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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ferramentas para treinar Basquetebol

|Diogo Almeida Santos*

Foi este o tema do Clinic organizado pelo Baloncesto Tierra Burgos em colaboração com a Asociación Castellano Leonesa de Entrenadores de Baloncesto e realizado nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro de 2013.

O convite para participar neste Clinic surgiu na sequência do trabalho levado a cabo nos últimos anos no Campus Internacional Baloncesto Baskonia (CIBB). Chema Campo Rodilles, Coordenador Técnico e Treinador do Baloncesto Tierra Burgos, é um dos treinadores que habitualmente está presente no CIBB, e sendo ele um dos responsáveis pelo planeamento técnico do Campus, foi-me lançado o desafio para estar presente em Burgos no final do ano para mais um momento de partilha e, principalmente, de aquisição de novos conhecimentos.
Tive o prazer de colaborar com Chema Campo Rodilles no planeamento deste Clinic, ao qual agradeço o convite e a forma como todos os participantes foram recebidos e acarinhados pela organização. Desde o primeiro dia a ideia base do Clinic esteve focada nos processos de ensino/aprendizagem em treino. Dentro desta temática, e para a componente mais prática do Clinic, foram convidados vários treinadores, como já referido em artigo anterior.



A mim, e no seguimento do trabalho de técnica individual que fui desenvolvendo no CIBB, foi-me pedido que falasse do “Treino do 1x1 e do passe com actividade física”. Tendo como mote a ideia de encontrar ferramentas para melhorar o treino, iniciei a minha intervenção pelo treino do passe, que na sua componente mais analítica está habitualmente ligado a exercícios que trabalham fundamentalmente a resistência ou a velocidade. Ora sabendo que uma das principais lacunas que encontramos nos actuais jovens jogadores é a falta de coordenação, preferi interligar o trabalho de passe com esta capacidade física específica. Para tal recorri ao uso da escada de coordenação, realizando diferentes tipos de passe com variados tipos de trabalho de pés.

Numa segunda fase pareceu-me pertinente abordar o tema do treino do 1x1 focando o trabalho na importância de fazer os nossos jogadores pensar e, consequentemente, ler o jogo. A minha proposta passou por uma evolução em que comecei por colocar os jogadores numa situação em que tinham que analisar uma informação verbal para então poderem tomar uma decisão. Posteriormente essa mesma informação passou a ser visual, o que os obrigou a pensar e a executar com um maior grau dificuldade. O passo seguinte foi transformar a informação que era transmitida em mais uma dificuldade de execução técnica, neste caso com recurso a bolas de ténis, pois acreditamos que a bola de ténis é um óptimo utensílio para trabalhar a coordenação e a reacção no jogador de basquetebol.

Dentro desta mesma estrutura foram sendo colocados desafios aos jogadores, fazendo com que utilizassem duas bolas de basquetebol em drible, em que uma seria para passar a um colega que realizava uma situação de 1x1, e a outra seria para finalizar em 1x0, ou em situação de 1x1. O foco esteve sempre em fazer os jogadores pensar, retirando-os da sua zona de conforto.
Para esta intervenção, bem como para as restantes, contámos com a preciosa colaboração das jogadoras sub-14 e sub-16 femininas do Baloncesto Tierra Burgos.



Neste Clinic todos participámos igualmente em dois momentos menos práticos, mas onde o debate marcou forte presença.

Numa primeira mesa redonda todos os participantes foram colocados perante diferentes propostas de organização da “cantera” e do trabalho em formação. Da visão do basquetebol “Jugoslavo” transmitida pelo treinador Mladen Jegdic, à diferente realidade do basquetebol português, passando pela formação no clube da Liga ACB, Fuenlabrada, a partilha de ideias foi enorme.

No último dia o tema principal foi a preparação do treino, quer em função do resultado do jogo do fim-de-semana, quer em função do momento da temporada, onde as visões partilhadas por Mariano Arasa e Ricardo Silva foram enriquecedoras.

Em jeito de resumo, e recorrendo a uma expressão tipicamente espanhola, “encantado” por ter estado 3 dias em Burgos a falar desta modalidade que tanto gostamos… o Basquetebol.




