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domingo, 13 de fevereiro de 2011

1º de Agosto conquista o Campo Pequeno

Grande vitória do basquetebol, numa fantástica exibição da equipa angolana que bateu o Porto por 96-87.

O 1º de Agosto sabia que tinha nas mãos a possibilidade de conquistar a Supertaça Compal e entrou em campo tentando não cometer erros. Moncho Lopez chamava José Costa para a titularidade e conseguia assim uma maior constância na liderança da sua equipa em campo. O jogo começou muito equilibrado, mas ao longo do primeiro período, o Porto conseguiu tomar a dianteira. Ainda assim, o 1º de Agosto não permitia que os Dragões se distanciassem e o primeiro período terminou com 26-25 favorável aos portugueses.

No início do segundo período, os militares tomaram de novo a dianteira, com Mário Correia e Kikas a sacrificarem-se pela equipa. Greg Stempin fazia a terceira falta, frente a um Ambrósio muito difícil de parar, e os angolanos distanciavam-se no marcador, tornando cada vez mais evidente o caminho que o jogo levava. O Pavilhão, onde o público era maioritariamente afecto aos angolanos, festejava cada ponto de forma muito efusiva. Os angolanos estavam decididamente na liderança com 56-38 ao intervalo e Felizardo Ambrósio lançava-se na corrida de MVP com 21 pontos só na primeira metade.

O terceiro período confirmou a superioridade angolana. Com o Porto a demonstrar mais acerto na suas acções ofensivas, o resultado ia avolumando-se com os angolanos a darem espectáculo, fosse em acções interiores, fossem no lançamento de longe. A equipa portuguesa também contribuía para o bom espectáculo, com Greg Stempin a sobressair entre os azuis. Ainda assim, o 1º de Agosto continuava a liderar por 72-61.

O quarto período trouxe um Porto mais aguerrido, mas ao passarem dois minutos, e após ter marcado um triplo na cara de Hélder Ortet, Miguel Miranda caiu mal e saiu de jogo com um entorse. O Porto ficava ainda mais fragilizado em termos físicos, recorrendo à velocidade e a uma apurada escolha de lançamento para se ir aproximando dos angolanos. Felizardo Ambrósio, perante a ameaça, ia mostrando a variedade das suas ferramentas, revelando acerto também no lançamento exterior, enquanto Kikas se mostrava dominador na luta dos ressaltos.

O 1º de Agosto mostrava ser a equipa mais forte daquelas que estiveram presentes no Campo Pequeno. Felizardo Ambrósio (31 pontos, 12 ressaltos) foi o MVP do jogo, contando com grandes exibições de Kikas (22 pontos, 14 ressaltos) e Armando Costa (8 pontos, 7 assistências). Do lado dos Dragões, Greg Stempin (25 pontos, 6 ressaltos) e Nuno Marçal (18 pontos, 5 ressaltos) foram os melhores, numa equipa que deu tudo por tudo nesta experiência contra adversários muito mais cotados. 

Triplo de Cipriano dá vitória ao Libolo no prolongamento

O Libolo voltou a ser mais forte do que uma equipa portuguesa, desta vez o Benfica (109-107). Foi no prolongamento que os angolanos fizeram a diferença, na melhor exibição encarnada na Supertaça Compal.

