segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Benfica leva Taça Hugo dos Santos

Grande jornada de promoção do basquetebol português terminou num jogo emocionante, onde o Benfica mostrou mais experiência e venceu a competição.

Embora o Porto Ferpinta tenha mostrado estar mais forte nos dois primeiros dias de competição, o Benfica acaba por ser um justo vencedor da Taça Hugo dos Santos, dividindo assim as vitórias nas competições já disputadas este ano.

Com uma entrada bem mais conseguida no jogo, os homens de Moncho López davam sinais de estar em condições de assegurar a vitória. No entanto, o Benfica soube reagir e chegou ao intervalo com a vantagem. No regresso das cabines, o Porto voltou a estar em destaque e tomou a liderança do encontro até ao minuto final. Os últimos 34 segundos foram dramáticos, com a incerteza a dominar os espíritos de todos aqueles que assistiam à partida.

Com Miguel Minhava e Heshimu Evans a conseguirem cestos que colocavam a vantagem do lado dos encarnados, Greg Stempin desperdiçou um ataque lançando dos 6.75m e hipotecando a possibilidade do Porto resgatar a vantagem. O Benfica foi muito mais experiente na forma de gerir o jogo e surpreendeu na última jogada, colocando a bola em Heshimu quando toda a defensiva portista estava concentrada em Ben Reed.

Essa opção acabou por ser decisiva, já que Heshimu Evans gastou 3 dos 4 segundos disponíveis e ganhou uma falta a David Gomes debaixo do cesto. Concretizando apenas um dos dois lançamentos livres, o internacional português confirmou a vitória benfiquista, já que no último segundo disponível, o Porto só conseguiu colocar a bola em Sean Ogirri, que tentou um lançamento desesperado do meio-campo, sem sucesso.

O MVP desta final foi Miguel Minhava que concretizou 15 pontos, ganhou 7 ressaltos e entregou 2 assistências. No conjunto dos três dias de competição, o jogador em maior destaque foi o portista Greg Stempin, finalizando com médias de 17.3 pontos, 8.3 ressaltos e 4.7 assistências.

Resultados

Jornada 1
Porto Ferpinta – Vitória de Guimarães 83-49
Académica – Benfica 77-86

Jornada 2
Porto Ferpinta – Académica 79-76
Benfica – Vitória de Guimarães 70-62

Jornada 3
Académica – Vitória de Guimarães 70-55
Porto Ferpinta – Benfica 75-76

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nada Catita, a táctica de Paulo Sérgio


O Sporting perdeu em casa contra o Paços de Ferreira (2-3), numa noite em que o desacerto do árbitro Luís Catita destruiu aquilo que Paulo Sérgio já tinha fragilizado.

Como compreender um treinador que, por duas vezes, faz a substituição errada no momento errado? Como aceitar que, na altura em que o Sporting dava sinais de voltar a pegar no jogo, Paulo Sérgio abriu uma avenida no seu meio-campo e, mais tarde, quando os homens de Alvalade precisavam de procurar o golo, o técnico abdicasse de uma das suas unidades mais criativas? É certo que o Sporting, hoje, tinha poucas opções no banco. Mas, na verdade, era Paulo Sérgio quem estava a mais. Tivesse ele mais parcimónia nas alterações tácticas promovidas durante o jogo, talvez o Sporting tivesse conquistado uma vitória neste jogo.

O Paços de Ferreira, por seu lado, conseguiu uma das suas melhores exibições da época. Com uma equipa muito bem organizada, os pacenses conseguiram chegar muitas vezes à área adversária, sendo que, se exceptuarmos os primeiros 25 minutos, o jogo foi dominado pelos homens de Rui Vitória.

O Sporting entrou muito melhor, confirmando as boas exibições conseguidas este mês. No entanto, assim que o Paços acertou com as suas marcações, foram os nortenhos a criar perigo e a inaugurar o marcador, aos 28 minutos, num remate de Samuel realizado bem perto do meio-campo, aproveitando todo o espaço que lhe foi oferecido por um Sporting sem agressividade. O golo acordou o chileno Valdés, pois até final da primeira parte, o antigo jogador do Atalanta de Itália, teve três oportunidades flagrantes e fez o remate que originou o golo do empate, numa oportuna recarga de Liedson.

A primeira parte não terminaria sem a primeira aparição de Luís Catita. Depois de Carriço perder a bola na zona intermediária, Rondon galgou metros até dentro da área onde caiu aos pés de Polga. Grande penalidade assinalada pelo árbitro eborense, no seu primeiro grande erro da noite. Manuel José não desperdiçou e o Paços foi para o descanso em vantagem.

No início da segunda parte, era notória a pouca força física de Maniche, mas o Paços também passava por um momento de menor brilho, com os sportinguistas a pressionar o adversário e a conseguir algum ascendente na partida. Valdés, mais uma vez ele, apareceu solto no meio-campo e fez um passe de morte, com a bola a passar por cima da defensiva pacense e a encontrar Diogo Salomão, que finalizou com estilo. O Sporting parecia partir para  a recuperação, mas Paulo Sérgio não resistiu a meter o dedo. Fez entrar Saleiro e destruiu o seu meio-campo, algo que o Paços de Ferreira aproveitou para ganhar, de novo, a domínio do jogo.

