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sexta-feira, 4 de março de 2011

Benfica despede-se com derrota

A carreira europeia dos encarnados terminou com uma derrota frente ao Norrkoping (74-80), mas o balanço do regresso aos jogos internacionais é positivo.

Os encarnados conseguiram equilibrar as contas com os suecos durante grande parte do jogo, muito graças às exibições de António Tavares (18 pontos) e  Greg Jenkins (16 pontos, 9 ressaltos). No entanto, a equipa da casa conseguiu evitar o último lugar do grupo e teve seis jogadores a somar acima dos dez pontos. O mais importante foi Joakim Kjellbom (14 pontos, 9 ressaltos).

O vencedor do Grupo K acabou por ser a equipa francesa do Gravelines Dunkerque, que somou cinco vitórias e apenas uma derrota, frente ao Ventspils ( o outro apurado para a fase seguinte), num jogo onde já tudo estava decidido. Nos outros grupos, a surpresa chega da Bélgica, já que o BC Oostende conseguiu vencer o Grupo L e deixar de fora os checos do Prostejov e os croatas do Zadar.

Os quartos-de-final do Eurochallenge começam no dia 22 de Março, e os encontros são os seguintes:
Spartak São Petesburgo (RUS) – Pinar Karsiaka (TUR)
KRKA (CRO) – Lukoil Academic (BUL)
Gravelines Dunkerque (FRA) – Lokomotiv Kuban (RUS)
BC Oostende (BEL) – BK Ventspils (LET)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vitória no poste baixo

Sérgio Ramos

O Benfica venceu o Norrkoping (83-75) e mantém as aspirações na Eurochallenge. Sérgio Ramos foi a figura do jogo.

Não deixou de ser surpreendente que, perante uma equipa sueca onde a presença de vários jogadores acima dos 2.05m funciona como uma imagem de marca intimidatória, o Benfica se tenha superiorizado no capítulo físico. A verdade é que a altura não resolve tudo no basquetebol. Apesar de uma clara vantagem em alguns ressaltos por parte de Joakim Kjellbom (15 pontos, 13 ressaltos), os números totais foram bastante equilibrados (36-35 para os suecos). De resto, o Benfica, fosse através de Élvis Évora (4 pontos, 6 ressaltos), Heshimu Evans (15 pontos, 7 ressaltos) ou Greg Jenkins (13 pontos, 3 ressaltos), foi sempre muito superior na posição de poste baixo, problema que só perto do final a equipa do Norrkoping conseguiu resolver. Na verdade, o peso e a velocidade dos encarnados bastaram para os centímetros do Benfica.

No jogo exterior, o Benfica tinha clara vantagem, com Miguel Minhava (8 pontos, 3 assistências) e Sérgio Ramos (16 pontos, 8 ressaltos, 5 assistências) a serem maiores e mais fortes do que os seus defensores. Com todas estas armas, o Benfica foi sempre superior à equipa sueca, ainda que na segunda parte, o Norrkoping tenha disputado o jogo, chegando mesmo a ameaçar passar para a liderança. A experiência da equipa benfiquista, beneficiando também de uma boa forma física e crescente confiança, garantiu um triunfo que devolve os encarnados à corrida pelo apuramento.

No outro jogo da jornada, o Gravelines Dunkerque bateu o BK Ventspils por 74-70 e lidera isolado o Grupo K da Eurochallenge. O Benfica volta a jogar em casa no dia 15 de Janeiro, recebendo a equipa da Letónia, em jogo a contar para a 4ª jornada. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Oportunidade Perdida

Élvis e Sene

O Benfica teve a vitória na mão e acabou por entregar o jogo ao Gravelines Dunkerque, perdendo oportunidade de fazer história na Eurochallenge.

Encontraram-se na noite passada, no Pavilhão da Luz, representantes de dois campeonatos muito diferentes, mas para quem chegasse sem essa informação, não daria para perceber quem tem por hábito jogar num nível superior. O Benfica entrou muito personalizado no jogo, mesmo que Heshimu Evans não se tenha chegado a equipar e Greg Jenkins continue com problemas físicos. No entanto, muito graças a uma boa entrada de Mike Williams(11 pontos, 8 ressaltos), Sérgio Ramos(9 pontos, 10 ressaltos) e Diogo Carreira(2 em 2 nos L3), o Benfica parecia ter capacidades para fazer frente aos gigantes franceses. O único jogador do Gravelines que fazia mossa era Mouhamer Sene(15 pontos, 13 ressaltos), que saiu do banco para fazer estragos no poste baixo.
Ainda assim, o Benfica chegou empatado ao final do primeiro período e deu espectáculo no segundo, atingindo o intervalo com uma vantagem de 7 pontos.