A equipa da Luz, sem aspirações à vitória, deixava Sérgio Ramos de fora, junto com o lesionado Ben Reed. Do lado do Libolo, Olímpio Cipriano teve um pequeno percalço logo ao primeiro minuto, mas voltaria à partida pouco tempo depois. A equipa encarnada tinha algo a provar nesta competição, e mostrava isso mesmo desde o início da partida. Assim liderou durante quase todo o primeiro período, terminando com um ponto de vantagem (25-24) perante um Libolo bem mais lento de processos do que no dia de ontem.
O início da segunda parte confirmava uma partida cada vez mais dividida, com Reggie Moore a voltar a sobressair e a ajudar a sua equipa a equilibrar os acontecimentos. Olímpio Cipriano também tentava puxar a sua equipa, embora o Benfica, com Diogo Carreira e António Tavares a dirigir o jogo, continuasse na frente. Momento de viragem quando Cipriano bateu Eki Viana e penetrou para lançar do outro lado do cesto. Puro espectáculo e Libolo na frente com cinco minutos para jogar. Tavares nem deu tempo aos angolanos para saborearem a vantagem. Milton Barros falhou na linha, e o português respondeu com um triplo. Embora o Libolo continuasse muito próximo da liderança, o Benfica esteve melhor no fecho da primeira parte e acabou por ir para o intervalo com 47-42 no marcador.
O Benfica entrou em grande na segunda parte, com mais um triplo de Tavares. A solidez do seu jogo fazia a primeira aparição no Campo Pequeno, depois de duas exibições aquém das reais possibilidades encarnadas.  Era na linha dos 6.75m que o Benfica fazia a diferença, tendo mais do dobro dos lançamentos triplos dos angolanos (55% de eficácia em 11 tentativas). Os encarnados chegavam ao fim do terceiro período com o jogo na mão (76-68).
A equipa angolana redobrou os seus esforços no início do último período e aproximou-se do Benfica, num lance onde Olímpio Cipriano conquistou um 2+1. Pouco depois, Abdel Boukar conseguia o mesmo feito e o jogo ficava empatado com quatro minutos para jogar. Cipriano voltou a estar em destaque, concretizando uma recuperação de bola que permitiu que o Libolo passasse para a frente. Depois, através de Reggie Moore, o Libolo conseguiu mesmo chegar aos cinco pontos de vantagem, numa reviravolta de todo inesperada, muito devido ao excesso de faltas do Benfica e também a alguma desconcentração na abordagem do ataque. Foi mais uma vez Tavares quem, da linha do triplo, aproximou o Benfica, mas o Libolo não desperdiçava o seu ataque. Os encarnados conseguiram empatar a 100 e com doze segundos para jogar, os angolanos acabaram por não aproveitar a posse de bola e o jogo seguia para prolongamento.
O Libolo entrou mais forte no prolongamento e conseguiu uma vantagem de seis pontos, que o Benfica conseguiu estancar, recuperando o empate para o minuto final. Os encarnados marcaram um lance livre e viram o Libolo gastar os seus 24 segundos sem lançar, o mesmo que acabariam por fazer na sua posse de bola. Com os angolanos a beneficiarem, de novo, da última posse de bola, Olímpio Cipriano chamou a si a responsabilidade e, com um triplo, deu a vitória ao Libolo.

O MVP foi, de novo, Reggie Moore (41 pontos, 6 ressaltos), com Olímpio Cipriano(30 pontos, 5 assistências) e Milton Barros (16 pontos) em muito bom plano. Entre os encarnados, Heshimu Evans (25 pontos, 6 ressaltos) e António Tavares (22 pontos) foram os melhores.
Grande espectáculo no Campo Pequeno, onde todos tiveram oportunidade de viver mais um grande espectáculo de basquetebol. O Libolo fica assim com esperanças de ainda vencer a Supertaça Compal, dependendo do que se passar no jogo entre 1º de Agosto e FC Porto. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cipriano e Moore superiores

O Recreativo de Libolo surpreendeu o Porto (83-74) e segue para o último dia de competição.

Com Pedro Catarino a assumir as despesas da direcção de jogo, o Porto marcou quatro pontos, mas permitiu que o Libolo respondesse com nove, logo no início da partida. A vantagem física dos angolanos era evidente, com os Dragões a mostrarem-se mais vulneráveis na protecção do seu cesto. Assim sendo, não era de espantar a vantagem da equipa laranja no final do primeiro período (16-21).

O segundo período voltou a mostrar um Libolo que, através dos seus jogadores mais experiente, soube ir mantendo a sua vantagem sobre o Porto. Reggie Moore e Olímpio Cipriano davam espectáculo, enquanto o Porto tentava endurecer a marcação sobre estes jogadores, com João Soares a somar três faltas (duas delas anti-desportivas). Com tudo isto, o Libolo chegava ao intervalo com uma confortável vantagem (29-41).

