sábado, 4 de dezembro de 2010

Basquetebol: Sofrer para vencer


A Física de Torres recebeu o Seixal, em jogo a contar para a quinta jornada da Proliga, e venceu por 69-55, ainda que tenha sido surpreendida pela boa réplica dada pelos homens da margem sul.

Apesar de contar por derrotas todos os jogos disputados no campeonato, a equipa do Seixal apresentou-se em Torres Vedras confiante nas suas possibilidade de somar a primeira vitória. A equipa da Física, por seu lado, entrou em jogo desconcentrada e isso acabou por justificar a péssima % de lançamento do primeiro período, bem como a acumulação de turnovers. A equipa seixalense, optando por um ritmo lento e apostando em lançar com segurança,  completou o primeiro parcial a vencer por 11-16.

No segundo período, veio ao de cima a melhor condição física dos homens da casa, defendendo a campo inteiro, pressionando a colocação de bola e afirmando-se no jogo interior. O Seixal enfrentava uma fase do jogo complicada, especialmente com a ida de Tiago Severino (6 pontos, 2 assistências) para o banco, o que fragilizou bastante a direcção de jogo da equipa. Ao intervalo, o marcador registava um 34-27, esperando-se que a reacção da Física de Torres aumentasse esta vantagem.

O intervalo, ainda assim, não foi bom conselheiro para a equipa de Torres Vedras. Os homens da margem sul, com alguns jogadores muito experientes, conseguiam desconcentrar a equipa da casa, provocando erros e faltas. Tiago Magalhães (5 pontos e 10 ressaltos) destacava-se nesta função unificadora da sua equipa, mesmo que neste período se observasse a subida de rendimento de Jason Underwood (19 pontos, mas apenas 28% de acerto no lançamento) e Carlos Dias (14 pontos e 5 ressaltos). O terceiro período encerrou com um parcial empatado a 16.

No último período, o Seixal conseguiu estar a perder por apenas 5 pontos, mas a reacção final da Física manteve a justiça no resultado. A diferença de valores, sendo evidente, não se materializou nos números do jogo, que mostram um Seixal a subir de forma, mesmo numa semana em que tiveram que fazer uma longa viagem para disputar uma eliminatória da Taça em Guimarães. O melhor homem da Física foi Carlos Dias (83% em lançamentos de 2 pontos!), mas o MVP da partida foi o jovem seixalense Eneyde Ferreira, que terminou o encontro com 17 pontos (73% de aproveitamento), 4 ressaltos e 3 recuperações de bola. 

Benfica ganha em marcha lenta

(foto:Miguel Barreira)
Benfica e Olhanense não pareceram dispostos a combater o frio da noite lisboeta, num jogo onde os encarnados ganharam por 2-0 sem convencer os seus adeptos.

Foram os algarvios quem entrou melhor no jogo, aproveitando os espaços que o Benfica dava ao seu trio atacante. Aos 14 minutos, Carlos Fernandes apareceu isolado no centro da área encarnada, mas Roberto evitou o golo com uma mancha do tamanho da baliza. O Benfica utilizava a marcha lenta sempre que visava a baliza adversária, coleccionava pontapés de cantos, mas não criava perigo. E assim se passou a primeira meia-hora, sem sinal de perigo junto da baliza algarvia.

Deu-se então o sinal de alerta entre as hostes benfiquistas. A equipa começou a trocar melhor a bola na intermediária adversária, conseguindo conter os contra-ataques algarvios. Gaitán também apareceu no jogo, para servir, por duas vezes, a cabeça de Cardoso, embora sem sucesso. Foi preciso chegar o minuto 41 para que a história da partida se alterasse. E podem os adeptos benfiquistas agradecer ao mal-amado Moretto, agora equipando à olhanense. Maxi Pereira centrou da direita, Cardoso apareceu, uma vez mais, entre os centrais, e, com um forte  golpe de cabeça, colocou a bola nas mãos do guarda-redes brasileiro. Este, em lugar de segurar, deixou-a rolar sobre o seu corpo e já só conseguiu contê-la para lá da linha. Festa na Luz, mais por demérito do adversário, do que por inspiração dos homens da casa.