O Sporting voltou a ter razões de queixa de Luís Catita quando, aos 67 minutos, Saleiro foi agarrado na área. Rui Vitória, por seu lado, refrescou a sua equipa com a entrada de Nélson Oliveira para o lugar de Rondon, voltando a criar perigo perto da baliza de Rui Patrício. Num desses lances, ao minuto 81, Baiano bateu em velocidade um Evaldo que esteve muito apagado e centrou para a entrada da área, onde David Simão deixou a bola passar-lhe entre as pernas para que Pizzi tomasse o esférico do lado esquerdo e finalizasse em força, sem hipóteses para Rui Patrício.

O público de Alvalade, que já há muito ensaiava o assobio, quase deitou o estádio abaixo com a opção de Paulo Sérgio para os minutos finais. Numa jogada conhecida como kamikaze invertido, Paulo Sérgio abdicou de Diogo Salomão e fez entrar um médio defensivo (Zapater) e um defesa sem qualquer minuto nas pernas (Grimi). Resultados práticos? Um passeio do Paços de Ferreira até ao final do jogo, sem que o Sporting ensaiasse qualquer tentativa de recuperar, pelo menos, um ponto dos três que estavam em disputa.

Numa noite em que os jogadores do Sporting provaram ter qualidade para enfrentar a segunda volta do campeonato, a reformulação exige-se no comando técnico. O Paços de Ferreira mostrou ser uma equipa mais forte do que a classificação deixa entender, confirmando os verde e brancos como seus adversários preferidos – na Liga Zon Sagres deste ano, os jogos contra o Sporting valem seis pontos na contabilidade da equipa da capital do móvel.

As Figuras

Valdés – rematou, lutou, assistiu. Ao chileno, faltou o golo, para confirmar uma exibição de grande qualidade. É verdade que o resultado mancha a noite magnífica do internacional sul-americano, mas a jogar a dez, está provado, Valdés é um dos melhores do nosso campeonato.

Cássio – o grande inimigo de Valdés. Onde o chileno brilhou, o guardião brasileiro soube sempre evitar o golo. Apenas por interposta pessoa foi possível Valdés encontrar a felicidade no confronto com Cássio, uma das figuras da vitória pacense em Alvalade.

David Simão – o jovem jogador dos quadros do Benfica foi a surpresa de Rui Vitória e fez por merecê-la. Foi ele o condutor de todo o jogo ofensivo, para além de um grande colaborador da estratégia defensiva dos pacenses. A culminar a fantástica exibição, a simulação que permitiu o terceiro golo da sua equipa. Onde outro jogador teria optado pelo remate egoísta, Simão teve a sabedoria de permitir a glória ao seu companheiro. Atenção, porque há aqui craque.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Confiança total


Com uma entrada em grande em 2011, o Sporting recebe o Paços de Ferreira pronto a realizar uma segunda volta em alta rotação, tentando aproximar-se dos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões.

A tarefa não será fácil, já que Porto e Benfica mostram, neste momento, capacidade para garantir os três pontos na maioria dos jogos a realizar. Para além das forças disponíveis nos respectivos plantéis, ambos se apresentam com maior capacidade para intervir no mercado. O Sporting acaba de perder para o Benfica um dos seus alvos, o defesa Jardel. O equilíbrio lógico acabou por ser respeitado com este desfecho. O Porto teve o melhor Jardel (o Mário de 96 a 2000), o Sporting teve o melhor (2001/02) e o pior Jardel (2002/03), restando ao Benfica ficar com o pior Jardel (o Vieira – é mesmo esse o apelido dele - a partir da próxima segunda-feira). Por muito bom que seja Jardel Vieira, será sempre um dos piores Jardel, visto que não marcará meia centena de golos, nem garantirá campeonatos à sua equipa. Aliás, ver um Jardel defesa-central é tão bizarro quanto encontrar um Maradona guarda-redes, um Pelé defesa-direito ou mesmo um Sócrates primeiro-ministro.

Regressando a Alvalade, e depois da perseguição ao grego Samaras, parece que a opção passa por adquirir um “pinheirinho” para completar o plantel. Vieirinha, Bruno Gama e Paulo Sérgio foram os nomes anunciados nos jornais, sendo que se algo eles têm em comum, é o facto de todos já terem passado, sem sucesso, pelos plantéis dos “grandes” portugueses. No entanto, e até que surjam confirmações, resta ao treinador vilafranquense trabalhar com o grupo que tem disponível. Os resultados mais recentes não deixam de ser animadores.

Os verde e brancos estão moralizados pela vitória e pela exibição frente ao Braga, mas com a recuperação de Pedro Mendes e Maniche, anunciam-se alterações ao esquema táctico que surpreendeu os bracarenses. Com Rui Patrício de pedra e cal na baliza (Hildebrand só serviu mesmo para que o jovem português parecesse ainda melhor), a defesa manter-se-á estável com João Pereira, Daniel Carriço, Polga e Evaldo. Desta linha para a frente, é seguro que André Santos será titular, quase certo que Pedro Mendes o acompanhará na zona intermediária, sendo que Vukcevic e Valdés também terão os seus lugares assegurados. A dúvida será perceber se Paulo Sérgio opta por manter Diogo Salomão numa opção mais ofensiva ou, em sentido contrário, aposta na experiência de Maniche e regressa ao 4-3-3.