* Diogo Almeida Santos é Treinador de Sub-12 e Sub-14 Masculinos no Clube Hiper-Activo da Malveira.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Clinic: Step Back/ Passo atrás para tiro

|Ricardo Silva

No último fim-de-semana de 2013, tivemos a honra e o prazer de participar como preletores no Clinic do clube Baloncesto Tierra Burgos (BTB) que em colaboração com a Asociación Castellano Leonesa de Entrenadores de Baloncesto levou a cabo esta iniciativa na cidade espanhola de Burgos. O convite para a participação neste clinic tinha surgido alguns meses antes, após a nossa participação no Campus Internacional Laboral Kutxa – Baskonia. No decorrer deste Campus, e mais concretamente numa das semanas do mesmo, a nossa intervenção como treinador esteve centrada num tema relacionado com “Tiro Tático” que englobava diversos tipos de lançamentos - finalizações desde zonas interiores e exteriores a partir de prévios movimentos táticos. Englobado nesse trabalho esteve o desenvolvimento do lançamento em Step Back, quer desde situações próximas do cesto, quer desde zonas mais afastadas. Como este tipo de trabalho foi do agrado de um dos habituais treinadores do campus, Chema Campo Rodiles, Coordenador do clube Baloncesto Tierra Burgos, surgiu o convite de participar no respetivo Clinic do seu clube que se realizaria no final do ano de 2013.


O tema principal do Clinic foi “Herramientas para entrenar en baloncesto” e teve os seguintes preletores e temas específicos:

- Mladen Jegdic, Coordenador do clube KK Vardar Apave da Macedónia
“HERRAMIENTAS BASICAS PARA JUGAR AL BALONCESTO”

- Diogo Almeida Santos, Treinador de Sub 12 e Sub14 do Clube Hiper-Activo da Malveira
“ENTRENAMIENTO DEL 1X1 Y DEL PASE CON ACTIVIDAD FISICA”

- Mariano Arasa, Treinador de Sub 18 do Fuenlabrada
“DESARROLLO DE LA TECNICA INDIVIDUAL EXTERIOR”

- Roberto Gonzalez, Ex Treinador do C.B. Valladolid Liga ACB e Javier Hernandez Bello, Preparador Físico do C.B. Valladolid Liga ACB
“COMO SE PLANIFICA Y SE COMPLEMENTA EL TRABAJO DEL ENTRENADOR Y EL PREPARADOR FISICO EN EL DESARROLLO DE LAS SESIONES DE ENTRENAMIENTO”

E o nosso:
- Ricardo Filipe Pires Silva, Treinador de Sub 12 e Sub 14 da Física de Torres Vedras
“DESARROLLO DE LA TECNICA INDIVIDUAL AL POSTE BAJO Y PASO ATRÁS PARA TIRO”


 A nossa intervenção centrou-se inicialmente no ensino do movimento de “step back / passo atrás para tiro” com a progressão sem e com bola, a partir de arranque cruzado e direto e com paragens a 2 tempos e 1 tempo.

Posteriormente, a progressão envolveu o mesmo processo com bola em que no final as atletas tinham que realizar lançamento, tal como está indicado no documento auxiliar. Na continuidade do trabalho desenvolvido, as atletas realizaram todo o processo de arranque em drible (cruzado e direto) e lançamento após step back (paragem a 2 tempos e 1 tempo) utilizando apenas um único drible.

O passo seguinte esteve relacionado com a realização de uma prévia mudança de direção em drible, posterior execução de step back e lançamento. Neste sentido, foram abordadas as mudanças de direção em drible pela frente, por debaixo das pernas no sentido interior – exterior e no sentido exterior – interior.

Após a apresentação das diversas situações técnicas de forma analítica, prosseguimos a nossa palestra com a inclusão destes movimentos e dos movimentos de técnica individual na posição de poste baixo em exercícios de “tiro tático”.

Ao nível dos movimentos técnicos realizados na posição de poste baixo, estes estiveram relacionados com dois tipos de enquadramentos, ou seja, a partir de execuções de movimentos de frente para o cesto e de costas, e associados também a diversos tipos de finalizações, incluindo em step back.

Além desta palestra, realizada num dos três dias do Clinic, estivemos presentes juntamento com o Diogo Almeida Santos e o Mariano Arasa em duas mesas redondas com diferentes temas. Na primeira, a discussão esteve relacionada com temas interligados com “DISTINTOS TIPOS DE CANTERA Y TRABAJO DE FORMACIÓN”, enquanto na segunda os temas base estiveram centrados com o “DESARROLLO DE ENTRENAMIENTOS EN FUNCION DE LOS RESULTADOS DEL PARTIDO JUGADO EL FIN DE SEMANA - ENTRENAMIENTOS EN FUNCION DEL MOMENTO DE COMPETICION”.