A segunda parte foi muito diferente. Os franceses continuavam a revelar dificuldades no aproveitamento das situações de ataque, mas o Benfica não aproveitava para se distanciar no marcador, permitindo que o Gravelines tomasse conta do marcador já muito perto do final da partida. O Benfica, ainda assim, nunca desistiu, contando com uma exibição gigantesca de Élvis Évora(16 pontos, 10 ressaltos). O internacional português não teve problemas em assumir os custos das lutas na tabela, menorizando as diferenças entre as duas equipas nesse aspecto do jogo. O Benfica chegou ao último minuto com o jogo ao seu alcance, conseguindo colocar o adversário a dois pontos de distância e defendendo muito bem a última posse de bola francesa. Com 14 segundos para jogar, no entanto, o Benfica não soube como definir a jogada que lhe permitiria, no mínimo, levar o jogo para prolongamento. Sem gastar suficiente tempo, Ben Reed(15 pontos) tentou resolver sozinho e acabou por cometer um turnover, o que foi fatal para as aspirações benfiquistas.

No final, Henrique Vieira mostrou-se satisfeito com a exibição dos seus jogadores, que não podem deixar de se sentir orgulhosos por aquilo que mostraram em campo. O Benfica precisa de um plantel mais profundo para enfrentar um calendário tão cheio, mas não tem abdicado nunca de dar o seu melhor em cada jogo. Do lado dos franceses, destaque ainda para o base Ben Woodside (17 pontos, 5 assistências), um jogador pouco vistoso fisicamente, mas muito difícil de parar.

Uma nota para as opções da Benfica TV durante o jogo de ontem. Depois de garantir a transmissão da primeira parte do jogo sem problemas, a segunda parte foi acompanhada num rectângulo menor da imagem, sem comentários, nem tempo de jogo, enquanto dava preferência à transmissão da Gala Eusébio, programa que era transmitido pelos vários canais da RTP. Numa acção de propaganda da memória benfiquista, ficaram a perder todos aqueles que procuraram o canal encarnado para viver as emoções do Eurochallenge. Ontem, o basquetebol saiu, uma vez mais, a perder. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Basquetebol Europeu na TV

Terça-feira é um dia gordo para os fãs do basquetebol europeu em Portugal. Na segunda jornada da Eurocup e da Eurochallenge, três jogos terão transmissão.

A tarde começa na Eurosport 2 com a transmissão do Galatasaray – Asefa Estudiantes, às 18h30. Os turcos perderam na primeira jornada e vão querer vencer para manterem esperanças na competição. O base norte-americano Taylor Rochester e o poste croata Luksa Andric foram os dois melhores jogadores da equipa no confronto contra o Pepsi Caserta e estarão debaixo de olho na recepção aos espanhóis. A equipa de Madrid venceu o CEZ Nymburg em jogo que contou com transmissão neste mesmo canal, sendo que John Asselin marcou 20 pontos em apenas 19 minutos em campo. São essas exibições desse nível que poderão garantir nova vitória aos espanhóis, num pavilhão muito complicado.

Às 20h15 será hora de assistirmos ao Cedevita – Unics Kazan. Os croatas perderam no Pavilhão do Hemofarm, num jogo em que Bracey Wright foi a figura. A recepção aos russos do Unics Kazan não será fácil, visto que estes apresentam em Maciej Lampe e Hasan Rizvic uma dupla interior quase imbatível. Antevê-se grande espectáculo em Zagreb.

Finalmente, às 21h, em directo do Pavilhão da Luz, será o momento de mudarmos para o Benfica TV. A equipa benfiquista recebe os franceses do Gravelines Dunkerque, equipa que garantiu a vitória na primeira jornada frente aos suecos do Norrkoping. Ben Woodside e Cyril Akpomedah estiveram em grande plano e vão querer repetir a dose frente aos campeões portugueses.

Um final de tarde e noite a não perder, para quem gosta de basquetebol europeu. 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Má estreia para o Benfica

O clube da Luz traz um resultado pesado da Letónia (100-65), num jogo onde a diferença das equipas ficou bem marcada.

Foi um Benfica surpreendente o que entrou em campo para enfrentar o Ventspils, chegando a ter dez pontos de avanço nos primeiros minutos de jogo. No entanto, a reacção dos letões não se fez esperar, chegando ao final com um 27-31 ainda favorável aos encarnados.

Durou mais três minutos a vantagem encarnada. A equipa da casa fazia-se valer da profundidade do seu banco para fazer a diferença frente ao campeão português, que denotava sinais de cansaço e nada podia contra o maior ascendente letão. Ao intervalo, o 50-41 era ainda um respeitável resultado que acabou por se agravar ao longo do segundo tempo.