Moncho colocou os seus jogadores mais experientes em campo na segunda parte, mas ainda assim o Libolo não fraquejou e foi conseguindo manter a vantagem. Raúl Duarte dava o tudo por tudo, mantendo os seus principais jogadores sem descanso. Greg Stempin começava, finalmente, a aparecer no jogo e isso ia permitindo alguma ambição para os Dragões, agora como José Costa a transportar a bola para o ataque. Abdel Gomes e Abdel Boukar somavam agora 4 faltas cada um, o que ia limitando a abordagem de Raul Duarte na sua defesa interior. O Porto aproximava-se, mas um triplo de Reggie Moore no último segundo mantinha a distância (51-58).

O treinador espanhol mantinha em campo os seus jogadores mais experientes, mas Olímpio Cipriano ia segurando a vantagem do Libolo, agora já sem Abdel Boukar, mas com Reggie Moore a fazer uma grande exibição. O Porto ia pagando o desgaste da noite anterior, não conseguindo encontrar qualquer reserva de energia que lhe permitisse aproximar-se no marcador. A equipa da Raul Duarte foi sempre superior, mostrando o dia de hoje que o basquetebol angolano consegue afirmar a sua maior qualidade.

Reggie Moore(30 pontos, 8 ressaltos) conquistou, pela segunda vez, o título de MVP do jogo. Olímpio Cipriano (25 pontos, 8 ressaltos) fez também uma exibição brilhante, contando os angolanos ainda com os bons números de Milton Barros (13 pontos). Entre os portistas, Nuno Marçal (17 pontos, 10 ressaltos) e Julian Terrell (19 pontos, 10 ressaltos) deram o tudo por tudo, mas não conseguiram suficientes pontos para fazer a diferença.

Com este resultado, mantém-se em aberto a disputa da Supertaça Compal, com o 1º de Agosto a partir com vantagem para o último dia, mas com Porto e Libolo ainda com possibilidades de acreditar na vitória final. 

1º de Agosto bate Benfica no prolongamento

A equipa angolana foi mais forte (95-89) e, no prolongamento, afastou o Benfica da luta na Supertaça Compal.

O Benfica apresentou um cinco com novidades, utilizando Diogo Carreira como base e Eki Viana a jogar a 4. A equipa lisboeta entrou mais segura, mas duas faltas de Greg Jenkins nos primeiros dois minutos, obrigaram Henrique Vieira a proteger o seu poste. Chegando depressa às 5 faltas, o Benfica  permitiu que o 1º de Agosto tomasse a dianteira marcando na linha de lance livre, embora sem nunca se distanciar muito. O 1º de Agosto ia dominando o jogo interior, enquanto o Benfica preferia o tiro exterior para somar os seus pontos. O período chegou ao fim com um empate a 15.
No início do segundo período, já o Benfica tinha rodado todos os seus jogadores, e assim conquistava ascendente num marcador sempre muito colado. A diferença deu-se nos segundos cinco minutos do período quando o 1º de Agosto se empolgou com o acerto no tiro exterior e começou a distanciar-se.  A equipa da Luz soube reagir e retomou a liderança do jogo, num momento em que beneficiou de uma falta técnica marcada a Luis Magalhães, treinador dos militares. Ao intervalo, 32-34 para os portugueses.
O Benfica voltou a entrar mais forte e Diogo Carreira, com um triplo, alargou a diferença no marcador. Confirmando a extrema competitividade do jogo, o 1º de Agosto não deixou que essa diferença se tornasse insuperável, mantendo sempre o resultado ao seu alcance. Felizardo Ambrósio voltava a entrar e o jogo interior da sua equipa ganhava com isso, quer em ressaltos, quer em faltas conquistadas. Mas com o acerto no lançamento de longe dos jogadores benfiquistas, a vantagem no final do período já era de sete pontos (56-63).
O último esforço dos angolanos deu resultados quando, a quatro minutos do fim, passaram para a frente. Ambrósio e Kikas dominavam então o jogo interior e o pavilhão explodia a cada cesto dos militares. Antes de entrarmos nos dois minutos finais, António Tavares (duas vezes) e Carlos Almeida marcaram triplos e o espectáculo, estava visto, ia durar até ao fim. No entanto, Ambrósio fez falta anti-desportiva e Sérgio Ramos foi para a linha de lance livre, colocando o Benfica com quatro pontos de vantagem e menos de um minuto para jogar. Karlton Mims assumiu a responsabilidade e respondeu com um triplo. O Benfica pediu desconto de tempo e, na reposição, Miguel Lutonda roubou a bola a António Tavares e empatou o jogo. Como o Benfica não conseguiu aproveitar os dez segundos que restavam, partiu-se para prolongamento.
Heshimu Evans e, logo a seguir, Élvis Évora, esgotaram as suas faltas, permitindo que os angolanos ganhassem ainda mais vantagem na luta das tabelas. O veteraníssimo Miguel Lutonda acabou por assumir a responsabilidade do jogo e saíram das mãos dele as jogadas que acabaram por ser decisivas. A estocada final deu-a Felizardo Ambrósio, com um triplo a culminar uma série de passes entre os angolanos.
Felizardo Ambrósio (22 pontos, 20 ressaltos, 46.5 pontos de valorização) foi mesmo o MVP deste jogo, completando uma exibição fabulosa. Entre os angolanos, destaque ainda para os números de Carlos Almeida (21 pontos) e Karlton Mims (12 pontos, 7 ressaltos, 7 assistências). Entre os benfiquistas, Mike Williams (24 pontos, 7 ressaltos) e Élvis Évora (8 pontos, 9 ressaltos) foram os melhores.
Com esta vitória o 1º de Agosto está na luta pela Supertaça Compal, enfrentando amanhã o Porto em partida decisiva. 