Em ambas as mesas redondas, a discussão foi bastante interessante, pertinente e com intervenção de muitos dos treinadores participantes, procurando saber a nossa opinião, transmitir as suas opiniões e questionar. De facto foram dois momentos de uma enorme troca de experiências e de uma salutar discussão sobre aquilo que mais gostamos, basquetebol!


Consulte o documento sobre o clinic neste link:
https://www.dropbox.com/s/ovuj7o6pbra4bd6/Ricardo%20Silva%20-%20Clinic%20BTB%20-%20Burgos%202013.pdf

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O plano e o momento

|Luís F. Cristóvão

Para se poder avaliar com eficiência a qualidade do trabalho desenvolvido ao longo de uma preparação de temporada ou no período que antecede o jogo, é necessário fazê-lo em competição. Por isso mesmo, quando depois de um mês totalmente dedicado ao treino, se entra finalmente no campeonato, as dificuldades e fragilidades começam a surgir.


Perante esse choque com o adversário, ganha importância a pergunta sobre o que depende do planeado pelo treinador e o que depende da decisão do jogador. No plano do treinador entram diferentes tipos de informação, como a filosofia definida para a equipa, as jogadas desenhadas para se conjugarem com essa filosofia, a forma como elas foram sendo passadas e implementadas nos treinos, o scouting realizado do adversário. Mesmo num nível competitivo baixo, estes são todos elementos essenciais do trabalho técnico a desenvolver. No plano do jogador, existem muitas variantes que estão intimamente ligadas com as do seu técnico, mas é preciso também adicionar tópicos como a formação do atleta, a experiência adquirida ao longo da sua vida competitiva  e a forma como foi estabelecendo essa biblioteca de informação em si mesmo, a capacidade de identificar e analisar, em jogo, aquilo que lhe está a acontecer e o que pode fazer para o ultrapassar.



Assim, é essencial que o treinador tenha uma preocupação dupla quando passa a sua filosofia e o seu playbook para os jogadores. É necessário que todos tenham bem clara a sua missão no grupo e no jogo, sendo que essa mesma missão pode sempre ser discutida previamente (no início da temporada), considerando-se ainda a oportunidade de ela ser acertada em momentos específicos (no início da semana de preparação). Esse reconhecimento da sua função é essencial para que o jogador consiga elaborar, na sua consciência, a gestão dos seus papéis. Isso obriga o jogador a reposicionar-se perante a equipa, sendo essencial que o faça para atingir o sucesso (o melhor lançador numa equipa pode, numa outra, ser o melhor defensor – e isso obriga a um reenquadramento do seu papel). Nesse sentido, o jogador tem ainda que deter a capacidade de reconhecer os seus colegas e adversários (daí a importância do scouting, que pode ser aplicado nas duas vias: para conhecer com quem se vai jogar, mas para cimentar, também, o conhecimento que temos do nosso jogo). Ao reconhecer as capacidades daqueles que estão em campo consigo, o jogador terá a oportunidade de melhor explorar as suas qualidades e esconder, como possível, as suas fragilidades.

Chegados aqui, podemos perceber que os papéis que cabem ao treinador e aos jogadores estão em total consonância e relacionam-se entre si durante todo o ciclo competitivo, desde o início do primeiro treino até ao final do jogo. As responsabilidades são sempre divididas e é nesse sentido que cabe a cada ter sempre bem claro a existência do outro como complemento necessário para o sucesso. Da mesma forma, a existência de um plano é sempre o primeiro passo para que a decisão tomada a cada momento possa obter o melhor resultado. Equipas que não planeiam, por muito bons que os seus jogadores possam ser individualmente, caminham para o falhanço. Técnicos que dispõem de planos bastante elaborados mas que não adquirem as ferramentas para gerir a sua criação no momento em que ela é colocada em prática, alimentam apenas frustrações. O plano e o momento estão interligados. É isso mesmo que transforma o jogo numa situação tão envolvente para todos os que nele participam.

domingo, 3 de novembro de 2013

Marketing, comunicação, imagem e sistemas de informação no Basquetebol Português

|Luís F. Cristóvão

Na atual situação em que se encontra o país, será “normal” pensar que questões relacionadas com Marketing e Comunicação fiquem de lado no momento de alinhavar uma estrutura desportiva. Mas a rede concorrencial onde estamos inseridos obriga-nos a não descura esta importante faceta que poderá mesmo revelar-se decisiva para a sustentabilidade do nosso basquetebol num futuro próximo.



