stempin desperdiçou um ataque lançando dos 6.75m e hipotecando a possibilidade do Porto resgatar a vantagem. O Benfica foi muito mais experiente na forma de gerir o jogo e surpreendeu na última jogada, colocando a bola em Heshimu quando toda a defensiva portista estava concentrada em Ben Reed.
Essa opção acabou por ser decisiva, já que Heshimu Evans gastou 3 dos 4 segundos disponíveis e ganhou uma falta a David Gomes debaixo do cesto. Concretizando apenas um dos dois lançamentos livres, o internacional português confirmou a vitória benfiquista, já que no último segundo disponível, o Porto só conseguiu colocar a bola em Sean Ogirri, que tentou um lançamento desesperado do meio-campo, sem sucesso.
O MVP desta final foi Miguel Minhava que concretizou 15 pontos, ganhou 7 ressaltos e entregou 2 assistências. No conjunto dos três dias de competição, o jogador em maior destaque foi o portista Greg Stempin, finalizando com médias de 17.3 pontos, 8.3 ressaltos e 4.7 assistências.
Resultados
Jornada 1
Porto Ferpinta – Vitória de Guimarães 83-49
Académica – Benfica 77-86
Jornada 2
Porto Ferpinta – Académica 79-76
Benfica – Vitória de Guimarães 70-62
Jornada 3
Académica – Vitória de Guimarães 70-55
Porto Ferpinta – Benfica 75-76
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