No início da segunda parte, Carlos Martins entrou para o lugar de Gaitán, mas foi o Olhanense quem voltou a ter protagonismo. A equipa algarvia chegou mesmo a colocar a bola na baliza encarnada, mas Paulo Sérgio estava fora de jogo. Aos 52 minutos deu-se o caso da partida. João Gonçalves penetrou na área benfiquista, passou por Maxi e ao aproximar-se da baliza viu David Luis atravessar-se no seu caminho, impossibilitando a chegada à bola. O árbitro errou ao não assinalar a grande penalidade que o defesa central brasileiro cometeu, numa falha inacreditável a este nível competitivo. Logo a seguir, continuou o rol de asneiras de Marco Ferreira, que acabou por ter uma noite infeliz. Pablo Aimar isola-se em direcção à baliza algarvia mas é agarrado por Jardel. Quando as regras sugerem a amostragem do cartão vermelho, o castigo disciplinar ficou pela cor amarela, para incredulidade dos adeptos que congelaram no Estádio da Luz.

O treinador Daúto Faquirá tentou refrescar o meio-campo da sua equipa, mas o Olhanense como que desapareceu ao passar da hora de jogo. Paulo Sérgio, a sua figura de maior destaque, perdia alguma frescura física, o que ajuda a explicar o apagão algarvio. Os benfiquistas, sempre lentos, conseguiram voltar a aproximar-se da baliza adversária e conseguiram o golo da serenidade aos 80 minutos de jogo. Num canto marcado por Carlos Martins, David Luis desviou no primeiro poste e Saviola apareceu sozinho a finalizar.

Vitória importante para os benfiquistas, que voltam a colocar o FC Porto sob pressão, mesmo que a sua exibição tenha sido muito pouco convincente. Os homens da Luz acabaram por aproveitar os erros da equipa adversária e do árbitro para assegurar os três pontos.


Figuras do Jogo

Roberto – grande exibição do espanhol, salvando por diversas vezes a equipa encarnada. A defesa da noite aconteceu aos 14 minutos de jogo, mas o guardião volta a garantir uma das verdades óbvias do futebol: equipa que não sofre golos, não perde.

Paulo Sérgio – com uma hora a alta rotação, o pequeno avançado formado nas escolas do Sporting, voltou a mostrar porque tem sido uma das figuras do campeonato. Nunca desistiu de uma bola, acreditando sempre, enquanto teve pernas, na possibilidade de conquistar um ponto na casa do campeão.

Moretto – finalmente um erro na Luz que satisfaz os adeptos encarnados. Um frango que permitiu que o Benfica sossegasse e partisse, definitivamente, para a vitória. Deixou ficar mal os seus colegas que talvez merecessem outra sorte na noite de sexta-feira.

link

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Festa nas Gaeiras

Plantel do Gaeirense Basket

Receber o Benfica, em jogo a contar para os 16/avos de final da Taça de Portugal, foi pretexto para que a festa do basquetebol visitasse a localidade do Concelho de Óbidos.

O pavilhão encheu com cerca de 200 pessoas a vibrar com a entrada em jogo do Gaeirense Basket, que completou um parcial de 8-0 graças a triplos de Filipe Canha e Pedro Rochete, mais um lançamento interior de Tomás Emídio. O entusiasmo contagiou toda a gente que, até final, não deixou de festejar todos os cestos da equipa da casa com sonoros aplausos. Do outro lado, o campeão Benfica, sabendo de que a vitória era uma questão de tempo,  jogava num ritmo lento, dado estar numa semana em que vai disputar um total de 4 jogos em 8 dias(!!).  Logo no primeiro período, o Benfica fez um parcial de 15-0, tomando a liderança do jogo aos seis minutos e não mais deixando de seguir na frente.

A equipa do Concelho de Óbidos jogou consciente da oportunidade única que vivia, não desistindo nunca de lutar contra o poderoso Benfica. Dando oportunidades a todos os jogadores, o treinador Nuno Agostinho manteve a equipa concentrada e organizada, muito graças às boas exibições de Pedro Rochete e Miguel Ribeiro na direcção da equipa, e à consistência do jogo interior de Tomás Emídio e Filipe Canha. No Benfica, a primeira parte foi toda de António Tavares, que completou os 20 minutos com 20 pontos na sua estatística.