Comecemos, então, pela base. Quantos clubes de têm um elemento dedicado ao Marketing e Comunicação da secção de basquetebol? Infelizmente, os dedos de uma mão chegarão para contar esses casos. Aquilo que se vê são situações onde pessoas da estrutura vão mantendo blogues ou páginas de Facebook, destacando-se pela falta de cuidado na gestão das mesmas, intervalando momentos de muita atividade com outros quase de esquecimento das mesmas. Por outro lado, em estruturas maiores, também acaba por notar-se que a Comunicação da equipa de basquetebol é feita na lógica da estrutura clubística e não da especificidade da modalidade, acabando isso por não trazer grandes ganhos para o basquetebol. Então, o primeiro passo para podermos contar com um acréscimo de qualidade nesta área seria, em cada clube, destacar uma pessoa para assumir a responsabilidade de manter um blogue atualizado e respetiva presença nas redes sociais – conseguir isto será, logo à partida, um garante de visibilidade para atletas, colaboradores e patrocinadores.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Benfica volta a prometer domínio na LPB

|Luís F. Cristóvão

Começa, finalmente, este fim-de-semana a Liga Portuguesa de Basquetebol, uma vez mais sob signos que já começam a ser habituais na divisão maior desta modalidade. Por um lado, o Benfica promete dominar, com um plantel que está uns furos acima de toda a concorrência, apesar de já ter demonstrado, na Taça António Pratas, que não o pode ser apenas no papel. Por outro, a crise continua a dizimar a competição, e depois da desistência da Física de Torres Vedras, a Académica de Coimbra luta pela sobrevivência.

Comecemos pelo que de positivo poderemos encontrar na competição. Carlos Lisboa e o Benfica voltam a apresentar um plantel de luxo, tendo em conta o nível competitivo da LPB. Com várias opções para as diversas posições e com jovens de muita qualidade a sair da equipa B, os encarnados poderão sonhar com um percurso sem sobressaltos na Liga. O grande susto já foi apanhado na António Pratas, onde foram eliminados nas meias-finais pelo Sampaense. Pelo exemplo, ficou também demonstrado que um bom plano tático e muita concentração permitirão a adversários mais frágeis competir com os gigantes da Luz, que na casa de apostas Dhoze vêem o seu favoritismo refletido numa odd de 1.12.

No quadro de equipas que poderão competir nos lugares mais próximos da liderança, surge em particular destaque a Ovarense, que manteve toda a sua estrutura do ano passado, acrescentando mais experiência, com a chegada de André Pinto. Por outro lado, o Vitória de Guimarães somou a chegada de Pedro Pinto, João Balseiro e uma nova dupla de norte-americanos, podendo também esperar-se uma boa campanha da equipa minhota. Ambas já deram provas disso mesmo nesta temporada, a equipa de Ovar vencendo a Taça António Pratas e o Vitória dando luta ao Benfica na Supertaça. Na análise das apostas, a Ovarense merece uma odd de 7.50, sendo o segundo favorito ao título, enquanto o Vitória está mais abaixo, com uma odd de 17.00.

Na terceira linha surgem as equipas que procuram fixar-se entre os candidatos ao playoff. O CAB Madeira parece merecer uma referência aqui, sendo uma equipa que poderá mesmo surpreender e voltar a lançar-se a uma posição no pódio, tendo em conta alguns elementos de muita qualidade que tem no seu plantel, como Edson Rosário, Jorge Coelho ou Fábio Lima. O trio de norte-americanos terá também uma grande responsabilidade nas possibilidades da equipa, sento que João Freitas continua a ser uma referência enorme nos bancos da LPB. O Sampaense, com André Calabote a surgir como uma das possíveis grandes revelações da competição, e o Maia Basket, que já deu um bom sinal do que pode alcançar no António Pratas, serão outras duas equipas que poderão aparecer na luta por boas posições no playoff.

Na segunda metade da tabela, espera-se muito equilíbrio e luta para quem sonha com a ida ao playoff, mas tenta, sobretudo, evitar a descida de divisão. O Algés, com André Martins no banco e João Santos em campo, promete muito melhor cara do que no ano passado, enquanto Lusitânia e Barcelos vão afirmar a sua experiência na competição para escaparem aos lugares mais recuados. O Galitos Barreiro terá que mostrar mais qualidade no seu segundo ano de LPB, enquanto a Oliveirense promete com um projeto interessante e muita juventude no seu plantel. Finalmente, a Académica, se conseguir participar na prova, terá que ter uma atitude muito realista, procurando somar vitórias caseiras que a façam escapar ao último lugar. Sendo que nenhum destes clubes poderá, seguramente, almejar à conquista do título, a mais arriscada aposta na Dhoze é a Oliveirense, que com uma odd de 150.00, poderia fazer furor entre os apostadores da LPB.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A heterogenia pode até ser uma vantagem