Tendo em conta que o treinador leonino costuma optar, quase sempre, pela experiência, não será de espantar um Sporting transfigurado tacticamente na noite de sábado. No banco continuará Diogo Salomão, um favorito dos adeptos, acompanhando Saleiro, que nem com Hélder Postiga e Yannick lesionados consegue entrar nas cogitações do técnico. Matias Fernandez já saiu do boletim médico, podendo assim voltar a uma convocatória que não apresentará surpresas. Independentemente das opções do seu técnico, a expectativa é que os jogadores escolhidos para entrar em campo possam garantir uma vitória frente a um adversário complicado, mas que já perdeu em Alvalade esta época, em jogo a contar para a Taça de Portugal.

Os pacenses empataram nas suas duas últimas deslocações (a Guimarães e a Coimbra) mas Rui Vitória terá que afinar os seus argumentos se quiser conquistar semelhante resultado na visita ao Sporting. A sua estratégia passará por uma intermediária muito povoada, espreitando a possibilidade de rápidos contra-ataques, lançando Pizzi e Mário Rondón como flechas sobre a defensiva adversária. A resguardar o seu último reduto, Rui Vitória (outro treinador com ligações ao Vilafranquense) terá uma dupla de centrais muito fortes (Samuel e Cohene têm agora a concorrência de Ozeia, que se poderá estrear), fechando as laterais com dois brasileiros que se têm destacado no nosso campeonato, Baiano e Maykon.

Na ementa estará assim a possibilidade de um bom espectáculo, entre duas equipas com valores muito diferentes, mas com capacidade para proporcionar um jogo disputado. No entanto, é ao Sporting que caberá aproveitar o entusiasmo gerado pelos últimos resultados, garantindo mais uma semana vitoriosa neste mês de Janeiro.

Equipas prováveis

Sporting – Rui Patrício; João Pereira, Daniel Carriço, Anderson Polga, Evaldo; Pedro Mendes, André Santos, Maniche; Vukcevic, Liedson, Valdés.

Paços de Ferreira – Cássio; Baiano, Ozeia, Cohene, Maykon; Filipe Anunciação; David Simão, Leonel Olímpio, Manuel José; Mário Rondon e Pizzi.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Suiço da Lourinhã