Na segunda parte, a história do jogo não se alterou. O Benfica conseguia impor a sua superioridade sempre que pressionava a equipa da casa, mas os homens das Gaeiras iam demonstrando as suas qualidades, não deixando de pressionar os bases encarnados, único território do campo onde as equipas arriscavam jogar de igual para igual. Na luta pelas tabelas, Élvis Évora e Rodrigo Mascarenhas estiveram dominadores, dando pouco espaço para os homens da casa brilharem, sobretudo dada a muita juventude das opções interiores do Gaeirense. Na segunda parte, destacou-se Filipe Tomé, com três triplos no terceiro período. O Benfica foi gerindo a vantagem e terminou o jogo com um resultado de 59-89, o que terá deixado felizes ambas as equipas.

Talvez este jogo tenha sido uma oportunidade de ouro para promover o basquetebol nas Gaeiras. Como em tantas outras zonas do país, esta modalidade é olhada com estranhamento, sendo bem provável que grande parte das pessoas presentes no pavilhão percebessem pouco do que são as regras básicas deste desporto. Ainda assim, é de destacar a presença de dezenas de crianças (que não deixaram de aproveitar o intervalo para lançar umas bolas ao cesto) e um facto, talvez único, na história do Benfica. Nem um cachecol, nem uma bandeira da equipa encarnada foram vistas. Todos os espectadores marcaram presença para apoiar o Gaeirense. E, se me permitem essa liberdade, é esse facto que deve encher de orgulho quem trabalha diariamente naquele clube.

Óbidos.pt/Gaeirense (59): João Luís, Pedro Rochete(9), Tomás Emídio (11), Filipe Tomé (15), Filipe Canha (10); Tomé Francisco, António Chambell (2), Edgar Pereira (6), Alexandre Parreira, Paulo Coincas, João Feliciano e Miguel Ribeiro (6)
Treinador: Nuno Agostinho

SL Benfica (89): António Tavares (23), Rodrigo Mascarenhas (8), Miguel Minhava (7), Élvis Évora (19), Francisco Jordão (12); Diogo Carreira (14), João Ferreirinho (6)
Treinador: Henrique Vieira

Marcador: 16-23; 13-24; 21-26; 9-16. 

Benfica regressa ao futuro

(Foto:Lusa)