Entrevista a Rui Alves, selecionador nacional de sub-16 masculinos

|Luís F. Cristóvão

Rui Alves orientou a seleção masculina que, na Divisão B Europeia, disputada na Bósnia e Herzegovina, terminou na 15ª posição. Ainda assim, com vários jogadores a terminar no Top 10 de estatística individual – Diogo Brito nos pontos marcados e assistências, Pedro Oliveira nas assistências e Ricardo Monteiro nos ressaltos -, existe matéria-prima a ter em conta para o futuro do basquetebol nacional. Rui Alves fala, neste entrevista, da preparação para a competição, bem como da gestão feita durante os dias da prova.



O que destaca da preparação para uma competição deste nível? Quantos jogos de preparação foram realizados? O que falta ainda, à estrutura das equipas da nossa federação, para estarmos, no que toca à preparação, ao nível dos nossos concorrentes?
Na fase de preparação, destaco o número de dias de estágio e a competição prévia à participação no campeonato. Este ano realizamos 7 jogos internacionais, muito acima do habitual, mas, por outro lado, os cortes nos dias de estágio a que nos vimos sujeitos fizeram com que não chegássemos sequer aos 40 treinos realizados. Os nossos concorrentes têm uma vantagem sobre nós que é a situação geográfica… jogamos com seleções que se meteram num autocarro e passavam 5 ou 6 fronteiras para jogar, e levavam 20 ou mais jogos de preparação. Mas, repito, a preparação deste ano para nós até foi muito melhor do que é habitual neste escalão.

sábado, 31 de agosto de 2013

La gran familia de los campus baskonistas

Reproduzimos o artigo da revista Caracter Baskonia, onde Ricardo Silva é entrevistado.

Cada año el Campus Internacional y el Campus de Verano de
la Fundación 5+11 llenan de baloncesto la ciudad. Más de 650 niños y
jóvenes se divierten y aprenden con su deporte favorito, y, esto es posible,
gracias a los 68 monitores y técnicos que se encargan de que todo funcione.



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

V Campus Internacional de Baloncesto - Baskonia Laboral Kutxa

|Ricardo Silva

O V Campus Internacional de Basquetebol Baskonia Laboral Kutxa, sim o naming alterou novamente, depois de TAU Ceramica e Caja Laboral agora Laboral Kutxa, embora nos pareça que o nome do clube seja por vezes pouco falado, BASKONIA, decorreu este ano entre as datas de 30 de Junho e 14 de Julho e dividido mais concretamente em dois turnos, o primeiro de 30 de Junho a 7 de Julho e o segundo de 7 de Julho a 14 de Julho.


Uma vez mais tivemos o prazer de receber o convite por parte de David Gil, Diretor do Campus e treinador adjunto da equipa sénior que milita na Liga ACB, para participar neste magnífico Campus Internacional que ano após ano tem conquistado o seu espaço entre a elite dos Campus de aperfeiçoamento de basquetebol na Europa. De facto, a nossa participação neste Campus em concreto é anterior à sua internacionalização, tendo desta forma sido possível acompanhar anualmente a evolução deste ao nível da estrutura organizativa e respetivos espaços, corpo técnico, nível de atletas e atividades. Assim, no presente ano e no primeiro turno, que esgotou as inscrições, tivemos a participação de 220 atletas, enquanto no segundo turno a participação foi de 190 atletas, totalizando cerca de 410 inscrições de atletas de ambos os sexos entre os doze e os dezassete anos e oriundos de 15 países de todo o mundo (Espanha, Portugal, França, Itália, Polónia, Geórgia, Estados Unidos da América, Grécia, …). De Portugal tivemos a participação de um atleta da nossa equipa, José Saccas da Física de Torres Vedras e de cinco atletas do Hiper-Activo da Malveira.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Somos o que fazemos diariamente

Entrevista a Ana Catarina Neves, treinadora da Seleção Nacional de Sub-16 Femininos

|Luís F. Cristóvão

A seleção de Sub-16 feminina fez história, ao garantir, pela primeira vez, a subida à Divisão A neste escalão. O feito foi alcançado em Matosinhos, com Ana Catarina Neves a liderar a equipa técnica que alcançou este feito. Nesta entrevista, procuramos saber, junto da selecionadora, como foi preparada a campanha, quais as sensações da equipa durante a competição e de que forma estamos a preparar o futuro.