Tudo em aberto

À entrada do segundo dia de competição na Supertaça Compal, aproveitamos para fazer o balanço do primeiro dia de competição. As bancadas estiveram a um terço da sua capacidade, mas o ambiente aqueceu durante o encontro entre as duas equipas portuguesas. Porto e Benfica mantém uma rivalidade intensa na luta por todas as competições que se disputam em Portugal, este ano. Com o jogo a realizar-se em Lisboa, o Benfica sentiu-se em casa, mas não conseguiu ultrapassar uma jovem equipa do Porto muito aguerrida e concentrada, sendo também o Benfica quem pior se sentiu com os critérios dos árbitros angolanos. Aliás, a diferença de critérios e tipos de jogo foi o grande tema do primeiro dia. Os treinadores angolanos, e sobretudo Raul Duarte, também se queixaram dos critérios apertados (neste caso) dos árbitros portugueses. 

Para além da derrota, o Benfica chega ao segundo dia sem Ben Reed. A falta do base norte-americano vai implicar mais tempo de jogo para Diogo Carreira, mas notar-se-á, sobretudo, em termos de agressividade dentro de campo. Veremos se isso afectará, ou não, a capacidade do Benfica levar a luta pela Taça até ao último dia de competição. Do lado das equipas angolanas, o 1º de Agosto saiu a ganhar do jogo contra o Libolo, numa partida muito disputada entre duas equipas bem fortes. A equipa militar tem mais opções no banco, conseguindo apresentar um cinco muito equilibrado durante grande parte do tempo. Já o Libolo, com excelentes jogadores no cinco inicial, tem alguma inexperiência no banco. Na nossa opinião, os dois jogos de hoje, colocando frente a frente equipas com estilos de jogo diferentes, vai ser um desafio para os dois lados, deixando em aberto quem poderá sair com vantagem para o último dia. 

A manhã de hoje trouxe muita gente ao exterior do Campo Pequeno, para participar no Compal Air 3x3. Esperemos que isso possa trazer mais gente dentro do pavilhão também. As equipas já estão a aquecer...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Porto foi mais forte

O Porto venceu por 64-72, num jogo em que o Benfica deixou que o nervosismo e a lesão de Ben Reed prejudicassem a sua reacção.