Pode-se dizer que não existiu mais Benfica a partir daqui. Com apenas 24 pontos nos dois últimos períodos, enquanto o Ventspils repetia a dose, o quadro foi ficando cada vez mais negro para as águias. O Benfica fechou o encontro com percentagens de lançamento inaceitáveis nesta competição: 43% nos lançamentos de 2 pontos, 27% nos lançamentos de 3 pontos e 53% na linha de lance livre. Do lado do adversário, os números foram 64-62-63. No capítulo dos ressaltos, os letões conseguiram mais 15 do que o Benfica. Só nos turnovers o jogo terminou equilibrado (13 para os da casa, 12 para os visitantes).

Entre os jogadores, destacar as exibições de Greg Jenkins (16 pontos, 2 ressaltos) e Heshimu Evans (12 pontos, 6 ressaltos) e Élvis Évora (13 pontos, 3 ressaltos). Entre os homens da casa, Ingus Bankevics (26 pontos, 2 ressaltos) foi o jogador em maior destaque, sendo de referir o jovem Janis Strelnieks (14 pontos, 10 assistências) pelo seu trabalho de alimentar o sucesso do Ventspils.

Na próxima semana, o Benfica recebe os franceses do Gravelines Dunkerque, em jogo a disputar no Pavilhão da Luz. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O que esperar da Eurochallenge

Para além do Grupo onde o Benfica marca presença, mais 12 equipas disputarão os restantes seis lugares dos quartos-de-final desta competição.

Grupo I


Miha Zupan
O Spartak de São Petersburgo é o mais forte concorrente deste Grupo, apresentando todas as condições para voltar a vencer uma competição que já ganhou em 2005. Terminando a fase regular com apenas uma derrota, contrataram o base Patrick Beverley, ex- Olympiakos e Miami Heat. Henry Domercant (15.2 ppj e 2.3 apj) é a sua principal figura, juntamente com Dijon Thompson (13.4 ppj e 5.3 rpj) e Miha Zupan (11.3 ppj e 5.3 rpj). Os búlgaros do Lukoil Academic também perderam apenas uma vez na fase regular, tendo no base de Marquette Dominic James (16.7 ppj e 4.5 apj) o seu jogador mais valioso. Mesmo perdendo o poste letão Kaspars Kambala, o Lukoil contratou o croata Bruno Sundov (2.21m, 30 anos) e tem a ambição natural de alcançar um lugar na Final Four.
As outras duas equipas são os israelitas do Maccabi Haifa e do Barak Netanya. Ambas estão nos lugares mais baixos da Ligat HaAl. O Maccabi tem no Rookie do Ano da ACC em 2009,  Sylven Landesberg (14 ppj e 2.3 apj), o seu melhor jogador, com apenas 20 anos de idade. Contrataram ainda Germaine Jackson (base de  34 anos com experiência na NBA) para adicionar alguma profundidade ao seu banco. Em Netanya, Adrian Banks (21.3 ppj e 4.3 rpj) é o homem para ter em atenção. O base nascido em 1986 é o líder da equipa e foi o melhor atirador da fase regular.

Grupo H

Os eslovenos do Krka têm que ser os favoritos neste grupo. São uma equipa de topo na Liga Adriática, têm um plantel muito equilibrado e uma excelente mistura de experiência e juventude. Os melhores jogadores são o base Goran Ikonic (13.3 ppj) e o poste Christopher Booker (13.2 ppj e 8.2 rpj). O clube turco Pinar Karsiyaka demonstrou na fase regular quão forte pode ser, como tem provado na liga turca esta temporada. O Poste Jovo Stanojevic (14 ppj e 5 rpj), e as esperanças Furkan Aldemir (11.3 ppj e 11.7 rpj - 19 anos de idade) e Birkan Batuk (20 anos de idade) são os homens a ter em conta, nesta equipa que tem vindo a crescer. A Bélgica tem duas equipas neste grupo. O Dexia Mons deverá ser o mais forte, com Ron Lewis (17 ppj) como estrela. Os  Antwerp Giants deverão ser os  últimos neste grupo, mesmo que Bryan Hopkins (18 ppj e 2.4 apj) tenha a capacidade de ganhar jogos com lançamentos da linha dos 6.75m.