Time Out com Ana Catarina Neves
Jogar um torneio deste nível em casa, para mais com o objetivo da subida claramente definido, deve ter sido um fator de alguma pressão extra para este grupo. Como é que, como treinadora, enfrentou esse desafio e preparou as jogadoras para ele?
Inicialmente, dentro do nosso grupo, a subida de divisão não foi assumida como objetivo principal, pois não conhecíamos o valor dos adversários (sub-16 é a primeira geração a competir), nem tivemos competição internacional que nos permitisse fazer uma avaliação e aferição do valor da nossa equipa relativamente às demais. Achámos, sim, que tínhamos uma equipa interessante, trabalhadora e competitiva, à qual fomos propondo metas intermédias em função da fase da competição em que estávamos e da avaliação que fomos fazendo das outras equipas. Foi com esta perspetiva, com exigência e rigor no trabalho, que nos preparamos para enfrentar este enorme desafio, jogo a jogo, um dia de cada vez.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Notas de scouting – Sérvia e Dinamarca

|Luís F. Cristóvão

Acompanhada a segunda fase e as finais do Campeonato Europeu Sub-16 Feminino – Divisão B, seguem-se algumas notas sobre as equipas que subiram de divisão, para além de Portugal, já referido num artigo anterior.

Sérvia 

Jovana Nogic
A vencedora do torneio foi, no final de contas, a equipa mais equilibrada de todo o torneio, focando-se, sobretudo, no momento defensivo, onde se constituiu como o conjunto que melhor fechava a área restritiva de todo o torneio. Esse facto permitiu à Sérvia vencer por distâncias confortáveis frente a Inglaterra, Finlândia e Dinamarca, tendo também ultrapassado Portugal por minimizar os efeitos do jogo interior luso. A equipa de Zoran Tir vale muito mais pelo seu coletivo do que pelas peças individuais. Snezana Bogicevic ganhou um lugar na All-Tournament Team por ser a melhor marcadora da equipa, mas isso deve-se, sobretudo, a ser a jogadora com mais minutos em campo. Bogicevic terminou o torneio com uma percentagem fraquíssima (1 em 9) no tiro exterior e, apesar de ser uma jogadora elegante e com bom posicionamento, não tem características ainda muito definidas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Só se tem 16 anos uma vez

|Luís F. Cristóvão

7 de agosto, 20h40, Matosinhos – cheguei ao início da tarde ao Pavilhão do Centro de Desportos e Congressos da cidade e estava, agora, perante um pavilhão praticamente cheio, emocionado, a aplaudir uma equipa feminina de sub-16. Durante onze dias viveu-se assim, o basquetebol, no feminino, em Portugal.



Começando do início, talvez devêssemos destacar o facto de 2013 marcar o momento em que várias grandes promessas do basquetebol português completam dezasseis anos. Carolina Bernardeco, a mais jovem de três irmãs que marcam referência no nosso basquetebol (Joana e Filipa estiveram presentes na final da Liga Feminina desta temporada, uma conquistando o título, outra fazendo parte da equipa vice-campeã), e Maria Kostourkova, herdeira de uma dupla de jogadores e treinadores búlgaros que vêm enriquecendo o basquetebol português com o seu trabalho, poderão constituir uma das mais brilhantes duplas que o nosso basquetebol terá o prazer de ver nos próximos anos.

terça-feira, 30 de julho de 2013

É preciso maior exigência

Entrevista a André Martins, treinador da Seleção Nacional de Sub-20 Masculinos

|Luís F. Cristóvão

Em jeito de balanço à participação de Portugal no Campeonato Europeu de Sub-20 Masculinos – Divisão B, conversamos com André Martins sobre o percurso desta equipa e a análise às diferenças entre Portugal e os seus adversários. Da entrevista, fica clara a necessidade de uma maior exigência e experiência competitiva, de maneira a apurar as capacidades dos jogadores nacionais.

André Martins no estágio de preparação

Portugal terminou em 5º lugar na Divisão B do Europeu Sub-20, em termos absolutos o 25º a nível europeu. Que diferenças são notórias em comparação com as equipas que terminaram acima de nós na classificação?
A grande diferença que se continua a sentir são os aspetos morfológicos e físicos. Esta diferença é evidente nas diferentes posições dos atletas. Outra diferença notória para as melhores seleções é o facto de todas elas apresentarem 2 ou 3 jogadores que competem nos melhores campeonatos da Europa em seniores, demonstrando uma maturidade competitiva superior a nossa.