Neuchatel é uma pequena cidade suíça. Como várias outras cidades suíças, Neuchatel tem grandes relojoeiros, tendo ainda dado nome a uma típica variedade de fondue e visto nascer Jean Piaget. Já serão algumas coisas, mas nenhuma delas suficientemente relevante para aquilo que vos vou contar de seguida. Trata-se da história de Francisco Gomes. E como o nome indica, dificilmente a sua história começou na cidade de Neuchatel. Na verdade, começou a muitos quilómetros de distância.
A história começa então na aldeia da Marteleira, no concelho da Lourinhã, em Portugal, de onde eram oriundos os pais deste rapaz.  No final da década de sessenta, foram dos primeiros portugueses a chegar à pequena cidade suíça. Maria, a mãe, começou desde logo a trabalhar na limpeza, enquanto o pai se dedicava a pequenos trabalhos de construção, como servente de um espanhol. A vida não era fácil para os estrangeiros na Suiça, naquela época, mas estes dois portugueses eram persistentes e acreditavam que algo de bom lhes aconteceria naquela terra. E foi assim que em 1969 nasceu Francisco Gomes júnior, o seu primeiro filho, cidadão suíço.
O Francisco júnior sempre foi um rapazinho cativante. Fisicamente, prometia ser mais um dos enormes Gomes da Marteleira. Encorpado e de sorriso fácil, rapaz dedicado aos estudos por obrigação materna e ao futebol por incentivo paterno. Francisco entrou com dez anos para as escolas do FC Xamax, a equipa de Neuchatel, e acompanhou, durante o seu percurso de formação o crescimento do clube até à época em que conseguiram conquistar o seu primeiro título nacional. Ao tempo, o FC Xamax era um ninho de craques internacionais, entre os quais despontava o alemão Uli Stielike, vindo do Real Madrid. Francisco, como um dos mais prometedores jogadores dos escalões de formação, partilhou imensas vezes os treinos com esses grandes jogadores.
Em 1987-88, Francisco Gomes assinou um contrato profissional com o FC Xamax e passou a fazer parte da sua equipa principal. Para Francisco era, mais do que uma honra, uma responsabilidade. Nessa altura já a cidade de Neuchatel tinha uma larga comunidade portuguesa e espanhola, e o jovem Francisco era o símbolo dessa comunidade que acorria ao La Maladiére para o ver jogar. Essa época marcou também a estreia do FC Xamax na Taça dos Campeões Europeus, jogos que viram o estádio encher-se para festejar uma caminhada que se esperava de sucessos do clube local.
Na primeira ronda, o FC Xamax bateu, com alguma facilidade, o FC Lathi, da Finlândia, sendo que na segunda ronda calhou em sorte o confronto com o Bayern de Munique. A 21 de Outubro de 1987, Francisco Gomes foi titular na equipa que venceu um dos grandes encontros do FC Xamax. Jogando como um dos médios defensivos da equipa, Francisco bateu-se de igual para igual com os colossos alemães e festejou o golo de Beat Sutter com entusiasmo, partindo para Munique com vantagem de 2-1. No entanto, aquilo que começou por ser um sonho, acabou por se transformar em pesadelo.
A data: 4 de Novembro de 1987. O local: Estádio Olímpico de Munique. Apesar do estádio estar meio vazio, com apenas 28000 espectadores, a imponência das bancadas fizeram com que os joelhos do jovem Francisco tremessem, ao entrar no relvado. Não se tratou bem de um jogo, mas de um massacre. Um massacre de contornos trágicos como só um jogo de futebol pode conter. Durante 87 minutos, a equipa do FC Xamax remeteu-se à defesa, evitando todas as tentativas de virar o jogo da parte dos alemães. O treinador dos suíços viu-se forçado a fazer as duas substituições possíveis a meio da segunda parte, quando dois dos jogadores mais velhos já evidenciavam falta de pernas para travar o adversário. No entanto, tudo se encaminhava para a glória.
Aos 87 minutos, Francisco Gomes caiu de joelhos à entrada da sua área. Caiu de joelhos depois de ver a bola sobrevoar toda a linha defensiva e encontrar a cabeça de Hansi Pfugler a fazer o golo do Bayern. Francisco Gomes caiu de joelhos, mas não foi de impotência. Antes, uma rotura na coxa esquerda, ao tentar chegar à bola que saía dos pés de Lothar Matthaus com aquele triste destino. A dor foi bem perceptível na sua face, mas como estavam já esgotadas as substituições, Francisco teve que permanecer em campo, praticamente imobilizado, vendo de perto o 2-0 dos alemães num golo de Wegmann. Acabava assim o sonho europeu do Xamax na época de 87-88.
Após uma paragem de longos meses, Francisco Gomes continuou como jogador do FC Xamax, embora sem o sucesso que a sua carreira na formação indiciava. Apesar de ser um suíço, nunca como tal foi encarado pela Federação, que cometeu a injustiça de não o chamar a representar a selecção. Depois de praticamente dez anos como profissional de futebol na Suiça, Francisco Gomes voltou ao lugar de origem da sua história, tendo ainda jogado numa famosa equipa do Sporting Lourinhanense, à altura, clube satélite do Sporting Clube de Portugal. Mas essa seria, já, uma outra história. 

Mundial de Andebol na Suécia


Começa hoje o Campeonato do Mundo de Andebol, a disputar-se em várias cidades da Suécia. Apesar de neste mundial não estar presente a Selecção Portuguesa (ao contrário de 1997, 2001 e 2003), os jogos poderão ser seguidos através das transmissões da Sport tv. 

Na Sociedade Anónima Desportiva fazemos uma pequena introdução à competição:

Grupo A

Disputa-se no Kristiansand Arena, com capacidade para 4600 pessoas, e no Färs & Frosta Sparbank Aren (Lund), com capacidade para 3000 pessoas.

Equipas: Alemanha, França, Espanha, Egipto, Tunísia e Bahrain

Grupo B

Disputa-se no  Himmelstalundshallen (Norrkoping), com 4300 lugares, e no Cloetta Center (Linkoping), com 8500 lugares.

Equipas: Noruega, Islândia, Hungria, Brasil, Áustria e Japão

Grupo C

Disputa-se no Malmo Arena, com capacidade para 13700 pessoas, e em Lund.

Equipas: Sérvia, Croácia, Dinamarca, Argélia, Roménia e Austrália

Grupo D

Disputa-se no Scandinavium (Gotemburgo), com 12000 lugares.

Equipas: Suécia, Polónia, Eslováquia, Coreia do Sul, Argentina e Chile

Todas as informações poderão ser seguidas através do site oficial da competição. 

A primeira derrota de Duke

Derwin Kitchen

Agora que terminaram os campeonatos universitários de Futebol Americano, todas as atenções se voltam para o Basquetebol, que entra na sua fase decisiva.

Depois de muitos jogos e torneios por todo o país, as equipas da NCAA começam a concentrar-se na disputa de jogos com equipas da sua própria conferência, definindo assim a classificação para as finais que se disputarão no próximo mês de Fevereiro.

Foi na ACC que aconteceu a primeira grande surpresa do ano. Duke visitou Florida State, a sua besta negra, e voltou a perder. Florida State detém um recorde em jogos contra Duke: é a universidade que,  estando classificada fora das 25 melhores equipas,  mais vezes venceu os Blue Devils. Na noite de ontem, isso aconteceu pela quinta vez!