Grupo L

Miro Bilan
O Lokomotiv Kuban está na luta para ser a quarta maior equipa da Rússia. Para chegar a esse nível, deverão mostrar as suas forças no EuroChallenge. Os macedónios Michael Wilkinson (15.5 ppj e 5.2 rpj) e Jeremiah Massey (12.8 ppj e 9.2 rpj) trazem liderança para um grupo onde a experiência é a principal força. O BK Prostejov representa o  crescimento de basquetebol checo, liderando o campeonato nacional. O base lituano Benas Veikalas (15.5 ppj e 2.3 apj) e Kyle Landry (13.8 ppj e 10.8 rpj) são dois jogadores muito interessantes, numa equipa que contratou o  internacional esloveno Zeljko Zagorac, para enfrentar a fase decisiva da competição. O  KK Zadar não tem tido muito sucesso na Liga Adriática, mas são uma equipa que todos querem seguir, porque têm no seu conjunto alguns valiosos jovens croatas, como Miro Bilan (2.11m / poste) e Pavle Marcinkovic (1.97m / base). O jogador mais valioso é Brandon Brown (11.2 ppj e 6.2 rpj), com experiência nas ligas polaca e italiana. O BC Oostende da Bélgica teve uma fase regular surpreendentemente boa e poderá continuar sua série de vitórias no Top 16. O  experiente conjunto  tem em Matt Lojeski (14.8 ppj e 5.2 rpj) e Darrel Mitchell (11.7 ppj e 3.8 apj) os seus bases, liderando uma equipa que não será fácil de defrontar.

Eurochallenge: Vamos lá, Benfica

Saulius Kuzminskas

Começa na Letónia a segunda fase da Eurochallenge, onde os encarnados tentam manter presentes as recordações das velhas glórias na Europa. Eis os adversários benfiquistas no Grupo K.

O Ventspils não é pêra doce. Líder do campeonato letão, com 12 vitórias e apenas 1 derrota, esta equipa está também no topo da Liga Báltica, com 9 vitórias e 4 derrotas. Os letões terminaram em primeiro lugar do seu grupo na fase regular da Eurochallenge e não espantará ninguém a sua candidatura à conquista de uma taça europeia. O único norte-americano do plantel é a grande figura do Ventspils. Rashad Anderson é um lançador com um título da NCAA no currículo (Connecticut em 2004), passagens pela D League, por Itália e pela Grécia. O Eurochallenge é a competição onde o seu jogo sobressai, apresentando uma média de 18.7 pontos nos seis jogos disputados. No jogo interior destaca-se o lituano Saulius Kuzminskas, com 28 anos e 2.10m. Este gigante venceu a Uleb Cup com o Lietuvos Rytas em 2005 e ganha 8.2 ressaltos por jogo. A contratação de inverno do Ventspils é Diddy Efejuku, jogador de origem nigeriana, com 24 anos e 1.96m. Chega para ser o base da equipa, depois de ter começado a época no Cyz Nymburk e ter passado também pelos ucranianos do Ferro. 

Os franceses do Gravelines Dunkerque estão a fazer uma excelente época na Liga doméstica (9 vitórias e 5 derrotas) e conseguiram garantir a qualificação para a segunda fase da Eurochallenge no último jogo. O base Ben Woodside lidera o jogo desta equipa, com 14.8 pontos e 5.3 assistências. O experiente dominicano Jeff Greer, acompanha-o no jogo exterior, servindo os internacionais franceses Cyril Akpomedah e Issa Dounia, para além do jovem gigante marfinês Frejus Zerbo. Esta equipa conjuga experiência e juventude, apresentando-se como um adversário difícil, apesar do basquetebol francês não contar entre os mais agressivos da Europa.

A surpresa deste grupo são os suecos do Norrkoping Dolphins. Com uma carreira banal na Liga Sueca (12 vitórias e 6 derrotas) e pouca expressão na Liga Báltica (6 vitórias e 7 derrotas), os golfinhos venceram um grupo dificílimo na primeira fase e têm a confiança em alta para esta segunda fase. Com um conjunto de jogadores muito experiente, o destaque vai todo para o poste Joakim Kjellbom, com 2.13m. O jogador apresenta médias de 16.9 pontos e 9.1 ressaltos, sendo muito rápido para a altura que apresenta. Mikael Lindqvist é o base da equipa, que pode tornar-se numa arma letal, em noites de inspiração. Na casa dos trinta, a equipa sueca apresenta um trio de norte-americanos (George Gervin, Andrew Mitchell e Fred Drains), para além do lituano Povilas Sakinis. A equipa reforçou-se com mais um extremo/poste, Hanke Randall, com 2.11m, e passagens por Espanha e pela Rep. Checa.

A equipa portuguesa não vai ter tarefa fácil, ainda que os resultados atingidos na primeira fase justifiquem, por completo, a inscrição do Benfica na competição. Espera-se que na próxima temporada mais equipas possam seguir o exemplo do clube da Luz, já que a FIBA abre a possibilidade para que todas as equipas europeias se possam inscrever na pré-eliminatória da competição.