O que destacas da preparação para uma competição deste nível? Quantos jogos de preparação foram realizados? O que falta ainda, à estrutura das equipas da nossa federação, para estarmos, no que toca à preparação, ao nível dos nossos concorrentes?
Os jogos de preparação internacionais são determinantes para a melhoria dos resultados. Realizamos 5 jogos de preparação, o que é excelente para a nossa realidade e revela um grande esforço por parte da federação. As melhores seleções, aquelas que partem para o Europeu com a ambição de subir de divisão, realizam 7 a 9 jogos internacionais de preparação. Para estarmos, no que diz respeito a preparação, ao nível dos melhores, necessitamos acima de tudo que os nossos Sub-20 treinem e joguem com regularidade nas competições que são mais adequadas ao seu desenvolvimento (Proliga/Liga).

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Clube de Combate revisitado

Entrevista a Eugénio Rodrigues, treinador da Seleção Nacional Sub-20 Femininos

|Luís F. Cristóvão

Depois de mais uma prestação internacional de relevo, levando Portugal a classificar-se na quarta posição do Campeonato da Europa de Sub-20 Femininos – Divisão B, Eugénio Rodrigues falou para a Gazeta dos Desportos, analisando o percurso entre Europeus, a preparação da equipa para a competição e os desafios encontrados nesta competição, que teve lugar na Bulgária.

Um depoimento sincero e contundente sobre o trabalho de um selecionador nacional, perante as dificuldades que vão surgindo no caminho de quem tenta modificar a face do basquetebol feminino em Portugal.

Eugénio Rodrigues em ação!

1-Depois do que aconteceu com a Seleção Sub-20 Feminina no ano passado, com a descida nas condições que todos conhecemos, este ano havia alguma “sede de vingança” no grupo? Como foram geridos esses sentimentos ao nível da preparação psicológica e de motivação para a competição deste ano?
Esta Seleção tinha no seu seio 4 atletas que transitavam do ano passado, sendo que todas elas jogavam no 5 inicial e uma delas era inclusivamente capitã de equipa. Era por isso uma memória ainda muito presente e que deveria ser aproveitada para servir de mola motivacional para o restante grupo. Por um lado, elevar os níveis, já por si muito exigentes, de sacrifício pois se no ano transato tínhamos "sobrevivido" com honra e distinção naquelas circunstâncias, este ano importava manter a fasquia. Por outro, fazer passar a todo o grupo que a injustiça a que tínhamos sido votados exigia uma "vingança" e um tributo ao grupo de 2012. Era também por elas que iríamos a jogo. Infelizmente, ficamos a um cesto sofrido a sete décimos do final do jogo com a Letónia de o conseguir. No entanto, o meritório 4.º lugar não deixou ser a justa homenagem a essa Seleção e o tempo há-de trazer-nos de novo à ribalta.

2-O que destaca da preparação para uma competição deste nível? Quantos jogos de preparação foram realizados? O que falta ainda, à estrutura das equipas da nossa federação, para estarmos, no que toca à preparação, ao nível dos nossos concorrentes?
Pela positiva há que destacar o bom número de jogos de preparação que tivemos até porque todos eles foram fruto de convites das Federações Francesa, Checa e Búlgara. É sinónimo do reconhecimento internacional da nossa qualidade. De menos positivo, a crise financeira que se alastra também à FPB, que levou a cortes sucessivos na preparação e a estágios desta Seleção. Isso aliado à enorme dificuldade em conjugar a nossa preparação com os exames escolares, foram claramente fatores menos conseguidos neste trabalho e cujas consequências foram sensíveis. Para que conste realizamos até ao campeonato europeu, apenas 32 treinos e nem todos eles com a totalidade do grupo. Quanto ao mais, onde temos muito a melhorar é no dia-a-dia da época desportiva, nos clubes e nas competições nacionais. É aí que muito se joga, indiretamente, na preparação de uma geração que irá servir de base à Seleção Nacional.

sábado, 13 de julho de 2013

Entender o contexto

|Luís F. Cristóvão



Início aqui uma série de artigos onde tentarei analisar situações relativas ao basquetebol e à forma de trabalhar nesta modalidade. Começando pelo início, discuto o tópico do contexto. É óbvio que cada um de nós vai construindo uma ideia daquilo que pretende fazer perante uma oportunidade de trabalhar numa equipa, seja como jogador, técnico ou dirigente. Mas será sempre o contexto a definir, no concreto, como é que as nossas ideias se poderão ligar à realidade que encontramos.

Por muito boas ideias que possas ter, o essencial é que comeces por ouvir. Ouvir as pessoas que estão já no clube, entender os seus objetivos, compreender as implicações desses objetivos com as linhas que tens traçadas para ti. A chave do aproveitamento do teu trabalho estará aí. Ao ouvir e compreender os outros, poderás desde logo começar a adaptar as tuas ações ao cumprimento do objetivo primordial: o sucesso coletivo.