A equipa de Duke, liderada por Kyle Singler (20 pontos e 8 ressaltos), entrou melhor na partida, mas viu a equipa de Florida State ganhar vantagem ainda antes do intervalo. Na segunda parte, Derwin Kitchen (22 pontos e 10 ressaltos) sobressaiu, marcando 17 pontos e colocando a sua equipa ainda mais distante no marcador. Ainda assim, Nolan Smith (19 pontos e 5 assistências) conseguiu, bem perto do final, reduzir a diferença para três pontos, o que acabou por não dar em nada porque Duke falhou os seus últimos três lançamentos, vendo Florida State garantir a vitória.

Na equipa da casa é preciso destacar Chris Singleton (18 pontos e 3 ressaltos), aquele que é o verdadeiro líder de uma equipa que terá agora mais atenção dos órgãos de comunicação social norte-americanos.

Quanto a Duke, a primeira derrota terá que ser rapidamente ultrapassada, de preferência já no próximo jogo contra a Universidade de Virgínia. Os campeões em título mostram alguma falta de killer-instict, mas sabe-se que nos momentos decisivos, a mão do Coack K costuma aparecer. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resumo das Ligas Estrangeiras - Solobasket

Esta semana nas Ligas Estrangeiras do Solobasket:
Os grandes dominam na Rússia, McCalleb volta a brilhar em Itália, o Efes Pilsen sofreu para vencer o Besiktas, o Benfica passa semana negra em Portugal, o Cibona venceu, finalmente, uma partida, resultado histórico em Orleans, o campeonato argentino continua a disputar a segunda fase, na Alemanha jogou-se durante as férias natalícias e, na China, Stephon Marbury marcou 51 pontos num só jogo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Surpresa em Ílhavo

Matt Shaw

Culminando uma semana negra para o Benfica, o Illiabum levou de vencida a equipa encarnada por 63-62, na última jornada da primeira volta da LPB.

As atenções estavam centradas na disputa dos dois lugares em aberto na Taça Hugo dos Santos, tendo a Académica e o Vitória de Guimarães confirmado a sua presença nesta competição que se disputará no próximo fim-de-semana no Sabugal. No entanto, a surpresa foi o renascimento do Illiabum. Apontado, à partida, como favorito a uma presença no Play-off, a equipa de Alexandre Pires fez uma primeira volta muito abaixo das suas capacidades. O surpreendente resultado deste fim-de-semana apenas confirma isso mesmo. Com um novo americano em lugar de destaque (Emanuel Willis fez 16 pontos e 5 ressaltos), com Miguel Barroca (10 pontos e 6 assistências) em boa forma e contando ainda com Taj Crutchfield (16 pontos e 6 ressaltos), os amarelos saíram vencedores de um encontro muito disputado. O Benfica até teve oportunidade de, a quatro segundos do final, resolver o assunto a seu favor, mas Rodrigo Mascarenhas não conseguiu o cesto. A semana não podia ter sido pior para o Benfica. Sai da Taça com uma derrota em casa e perde no pavilhão de uma equipa que se encontrava nos lugares de despromoção. Espera-se que, durante esta semana, Henrique Vieira possa recuperar os seus homens para a disputa da segunda Taça da época.

Num dos jogos que decidia as posições no final desta primeira volta, a Académica ultrapassou as dificuldades criadas por um Sampaense movido pelo sonho de uma qualificação. Na primeira parte, a equipa de São Paio de Gramaços esteve muito bem, mas os estudantes não deixaram os seus créditos em mãos alheias, fazendo uma segunda parte de sonho e acabando o jogo com 15 pontos de vantagem. Matt Shaw (22 pontos e 9 ressaltos) foi o melhor jogador da semana, sendo que contou com uma óptima exibição de Tommie Eddie (18 pontos e 12 ressaltos) e a máquina de lançar Fernando Sousa (24 pontos). No Sampaense, Almaad Jackson (11 pontos) regressou abaixo do que já demonstrou neste campeonato, sendo que Riley Luettgerodt (19 pontos e 6 ressaltos) voltou a cotar-se como o melhor da sua equipa.

Em Guimarães, o Lusitânia vinha com intenções de ganhar, mas perdeu Marcel Momplaisir ( 4 pontos em menos de 7 minutos) e, com isso, a possibilidade de lutar pelo resultado até ao final. Kevin Martin esteve em grande (19 pontos e 13 ressaltos) numa equipa que, quando está confiante, pode vencer qualquer adversário. Fernando Sá optou por premiar com a titularidade os jogadores que estiveram melhor no encontro da Taça, conseguindo assim fortalecer a rotação numa equipa com profundidade. Kyle Austin (17 pontos e 6 ressaltos) e Augusto Sobrinho (19 pontos) são dois jogadores que também merecem destaque entre os vimaranenses. Do lado dos açorianos, Daniel Monteiro fez uma exibição de luxo (21 pontos e 6 assistências), mas a sua equipa terá que mostrar mais e melhores argumentos se quiser garantir a manutenção na LPB.

O Porto foi até à Madeira garantir mais uma vitória. Os dragões foram mais fortes na primeira parte, mas um terceiro período de excelência colocou o CAB na luta pelo resultado. Num momento em que os madeirenses tinham vantagem, apareceu em jogo Sean Ogirri, marcando 5 dos seus 12 pontos nos últimos quatro minutos e, com isso, garantindo a vitória da sua equipa. Julian Terrell (16 pontos e 10 ressaltos) foi a figura dos azuis e brancos, enquanto Fred Gentry (21 pontos e 6 ressaltos) pode queixar-se do apagamento de algumas das figuras do CAB.