Há muito tempo que Jorge Jesus não vivia uma semana tão calma para os lados da Luz. A vitória, por números esclarecedores, em Aveiro e a aparente concórdia que transpareceu da atitude dos jogadores no jogo disputado frente ao Beira-Mar, foi reforçada com a entrevista de David Luís, reafirmando a sua vontade de conquistar mais títulos no Benfica.
Assim, Jesus respirou de alívio e pôde preparar a recepção ao Olhanense, em jogo a contar para a jornada 13 da Liga Zon Sagres, na paz dos anjos. O plantel benfiquista chega a este jogo sem qualquer impedimento, dado que não será de somenos importância. Com a defesa estabilizada desde o ano passado, faltava aos encarnados uma intermediária equilibrada.Ruben Amorim, que esteve fora por lesão durante dois meses, apresentou-se como figura fulcral no último jogo benfiquista. Javi Garcia também está perto de retomar os níveis que fizeram dele o melhor trinco do campeonato passado e Carlos Martins vive um dos melhores períodos da sua carreira.
Assim, restarão poucas dúvidas de que, com a esquerda entregue ao jovem Nico Gaitán,Pablo Aimar começará o jogo no banco de suplentes. O número dez argentino tem estado uns furos abaixo do esperado e a falta de ritmo enfraquece a sua candidatura a um lugar na equipa titular. O ataque, esse, estará entregue ao ressuscitado Cardoso, de quem se esperam golos e assistências para Javier Saviola, outro dos jogadores com sinal menos nos últimos jogos do Benfica.
Para os olhanenses, as notícias são pouco animadoras. Dois dos habituais titulares no meio-campo, Delson e Vinícius, estão afastados por lesão e Daúto Faquirá ainda não terá decidido quem substituirá o segundo, jogador de quem ser fala estar perto de dar o salto para um clube de maiores ambições. As soluções poderão passar pela utilização de Cadú ou de Lulinha, jovem brasileiro que chegou a estar nas cogitações da direcção benfiquista, quando era uma das grandes promessas da formação do Corinthians.
Quem regressa a um lugar onde já foi feliz é o guarda-redes Moretto. O brasileiro está de volta a Portugal, depois de uma passagem pela Polónia, e terá, na sexta-feira, o primeiro reencontro com a equipa onde atingiu notoriedade internacional.
Esta temporada, os algarvios ainda não venceram nenhum jogo fora e, em jogos da Liga, passam por um período complicado, com três empates e duas derrotas nos últimos cinco encontros. O que ainda vai mantendo em alta o espírito do plantel são os resultados positivos naTaça da Liga e na Taça de Portugal, onde se mantém em prova.
Olhando para o histórico das visitas do Olhanense ao estádio dos campeões nacionais, as perspectivas não podiam ser mais animadoras para a equipa encarnada. Os algarvios conseguiram um empate numa das últimas visitas, na longínqua época de 74/75. O que estará vivo na memória de todos são as visitas em 2008/09, em jogo a contar para a Taça da Liga, quando o Benfica ganhou por 4-1, com Diego Armando Maradona a observar o, na altura promissor, Di María, marcar um dos seus melhores golos com a camisola das águias.
Na época passada, em plena cavalgada para o título, o Olhanense viu-se atropelado pelos futuros campeões, saindo derrotado por 5-0, num jogo onde o paraguaio Tacuara fez um hat-trick. O ambiente é, assim, propício a mais uma vitória benfiquista na noite de sexta-feira, onde o frio não impedirá uma plateia bem composta.
Com os resultados da semana anterior, o Benfica aproximou-se da liderança da Liga e a confiança parece querer reencontrar-se com os homens da Luz. O Olhanense lutará para ser a surpresa da jornada, mas as expectativas são mínimas. Este não é o campeonato do Olhanense, seguramente. Enquanto, para o Benfica, a festa está agora a começar.

Eurochallenge - Jornada 3

A surpresa da jornada no Eurochallenge foi a vitória dos letões do Ventspils na deslocação a Israel, para defrontar o Maccabi Haifa. Para além dos jogadores em destaque nas principais partidas, nota especial para o MVP da jornada, Andrew Mitchell, norte-americano a jogar no Norrkoping da Suécia.

Tudo para ler no resumo da Eurochallenge, no site BasketMe.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Taça sem surpresas

Marco Gonçalves

Jogo muito equilibrado em Torres Vedras, onde o Casino Ginásio teve que suar para bater a Física. Os torrienses optaram por uma pressão a campo inteiro sobre os dois bases da Figueira da Foz, Richard Oruche (18 pontos) e Tomás Barroso (14 pontos), obrigando o adversário a jogar em ataque directo. A Física apresentou dois sistemas defensivos complementares, homem a homem e zona, conseguindo chegar ao intervalo à frente, graças a um triplo de Miguel Salvador no último segundo da primeira parte, onde os parciais foram  de 22-26 e 22-17. Na segunda parte, o acerto defensivo de ambas as equipas tornou o jogo menos atraente. A Física desperdiçou muitas situações de ataque, o que permitiu ascendente para os homens da Figueira. Os parciais de 14-16 e 11-15 mostram quão diferente foi a realidade da segunda parte. No final da partida, vitória justa para o Casino Ginásio, numa partida em que os melhores marcadores foram Jason Underwood (26 pontos), pelos homens da casa, e Marco Gonçalves (22 pontos), pelos visitantes.

Nos jogos entre equipas da LPB, o Barreirense foi superior ao Lusitânia Expert e conseguiu a sua primeira vitória da época. O CB Penafiel recebeu e venceu o Sampaense, conseguindo também um bilhete para a próxima ronda.