Para além de ouvir, é preciso saber ver o contexto onde te inseres. Qual o passado do clube, algo que mexe sempre com as expetativas de quem trabalhará contigo e de quem acompanhará esse trabalho, os adeptos e os amigos que estarão à volta da equipa. Ver implica olhar bem todos os pormenores que compõem um pavilhão, o ambiente à sua volta, as suas paredes. Haverá também que compreender a história desse lugar. A vida de um clube dá muitas voltas, mas saber das suas referências essenciais é sempre um excelente modo de adquirires trunfos que façam o seu trabalho ser melhor aceite.

Finalmente, não deixes de tentar, sempre, conhecer o que acontece à tua volta. Seja nas pessoas ou na instituição, tenta conhecer cada pormenor, cada decisão, cada dúvida, cada evento. Ao conhecer bem quem te rodeia (e o quê), estarás preparado por antecipação para resolver problemas e dificuldades. Esse conhecimento dar-te-á também a possibilidade de somares desafios à equipa, de maneira a que a ambição e a vontade do grupo possam estar, constantemente, em crescimento.

Talvez pareça que escrevi muito pouco sobre basquetebol para um texto que se quer sobre este desporto. Mas o fenómeno desportivo tem essa mesma ambivalência, constitui-se de um encontro de gente que adora o que faz e que procura forma de o fazer resultar coletivamente. Espero, por isso, que estas chaves sirvam bem para abrir portas nas vossas experiências.

Deixem os vossos comentários, dúvidas e desafios, para que a conversa possa continuar.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tertúlia de Basquetebol com Nuno Tavares




Voltamos  a organizar uma Tertúlia de Basquetebol em Torres Vedras, desta vez contando com a presença de Nuno Tavares, Diretor Técnico dos Campos MVP, treinador adjunto no Liceu Cristão de Trinity e na Universidade de Northwood, nos Estados Unidos. Depois de uma temporada a trabalhar no país onde nasceu o basquetebol, Nuno Tavares partilhará connosco alguns dos temas centrais do seu trabalho e experiência, como os seguintes:

- Estruturação dos liceus (equipas até aos sub-18) e universidades (até aos sub-22);
- Modelos de Competição (Liceu e Universidade)
- Conceito do Aluno/Atleta (as obrigações do aluno em termos académicos para poder ser atleta)
- As grandes diferenças técnicas e tácticas
- Formação de treinadores

A Tertúlia de Basquetebol terá lugar na Sede do ATV, no Largo Frei Eugénio Trigueiros, 17, em Torres Vedras. Ocorrerá na noite de 9 de maio de 2013, pelas 21h30.

Agradecemos que confirmem a vossa participação!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/277272935721251/?context=create




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tertúlias de Basquetebol: Motivação

Voltamos a organizar uma Tertúlia de Basquetebol, desta vez dedicada ao tema da Motivação.

Na nossa conversa, vamos abordar questões relativas à Organização interna de clube e equipa, como se processa a captação dos jogadores, quais são as suas motivações para a prática da modalidade, como avaliamos as nossas equipas e os nossos atletas e como encaminhamos cada um dos jovens com quem trabalhamos dentro da modalidade. 

domingo, 4 de novembro de 2012

A Defesa é o melhor Ataque? - Guião




INTRODUÇÃO - OBJECTIVO
- Necessidade de debate e troca de ideias entre treinadores, jogadores, adeptos e apaixonados por este desporto
- Colmatar a lacuna existente neste campo da comunicação entre os agentes da modalidade na região e no país
- Aprendizagem de outras estratégias e leituras sobre os diversos temas relacionados com a temática

domingo, 28 de outubro de 2012

Tertúlia de Basquetebol em Torres Vedras


No próximo dia 31 de outubro vai realizar-se, em Torres Vedras, uma tertúlia dedicada ao Basquetebol sob o tema “A defesa é o melhor ataque?”

Um grupo de pessoas ligadas à modalidade decidiu dar início a estes encontros dada a necessidade e o interesse demonstrado em aprofundar conhecimentos, cruzando experiências e analisando as principais tendências da actualidade.

Neste primeiro encontro, destaque para a importância da defesa no jogo.

Como é que ensinamos os mais jovens a valorizar as atitudes defensivas? Como é que identificamos um esquema defensivo de qualidade? Que análise devemos fazer da importância da defesa no resultado final de uma partida?