Menção para o Casino Ginásio que, depois de cinco jogos consecutivos a perder, voltou a provar o sabor da vitória. Jason Hartford (25 pontos e 9 ressaltos) e o recuperado Tomás Barroso (25 pontos) concretizaram o serviço criado por João Reveles (9 assistências), superiorizando-se assim ao Barreirense. No jogo disputado em Ovar, a equipa da casa mostrou sinais de estar pronta para uma segunda volta de alto nível. Apesar da desilusão de ficar de fora da Taça Hugo dos Santos, o Ovarense tem Nuno Cortez (21 pontos e 12 ressaltos) e Matt Webster (20 pontos e 7 ressaltos) entre os melhores jogadores da competição. Na equipa do Penafiel, o baixinho base Jeremy Goode (22 pontos e 5 assistências) fez uma das suas melhores exibições em Portugal.

Resultados da 11ª Jornada:

Académica – Sampaense 83-68
CAB Madeira – Porto Ferpinta 65-69
Ovarense Dolce Vita – Penafiel 75-68
Casino Ginásio – Barreirense 69-63
Vitória de Guimarães – Lusitânia Expert 87-79
Illiabum – Benfica 63-62

Classificação:

10v-1d: Porto Ferpinta
8v-3d: Benfica
7v-4d: Académica e Vitória de Guimarães
6v-5d: Casino Ginásio e Ovarense
5d-6v: CAB Madeira e Sampaense
4v-7d: Penafiel e Illiabum
3v-8d: Lusitânia Expert
1v-10d: Barreirense

domingo, 9 de janeiro de 2011

NIJT - Espectáculo em L'Hospitalet

Josep Perez

A cidade catalã recebeu a segunda etapa do Nike International Junior Tournament e o Regal Barcelona garantiu o bilhete para jogar a final da competição em casa.

Peço-vos que decorem este nome: Josep Perez. Tem 16 anos, 1.82m e foi o base do Barça neste torneio. Se alguém merece os louros da vitória barcelonista neste torneio é o pequeno prodígio catalão, que encantou quem pôde acompanhar os jogos do Torneio de L'Hospitalet.

As equipas espanholas dominaram esta competição. No Grupo A, Regal Barcelona e Real Madrid ultrapassaram o BC Khimki e o L'Hospitalet em jogos disputados, mas não deixando espaço para dúvidas sobre quem era mais forte. No Grupo B, Zalgiris Kaunas venceu e foi acompanhado pelo Catalana Manresa, deixando pelo caminho o Joventut Badalona e o Cedevita Zagreb. As meias-finais do torneio, disputadas na manhã de quinta-feira, foram dois gloriosos encontros de basquetebol. O Regal Barcelona venceu o Catalana Manresa por 70-69 com um costa-a-costa de Josep Perez nos últimos segundos. Na outro jogo desta fase, outro espanhol, Daniel Diez, com a camisola do Real Madrid, garantiu a 14 segundos do final a vantagem de três pontos (63-60) com que levaram de vencidos os lituanos, que acabariam por ficar pelo terceiro lugar.

O jogo da final entre os dois grandes clubes espanhóis foi um autêntico festival. O Barcelona entrou muito forte na partida e garantia, ao intervalo, 9 pontos de vantagem que foram sendo recuperados pelo Real Madrid, levando até ao final uma disputa que terminou nos 95-90. Josep Perez (32 pontos e 4 assistências) contou com a ajuda de Aitor Gomez (23 pontos e 9 ressaltos) para dominar o encontro. Do lado da equipa branca, Daniel Diez (28 pontos e 10 ressaltos) e Placide Nakidjim (16 pontos e 10 ressaltos) tudo fizeram para ganhar o troféu.

Os destaques do Torneio

Como se vê, muitos bons jogadores aproveitaram o NIJT para se mostrar aos olheiros europeus. Eis uma lista daqueles que sobressaíram:

Josep Perez (Regal Barcelona)- já tudo foi dito sobre este pequeno prodígio. Apresentou médias de 16 pontos, 3 assistências, 2.6 recuperações de bola, 61% de aproveitamento nos tiros de campo, 85% na linha de lance livre. Aos 16 anos, Perez reivindica a atenção e a cobiça de toda a gente.

Daniel Diez (Real Madrid) – Com 17 anos, este internacional jovem espanhol de 2.01m, foi o MVP do torneio. Terminou com médias de 20 pontos e 6,4 ressaltos. Não deverá faltar muito para o ver na equipa principal madrilena.

Marcus Erikson (Catalana Manresa) – Este base sueco de 17 anos e 1.96m já teve a oportunidade de se estrear esta temporada na Liga ACB. Apresentou médias de 18.4 pontos neste torneio, evidenciando um aproveitamento de 49% nos lançamentos triplos, uma das suas especialidades. É um dos talentos a seguir no viveiro sueco.