Nos restantes jogos, nenhuma surpresa, com as equipas teoricamente mais fortes a vencerem. Em Leça da Palmeira, o Desportivo de Leça recebeu o detentor do troféu, Porto Ferpinta, e acabou derrotado por  58-120. Os melhores marcadores da partida foram os portistas João Soares (25 pontos) e André Pereira (24 pontos), sendo Tiago Lopes (13 pontos) o jogador mais destacado entre os leceiros. A Académica deslocou-se até à Póvoa de Varzim e, liderada por Tommie Eddie (18 pontos) e Matt Shaw (26 pontos), impôs a sua superioridade, com o resultado final a ser 54-73. O BC Barcelos foi ao Montijo vencer por 63-79, com Nuno Pedroso (23 pontos) a ser o melhor marcador da partida.

Resultados completos dos 16/avos de final:

Física T.Vedras  -Casino Ginásio 69-74
GDB Leça-FC Porto Ferpinta 58-120
Barreirense-S.C.Lusitânia EXPERT 82-78
Algés-CAB Madeira 55-76
Vitoria S.C.-Seixal FC  89-64
Aliança Sangalhos-Maia Basket 71-64
U.D. Oliveirense-Ovarense Dolce Vita   53-94
BC Valença Intermarché-Forum Terceira Basket  63-97
CD Póvoa MonteAdriano-Académica Coimbra  54-73
Olivais Coimbra -Galitos Weber 62-78
MONTIJOBANDABASKET-Barcelos Hotel Terço 63-79
Academia-Eléctrico F.C. 98-106
CB Penafiel-Sampaense Basket 76-72
Galitos FC-Illiabum 70-79
Guifões S.C.-AngraBasket 82-73

Hoje disputa-se o Óbidos.pt/Gaeirense Basket – SL Benfica, a partir das 21horas, no Pavilhão das Gaeiras, localidade do Concelho de Óbidos. 

Campeões sem pavilhão - Entrevista a Rui Fonseca, Vasco da Gama


Rui Fonseca está ligado desde sempre ao Vasco da Gama, como adepto, jogador, treinador e funcionário. Actual campeão nacional de sub-18, o técnico deste histórico do basquetebol português fala-nos de uma realidade bem próxima a muitos daqueles que estão envolvidos na modalidade por todo o país.

- Como  está organizada a formação do Vasco da Gama? Quantos atletas, equipas e treinadores trabalham no clube?
Estamos organizados sem ter um coordenador técnico, mas estamos com um grupo de treinadores que conhecem bem os cantos à casa e como as coisas funcionam há anos, somos 15 treinadores, trabalhamos com 10 equipas e com um número de atletas a rondar os 150.

- Qual a importância dos resultados escolares na evolução de um atleta?
É muito importante que eles sejam responsáveis nos estudos, para terem uma boa evolução como atletas, muitos deles são castigados pelos pais durante a época por causa das notas e isso é mau para o trabalho deles como desportistas. Nós, treinadores, também somos responsáveis nos estudos deles.

- Consideras fundamental que um jogador passe pelos diversos escalões de formação ou parece-te melhor que o jogador seja colocado a jogar contra atletas mais velhos, de modo a enfrentar maiores desafios?
Eu acho muito importante que passem pelos escalões todos, mas há muitos casos de atletas que não faz sentido estar no escalão sem ter capacidade de resposta dos companheiros. Aí sim, devem de treinar e jogar contra atletas mais velhos para terem uma melhor evolução.

- Enquanto treinador de uma equipa que aposta na formação, quais são os maiores problemas que enfrentas nesta época, a nível de condições de treino, de apoios, de soluções de futuro?
As minhas grandes dificuldades nestes anos de treinador (sempre no Vasco da Gama), é não ter um pavilhão próprio para jogar e trabalhar com as melhores condições, não treinamos com as bolas que jogamos, não temos um piso em condições para a prática, fazemos jogos oficiais onde não treinamos. Estamos à espera do que nos prometeram para o futuro.

-  O campeonato nacional de sub-20 tem sido muito criticado. Para ti, faz sentido a sua existência?
Eu não sou contra,  acho que faz sentido existir.

- O Vasco da Gama não tem, neste momento, uma equipa profissional. Como vês a evolução dos teus jogadores neste contexto?
Não, estamos na CNB-1 e os nossos jovens são trabalhados para chegarem em grande número à equipa sénior do clube.  Os atletas com algum talento, foras de série, podem vir a representar uma equipa profissional.