Jogo completamente diferente, agora com as duas melhores equipas portuguesas em campo e o pavilhão bem mais composto em termos de público. Maior organização, melhor uso do espaço e do corpo nos duelos individuais e maior eficácia na selecção de tiro fazem a diferença. O público é mais afecto ao Benfica, com o jovem Diogo Correia, formado no clube da Luz, a ser titular nos Dragões e a ser apupado sempre que pega na bola.
O Benfica começou melhor no primeiro período, mas o Porto soube reagir e tomou a liderança com 2:45 minutos para jogar no primeiro período. Ainda assim, com apenas um minuto para jogar, Sérgio Ramos voltou a colocar o Benfica na frente. Sean Ogirri, com um triplo, fechou o marcador em 20-22.
O segundo período iniciou-se com parada e resposta de ambas as partes. João Soares, com dois triplos, permitiu que o Porto se distanciasse no marcador. O Benfica, aproveitando a rotação de Moncho Lopez, e com mais experiência no banco, voltou a aproximar-se. Com 3:26 para jogar na primeira parte, o Benfica voltou a tomar a liderança, numa jogada de Bem Reed. Sean Ogirri, na resposta, recuperou a liderança, levando-a até ao intervalo, com o resultado em 35-37.
O Benfica entrou determinado a mudar o rumo dos acontecimentos, com Ben Reed a fazer dois pontos e a ganhar uma falta, logo na primeira posse de bola da segunda parte. Mas Sean Ogirri respondeu com um triplo. Mas o Benfica não desistiu de perseguir a vitória e, com o jogo a ficar feio e cheio de contactos, o Benfica voltou a provar a liderança aos 3 minutos. O Porto, uma vez mais, não deixou que isso demorasse, e Greg Stempin, na linha, recuperou a vantagem, o que durou pouco tempo, pois Ben Reed descobriu um triplo na cara de Ogirri. O jogo manteve-se sempre taco a taco, com o Porto a ganhar ascendente sobre o jogo e a ganhar vantagem, mostrando-se mais aguerrido das disputas de bola. Num desses lances, Diogo Correia atirou-se aos pés de Ben Reed, ganhando a bola, mas com este outro a lesionar-se, por ter caído mal. No fim do terceiro período, o Porto ganhava por 50-57.
Jogada decisiva do jogo com sete minutos para jogar. Greg Stempin completa um alley hoop, toca com os pés em Eki Viana que reage e vê ser-lhe marcada uma falta anti-desportiva. Stempin não falha na linha, o Porto recupera a bola e fica com 12 pontos de vantagem. Dois triplos, de Diogo Carreira e Eki, voltaram a fazer com que o Benfica se aproximasse, embora o nervosismo dos homens da Luz prejudicasse a sua recuperação. Com o jogo muito disputado e com lances bem duros, o Porto soube manter a vantagem e levar até ao fim a sua superioridade, sendo sempre os Dragões quem mostraram ter mais vontade de vencer.

O melhor em campo foi Greg Stempin (15 pontos, 8 ressaltos), contando o Porto com excelentes contribuições de Sean Ogirri (18 pontos, 5 assistências) e Miguel Miranda (10 pontos, 10 ressaltos. Do outro lado, Greg Jenkins (8 pontos, 6 ressaltos) e Sérgio Ramos (10 pontos, 5 ressaltos estiveram em bom nível, embora a lesão do seu melhor jogador, Ben Reed (16 pontos, 5 ressaltos) tivesse sido fatal para as aspirações do Benfica  no último quarto. 

1º de Agosto ganha em jogo equilibrado até ao fim

A equipa dos militares vence por 77-76 e sai com vantagem do primeiro dia de competição.