Alexander Zakharov (BC Khimki) – Com 2.00m aos 17 anos, este é, sem dúvida, um atleta a ter em conta. Começou a sua formação como base, mas foi utilizado neste torneio numa posição mais avançada. Fez médias de 16.3 pontos e 5.5 ressaltos.

Os Reis dos Ressaltos – Elvis Saulitis (BC Khimki), poste letão de 2.04m, saiu do banco para fazer quase 10 ressaltos por partida! É uma contratação recente do clube russo mas apresenta condições para evoluir, aos 17 anos. Placide Nakidjim (Real Madrid) e Luka Saric (Cedevita) terminaram, ambos, com 7,8 ressaltos por jogo. O poste oriundo do Chade tem apenas 16 anos e 2.03m e apresentou ainda médias de 2.4 blocos e 15.6 pontos. Promete! O crota é um extremo com 2.00m.

Os Reis das Assistências – Luís Costa (Barcelona) foi o par perfeito de Josep Perez, servindo 5 assistências por jogo. Está perto de completar 18 anos e contribuiu também para a vitória no torneio. Outros jogadores com bons resultados nesta estatística foram o russo Serdar Annaev (BC Khimki) e o croata Martin Junakovic (Cedevita), embora isso tenha valido de pouco às suas equipas, ambas eliminadas no primeiro turno.

Próxima estação: Belgrado

Será agora preciso esperar por Fevereiro para encontramos mais um dos participantes das finais do NIJT. O torneio disputar-se-á em Belgrado, entre os dias 18 e 20, e já se sabe quem são as equipas que disputarão o desejado bilhete para Barcelona.

No grupo A estará o FMP Belgrado e o Partizan Belgrado(Sérvia), o Alba Berlim (Alemanha) e USK Future Stars (Rep. Checa). No grupo B, contaremos com as presenças de Estrela Vermelha e Beovuk (Sérvia), INSEP (França) e Union Olimpija (Eslovénia).

Seguramente, mais três dias de jogos a não perder.

Abram alas para o Rei Salomão


O jovem leão saiu do banco aos oito minutos para marcar o golo que mudou o jogo, permitindo uma grande vitória ao Sporting (2-1).

Afinal, bastava pedir! O Sporting, não o idealizado pelo treinador Paulo Sérgio, mas aquele que, por força das circunstancias, esteve em campo a partir do minuto oito desta partida, deu espectáculo no relvado de Alvalade, marcando dois golos plenos de oportunidade, jogando de uma forma fluida e entusiasmante, defendendo com acerto sempre que o Braga a isso o  obrigou. Um grande jogo, a fazer-nos pensar que os ingredientes necessários para termos um grande Sporting existem, precisam apenas de ser misturados nas quantidades certas para que se atinjam os resultados desejados.

Hélder Postiga tinha tido queixas durante a semana e durou pouco mais de três minutos em campo, até sair devido a um problema muscular. Com a equipa montada para jogar em 4-4-2, mas sem opções no banco para ocupar o lugar do avançado das Caxinas (para Paulo Sérgio, Saleiro é homem de um minuto só), a entrada de Diogo Salomão ditou o regresso dos leões ao 4-2-3-1 que tão bons resultados tem dado à equipa de Alvalade. Não foi preciso esperar muito para que se percebesse a vantagem de ter em campo três criativos a municiar o ponta-de-lança. Numa troca de bola pela direita, entre João Pereira e Vukcevic, Zapater surgiu sozinho no canto direito da área e centrou para que o recém entrado Salomão, num movimento digno de um Karaté Kid, tocasse de calcanhar para o fundo das redes.

O Braga, que até tinha tido mais bola nos primeiros dez minutos, parecia afundar-se nas movimentações rápidas dos sportinguistas. Aos doze minutos, Liedson arrancou em direcção aos centrais bracarenses, encontrou Valdés sozinho a entrar pela esquerda e passou para que o chileno escolhesse a melhor forma de bater Artur. Dois – zero no marcador e os cerca de vinte e três mil espectadores em jubilo. Mas os jogadores pareciam decididos a não deixar respirar quem assistia ao encontro. Alan aproveitou uma descompensação no lado esquerdo da defesa do Sporting, encontrou-se liberto para esperar o melhor momento para colocar a bola no meio da área onde Paulo César, aparecido milagrosamente entre Carriço e João Pereira, empurrou para o golo.

Foram vinte minutos de enorme qualidade. O jogo estava dividido e ninguém parecia abdicar do direito a ser feliz. O Sporting continuava a ter em Vukcevic, Valdés e Diogo Salomão, três setas apontadas à defesa bracarense, com Liedson a ser um lutador incansável frente a Paulão e Moisés. Do lado dos minhotos, Alan e Paulo César eram os mais activos de uma equipa que voltou a ter a bola mas que, durante a primeira parte, só conseguiu assustar por uma vez o último reduto verde e branco, numa jogada onde André Santos foi magistral no corte.

Saber defender

O reatar da partida trouxe um Braga decidido a encontrar o empate. Alan, logo no primeiro minuto, rematou com perigo para excelente defesa de Rui Patrício.  O guarda-redes internacional esteve em destaque na segunda metade já que, por mais duas vezes, evitou com grande categoria o golo dos arsenalistas.