- Quando um jogador do Vasco da Gama disputa um torneio internacional pela Selecção, notas uma evolução no seu jogo quando regressa ao clube?
Não. Eles trabalham nos clubes para serem chamados às selecções e representar o país dando  o seu melhor, embora não sejam chamados os melhores às selecções.

- Dos jogadores que tens no Vasco da Gama, quem te parece que poderá vir a ter projecção no Basquetebol internacional?
No basquetebol internacional tenho algumas duvidas, mas a nível da Liga e Proliga, temos cá muitos jogadores com qualidade para representar uma equipa.

- No resto da Europa, encontramos jogadores com 17 e 18 anos a disputar as competições principais de seniores (nos nacionais e nas provas europeias). Porque achas que, em Portugal, só encontramos na Liga Profissional jogadores com mais de 20 anos?
Porque não apostamos nos nossos jovens com valor muito mais cedo, estamos mais atrasados que os outros países.

- Em que nível te parece estar o Basquetebol português? Parece-te possível que, a médio prazo, possa aproximar-se dos melhores níveis europeus?
Estamos a um nível razoável para a nossa realidade desportiva, mas acho que é muito difícil chegarmos a esse ponto.

- O que falta ao Basquetebol Português para chegar lá?
Mais e melhores condições e apoios aos clubes.

- Na tua opinião, como pode o site Planeta Basket apoiar o desenvolvimento de jovens jogadores fora de campo?
Fazer um trabalho em revista ou jornal, sobre os campeonatos em que os jovens participam, com entrevistas, etc.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sofrer para ganhar

Cordell Henry (Foto:Fiba)

Mais um sucesso europeu para a experiente equipa do Benfica que recebeu ontem, no pavilhão da Luz, os estónios do Tartu University/Rock.

A primeira parte foi totalmente dominada pelos homens do Benfica. Mais experientes e com muito acerto no lançamento exterior, os encarnados souberam distanciar-se no marcador, chegando a ter treze pontos de vantagem em relação ao adversário. Em destaque na primeira parte esteve Cordell Henry (21 pontos), que lançou três triplos consecutivos e ajudou a equipa a atingir uma vantagem ao intervalo (46-34) que parecia significar uma segunda parte sossegada.

No entanto, o acerto benfiquista não foi o mesmo durante a segunda metade. Com um terceiro período equilibrado, a melhor condição física do Tartu veio ao de cima, principalmente dado o vigoroso jogo dos seus dois bases, Sten Sokk (12 pontos e 7 assistências) e Rain Veidemann (13 pontos). O Benfica insistia nas jogadas individuais, mas o lançamento exterior estava agora em claro défice. Isso permitiu que a menos de três minutos do final, os estónios passassem para a frente (71-72).

Altura para que Cordell Henry e Greg Jenkins (19 pontos e 12 ressaltos) tomassem as rédeas do jogo encarnado e devolvessem a vantagem ao clube da Luz. Os estónios estavam agora carregados com faltas e, dadas as exclusões de Callistus Eziukwu (10 pontos e 13 ressaltos) e Vallo Allingu (11 pontos e 5 ressaltos), sem opções para fazer frente ao jogo interior benfiquista. A vitória das águias é mais do que merecida pela superioridade demonstrada ao longo da partida, no entanto, falta alguma consistência ao jogo encarnado para disputar 40 minutos de basquetebol a um nível físico mais exigente.

No outro jogo da jornada, o Lukoil Academic foi ganhar a casa dos Lugano Tigers (66-69) e lidera o grupo só com vitórias. O Benfica, em segundo lugar, recebe na próxima quarta-feira os campeões búlgaros, em jogo decisivo para a conquista do primeiro lugar no Grupo C.

Mais trabalho, melhor trabalho - Entrevista a João Tiago, FC Porto


João Tiago é treinador-adjunto do Porto Ferpinta e responsável técnico da equipa do Porto B, que disputa o campeonato da CNB1. Aos 35 anos, este técnico passou por vários escalões da formação do clube do Porto. Conversamos com ele para ficarmos a conhecer a sua visão sobre o presente e o futuro do basquetebol português.