O Libolo começou ligeiramente superior, muito por culpa da categoria de Olímpio Cipriano, mas o 1º de Agosto tomou a liderança de jogo com 6 minutos no primeiro período, ao fim do qual liderava por 16-11.
Nos primeiros dois minutos do segundo período, o 1º de Agosto começou a distanciar-se, marcando um parcial de 9-2. Mas, mais uma vez, Olímpio Cipriano, fosse da linha de lance livre, fosse através de penetrações, conseguiu aproximar o marcador. Reggie Moore também desempenhou um papel importante na recuperação, muito por culpa do desacerto do militares durante este período do jogo. O Libolo chegou ao empate graças a uma jogada de 2+1 de Milton Barros, aos sete minutos. Dois minutos fantásticos do 1º de Agosto voltaram a permitir uma distância de 8 pontos no marcador. Ao ponto de Raúl Duarte, treinador do Libolo, pedir um desconto de tempo. Isso permitiu uma recuperação de 4 pontos, ainda assim insuficiente para atingir a liderança. Ao intervalo, 35-31 para a equipa dos militares.
Início da segunda parte e Olímpio Cipriano continua a dar show nas penetrações para o cesto, ainda que o 1º de Agosto seja muito mais seguro na escolha de lançamento. O Libolo voltou a aproximar-se no marcador. Quem também se mantinha em destaque era o jovem poste Felizardo Ambrósio, muito seguro nos ressaltos.  Mas o empate chegou com menos de três minutos para jogar no terceiro período, logo seguido de mais dois pontos de Reggie Moore, a colocar a sua equipa na liderança. O jogo manteve-se muito equilibrado, mas foram os militares a chegar ao final do período na frente (53-52).
Mesmo a jogar a 1 na maior parte do tempo, devido a problemas de faltas de Milton Barros, Olímpio Cipriano continuava a carregar a sua equipa para a reacção, chegando a ter vantagem a 5 minutos do fim, levando como resposta dois triplos de Karlton Mims. O jogo manteve-se muito equilibrado até final, com um triplo de Carlos Almeida no minuto final a estabelecer uma diferença difícil de alcançar. Reggie Moore ainda conseguiu um triplo, deixando o jogo com uma diferença de dois pontos  a 24 segundos do fim. Armando Costa sofreu falta e não desperdiçou na linha de lance livre. Milton Barros, na resposta, colocou mais um triplo. Até ao final, uma sucessão de idas para a linha de lance livre, com Carlos Almeida a marcar as duas últimas tentativas e Milton Barros a encerrar com um triplo na buzina, que deixou o Libolo sair com uma derrota por apenas 1 ponto.

O 1 de Agosto foi mais equipa durante todo o jogo, ainda que o Libolo tenha alguns jogadores em grande destaque, como são os casos já referidos de Cipriano (18 pontos, 7 ressaltos) e Moore (22 pontos e 8 ressaltos), que acabou por ser o MVP. Com um jogo bem mais individualista e físico do que aquele que se joga em Portugal, ambas as equipas deram mostras de poder criar problemas a Porto e Benfica. Os melhores em campo entre os militares foram Felizardo Ambrósio (16 pontos, 10 ressaltos), contando ainda com boas prestações de Carlos Almeida (14 pontos e 3 assistências) eJoaquim Gomes (10 pontos).

No final,  Paulo Macedo (Adjunto do 1º de Agosto)e Raul Duarte (Treinador do Libolo) estavam de acordo em relação ao equilíbrio da partida, mas o técnico do Libolo definiu a falta de eficácia e a arbitragem demasiado rigorosa como os factores diferenciadores do resultado.

Vai começar

Dia muito chuvoso em Lisboa, onde se realiza a segunda edição da Supertaça Compal. O Campo Pequeno, recentemente recuperado, é a casa que acolhe a competição.

A uma hora de começar o primeiro jogo, entre os dois representantes angolanos, a organização ultima os detalhes para que nada falhe. A imprensa está atrás das tabelas, a cerca de três metros das linhas de fundo do rectângulo de jogo.

Com o pavilhão vazio, não dá ainda para ter a noção da grandeza desta casa. As bancadas a pique comportam muito mais gente do que à primeira vista poderia parecer. Como já foi noticiado pelo jornal A Bola de hoje, os jogadores não têm balneários no Campo Pequeno. Equipando-se no que são, habitualmente, as cavalariças, irão, no final dos jogos, tomar banho ao hotel onde estão instalados.