Por seu lado, Paulo Sérgio esperou até ao minuto 80 para mexer numa equipa que dava sinais de conseguir aguentar o impacto das iniciativas bracarenses. A opção tomada enervou os adeptos da casa, não tanto pela escolha de Nuno André Coelho para fortalecer o meio-campo, mas sobretudo por retirar do terreno de jogo Diogo Salomão. O jovem extremo-esquerdo é, indubitavelmente, o futuro grande craque deste plantel. Durante toda a época não desiludiu em nenhum dos minutos que esteve em campo. Para mais, hoje, foi autor de um golo decisivo e pegou na bola sempre com faro apurado para criar perigo. Não o deixar dar mostras da sua qualidade durante mais tempo é, nesta fase da época, uma afronta para os adeptos do clube de Alvalade.

O jogo não acabaria, ainda assim, sem que Nuno André Coelho encontrasse entre os centrais bracarenses, respondendo a um livre marcado por Simon Vukcevic, oportunidade para levar o perigo à área adversária, onde Artur também brilhou. Excelente vitória para o Sporting num jogo onde todos os seus jogadores foram capazes de mostrar o seu melhor, conseguindo dominar um Braga que, esta época, acumula derrotas fora de casa, mesmo que a sua exibição tenha sido de bom nível.

As figuras

Diogo Salomão – entrou a frio, mas trouxe fogo para incendiar Alvalade. Um salto acrobático para um golo memorável, a rebeldia da juventude sempre pronta para criar perigo nas oportunidades em que teve bola. Foi uma grande noite para o Sporting, mas foi, sem dúvida, uma das noites maiores na ainda curta estadia de Salomão entre os leões.

Vukcevic  e Liedson – dois lutadores na linha ofensiva do Sporting. O montenegrino volta a mostrar porque é uma das pérolas de Alvalade, desta vez com uma atitude e um pensamento colectivo que nem sempre lhe podem ser identificados. O levezinho continua sem marcar, mas ninguém pode dizer que não é dos jogadores que mais se entrega na procura da vitória. Merecido destaque, no jogo de hoje.

Paulo César – é o mais inspirado dos operários bracarenses e o mais trabalhador dos artistas. Talvez seja por isso que poucas vezes tem direito a destaque de primeira página. No entanto, o brasileiro é figura incontornável no Braga de Domingos Paciência. Em Alvalade marcou um golo, esteve em duas das mais perigosas oportunidades criadas pela sua equipa, correu quilómetros e desgastou, como pôde, a defesa sportinguista. Sai derrotado, mas com a satisfação de ter cumprido o seu dever.  

sábado, 8 de janeiro de 2011

Porto dominador vence com facilidade


O Porto chegou a Torres Vedras decidido a ganhar e precisou apenas de 15 minutos para fazer a diferença.

Ainda não tinham passado quatro minutos e já Pedro Gil abria o activo, com um golo espectacular a culminar uma jogada rápida saído de trás da baliza de Carlos Coelho. A equipa campeã nacional dava mostras de querer assegurar, rapidamente, o comando da partida, não permitindo que os homens de Vítor Fortunato impusessem um ritmo mais lento, favorável às características do seu jogo.

Os azuis pressionavam pelo campo inteiro e a Física não conseguia criar perigo. Ao chegar aos quinze minutos da primeira, Filipe Santos, primeiro, e Reinaldo Ventura, logo a seguir, aumentaram a vantagem para três golos. Menos de um minuto depois, Emanuel Garcia dava o jogo por terminado. Pelo menos, essa foi a sensação que pareceu o tomar toda a gente no Pavilhão José Maria Antunes, cheio no fim da tarde deste sábado.

A equipa da Física, no entanto, tinha outros planos. Regressando dos balneários com Vicente Alves e Samuel Lima em grande momento, conseguiram penetrar mais vezes na defensiva portista e, a meio do segundo tempo, Vicente conseguiu mesmo reduzir. A equipa de Torres Vedras tinha a ilusão de se aproximar mais dos campeões mas, aí, entrou em acção a equipa de arbitragem vinda de Aveiro. Num lance de contra-ataque, um dos árbitros descortinou uma inexistente agressão de German Dates a Moreira, e a reacção vermelha perdeu fulgor, vendo-se com menos uma unidade em campo. Para mais, Pedro Gil aproveitou a vantagem numérica para marcar mais um golo e a vitória estava entregue.

A boa atitude da Física merecia ter sido recompensada com mais um ou dois golos, mas os portistas fechavam-se com mestria, respondendo com rápidos ataques a cada bola perdida pelos jogadores da casa. Numa dessas situações, Emanuel Garcia marcou o sexto golo dos campeões.  O Porto foi sempre a melhor equipa em campo e sai com os três pontos de Torres Vedras. A pior equipa em campo foi mesmo a de arbitragem. Pouca segurança nas muitas decisões duvidosas tomadas, quase sempre a favor do Porto. Desnecessária ajuda para quem mostrou tanta superioridade.