- Como está organizada a formação do Porto? Quantos atletas, treinadores e  equipas trabalham no clube?
Não tenho dados que me permitam responder.

- Para ti, qual a importância dos resultados escolares na evolução de um atleta?
É sempre muito importante que os nossos atletas, para além de trabalharem para obter resultados desportivos, trabalhem de igual forma para alcançar objectivos académicos que lhes permitam alargar ao máximo o leque de opções a tomar no futuro. No entanto, é por vezes complicado fazê-los entender que há tempo para tudo. E quando não há, é preciso fazer opções.   

- Consideras fundamental que um jogador passe pelos diversos escalões de formação ou parece-te melhor que o jogador seja colocado a jogar contra atletas mais velhos, de modo a enfrentar maiores desafios?
Depende da evolução de cada jogador, do nível que vai atingindo e do nível da própria competição. Posso dar como exemplo a Equipa B do F. C. do Porto. Este ano tenho dois jogadores que estão a jogar no escalão de sub-20 e na CNB 1 e têm idade de sub-18. O Clube entendeu que jogarem a um nível superior seria benéfico para a sua evolução como jogadores e ao mesmo tempo permite que, no escalão de sub-18, outros jogadores possam jogar mais tempo.

-  O campeonato nacional de sub-20 tem sido muito criticado. Para ti, faz sentido a sua existência?
O problema não é o escalão. É um escalão que faz sentido para atletas até aos 20 anos. O problema é o que se oferece a estes atletas depois. Como a maioria não tem acesso aos escalões superiores dos clubes mais fortes, desistem com muita facilidade e abandonam a modalidade. Para os mais interessantes existe a possibilidade de jogarem com “estrangeiros” e aqui é que, na minha opinião, reside o problema.

- No crescimento de um atleta, qual a importância de passar pela equipa B?
No F.C. Porto, a Equipa B permite que a Equipa de Sub-20, mais alguns atletas até aos 24 anos, possa participar num escalão com um nível de exigência mais elevado. Esta participação tem dado bons resultados ao longo dos anos. Por esta equipa passaram nomes como Paulo Pinto, Nuno Marçal, Nuno Perdigão, João Rocha, Paulo Cunha, Miguel Miranda, todos jogadores internacionais A que beneficiaram desta participação.

- Este ano, o Porto optou por emprestar uma série de jogadores a outras equipas. Qual o objectivo do clube ao tomar esta decisão?
Permitir que continuem a sua evolução ao mais alto nível, mantendo a ligação ao Clube, pois acreditamos que no futuro podem regressar e contribuir para o sucesso do Clube. 

- Dos jogadores que tens no Porto B, quem te parece que poderá vir a ter projecção no Basquetebol internacional? Porquê?
A grande maioria dos atletas que tenho este ano na equipa é internacional nos mais variados escalões. Todos eles têm trabalhado de uma forma intensa e assumiram o compromisso de dar sempre um pouco mais em cada treino e jogo. Espero que muitos consigam chegar ao topo.

- No resto da Europa, encontramos jogadores com 17 e 18 anos a disputar as competições principais de seniores (nos nacionais e nas provas europeias). Porque achas que, em Portugal, só encontramos na Liga Profissional jogadores com mais de 20 anos?
As condições que existem nesses países estão a uma grande distância das que temos por cá. É verdade que, em muitos casos, são mais altos e mais fortes que os nossos, mas o mais importante é que trabalham muito mais e com muita mais qualidade que em Portugal.

- Em que nível te parece estar o Basquetebol português? Parece-te possível que, a médio prazo, possa aproximar-se dos melhores níveis europeus?
Neste momento existe, na minha opinião, uma falha grande em termos de qualidade e quantidade entre a geração que tem representado a nossa selecção, com idades entre os 30 e os 34 anos e os novos valores que vão aparecendo com idades entre os 19 e 23 anos. Como os mais velhos não são eternos, acho que o nível do Basquetebol vai, infelizmente, descer um pouco em relação aos melhores. 