Quem já passou por aqui foi o grande Carlos Barroca, feliz da vida por esta semana ir acompanhar 10 jogos de basquetebol, nem mais nem menos.

A equipa do 1º de Agosto lança as primeiras bolas ao cesto… Vai começar. 

Plantéis da Supertaça Compal

Os jogos começam a partir das 19 horas de hoje. Para já, avançamos com os jogadores que estarão disponíveis em cada equipa. 


1 de Agosto (Angola)

Treinador: Luís Magalhães

Armando Costa (83), Base, 192cm
Adilson Baza (86), Base, 185cm
Mário Correia (78), Base, 189cm (Cabo Verde)
Joaquim Gomes “Kikas” (80), Extremo/Poste, 200cm
Felizardo Ambrósio (87), Extremo, 201cm
Vlademir Ricardino (77), Base/Extremo, 193cm
Adolfo Quimbamba (82), Extremo, 198cm
Carlos Almeida (76), Base/Extremo, 192cm
Miguel Lutonda (71), Base, 185cm
Karlton Mims (83), Base, 189cm (EUA)
Hermenegildo Santos (90), Base, 192cm
Islando Manuel (91), Extremo, 192cm
Yanick Moreira (91), Poste, 204cm

Em dúvida
Felipe Abraão (79), Extremo, 190cm

Benfica (Portugal)

Treinador: Henrique Vieira

Greg Jenkins (82), Extremo/Poste, 206cm (EUA)
Heshimu Evans (75), Extremo, 198cm
Ben Reed (83), Base, 191cm (EUA)
Miguel Minhava (83), Base, 197cm
Sérgio Ramos (76), Extremo, 200cm
Michael Williams (81), Extremo, 203cm (EUA)
Antonio Tavares (75), Base, 183cm
Eki Viana (77), Extremo/Poste, 203cm (São Tomé e Príncipe)
Rodrigo Mascarenhas (80), Extremo, 197cm (Cabo Verde)
Elvis Evora (78), Poste, 205cm
Diogo Carreira (78), Base, 180cm
João Ferreirinho (88), Poste, 204cm
  
Libolo (Angola)

Treinador: Raul Duarte

Domingos Bonifácio (84), Base, 189cm
Olímpio Cipriano (82), Extremo, 194cm
Mayzer Alexandre (84), Base, 186cm
Abdel Gomes (89),Poste, 203cm
Simão Santos (79), Extremo, 198cm
Manuel Mariano (87), Base, 195cm
Abdel Boukar (80), Poste, 201cm
Reggie Moore (81), Extremo, 203cm (EUA)
Feliciano Camacho (81), Extremo, 194cm
Milton Barros (84), Base, 194cm
Edgar Chocolate(?)

Porto Ferpinta (Portugal)

Treinador: Moncho Lopez

Julian Terrell (84), Extremo, 206cm (EUA)
Sean Ogirri (86), Base, 188cm (Rep. Dominicana)
Miguel Miranda (78), Extremo, 205cm
Nuno Marçal (75), Extremo, 205cm
Diogo Correia (90), Base, 182cm
Greg Stempin (79), Extremo/Poste, 203cm (EUA)
José Costa (73), Base, 187cm
David Gomes (86), Extremo, 200cm
André Pereira (90), Poste, 200cm
João Soares (90), Extremo, 190cm
Pedro Catarino (90),Base, 184cm
Miguel Maria Cardoso (93), Base, 182cm

Lesionados
Carlos Andrade (78), Extremo, 197cm
João Santos (79), Extremo, 205cm

Supertaça Compal 2011

A grande competição do basquetebol lusófono vai disputar a sua segunda edição, desta vez na cidade de Lisboa. O Campo Pequeno tem 6000 lugares disponíveis para os fãs do basquetebol assistirem aos encontros entre campeões e vencedores da taça de Portugal e Angola.

Vamos  acompanhar esta prova em directo, através do www.twitter.com/bballboard e de actualizações no blogue.