- O que falta ao Basquetebol Português para chegar aí?
Falta trabalho em quantidade e em qualidade. Faltam condições para as equipas de formação trabalharem mais. Faltam condições aos clubes para colocarem nos escalões de formação os treinadores com mais experiência no treino de jovens. Não tenho nada contra os treinadores que estão a começar a sua carreira, até porque já passei por lá, mas não é a mesma coisa colocar num escalão de iniciação um treinador que está a “experimentar” treinar pela primeira vez do que colocar um treinador com vários anos de experiência. Falta também uma Liga com mais qualidade e visibilidade que permita aos mais novos sonharem com chegar lá.
 
- Na tua opinião, como pode o site Planeta Basket apoiar o desenvolvimento de jovens jogadores fora de campo?
Tudo o que possa fazer para divulgar a nossa modalidade, por mais pequena que seja a iniciativa, é uma ajuda para apoiar esse desenvolvimento. O importante é que se fale de Basquetebol. 

Melhorar e Aprender: Sempre - Entrevista a Diogo Correia, jogador do FC Porto


Diogo Correia tem 20 anos e é jogador do Porto Ferpinta, competindo quer na equipa profissional (LPB), quer na equipa B (CNB1). O Diogo foi uma das grandes transferências deste ano, ao trocar o Benfica pelo Porto. Neste momento é uma das nossas promessas, tendo no currículo um longo percurso internacional, com participações no Europeu Sub-16 (2006), em dois Europeus de Sub-18 (2007 e 2008) e em dois Europeus de Sub-20 (2009 e 2010). Para além do Basquetebol, é estudante universitário, frequentando o curso de Medicina.

- Na tua evolução como jogador, qual a importância das participações nas competições europeias de selecções?

Poder contactar, durante vários anos, com realidades basquetebolísticas completamente diferentes, com atletas que hoje em dia estão a competir ao mais alto nível por esse mundo fora, e poder jogar durante essas mesmas competições, jogos onde os índices competitivos são elevadíssimos, foi algo que veio enriquecer e muito toda a minha evolução como jogador. Nessas competições não existem jogos fáceis, uma simples distracção durante trinta segundos pode custar o resultado no final do jogo. Somos obrigados a estar constantemente concentrados e a ter uma grande responsabilidade, o que ajuda imenso a atingir alguma maturidade competitiva. Além disso, em grande parte dos países que participam nessas mesmas competições, existem jogadores que, apesar da idade, possuem enorme valor e jogam já vários minutos nas Ligas Profissionais dos respectivos países ou nas Ligas dos países de topo no basquetebol europeu (Espanha, Sérvia, Grécia, etc.). Para mim, como jogador, foi extremamente valiosa toda essa experiência.

- Sentes que podias evoluir mais, como jogador, estando no estrangeiro? O que achas que pode ser feito em Portugal para nos aproximar desse nível?

Sim, acho que é algo que, olhando para a realidade do basquetebol em Portugal e comparando-a com a de alguns países, é legítimo pensarmos. No entanto, na minha opinião, essa necessidade de ir para o estrangeiro de modo a que possa existir uma evolução ainda maior, deve-se a questões relacionadas com a competitividade que existe nas grandes ligas no estrangeiro e com o valor dos jogadores que actuam nessas mesmas ligas ou com as condições de treino que são proporcionadas. Em Portugal existe muita qualidade, mas infelizmente, deparamo-nos com o eterno problema de sermos um país com 10 milhões de habitantes, em que apenas 30 mil pessoas praticam basquetebol federado. Comparando com Espanha, que é aqui mesmo ao lado, e que possui 50 milhões de habitantes, chegamos à conclusão que a base de recrutamento é cinco vezes maior, e portanto o número de pessoas a praticar basquetebol é muito superior, mesmo tendo em conta a proporção. Assim, com mais pessoas a praticar basquetebol, aumenta a probabilidade de aparecerem jogadores com mais talento, o que por si só aumenta o número de equipas competitivas, elevando a qualidade quer dos campeonatos, quer do basquetebol.

Apesar de tudo o que referi, sou da opinião que, mesmo por cá, é possível ter uma boa evolução, porque felizmente começamos a ter as pessoas certas (treinadores, dirigentes, responsáveis técnicos, etc.) nos lugares certos. Pessoas essas, extremamente profissionais e com grande valor, a quem começam a ser dadas oportunidades. Em Portugal, já muito tem sido feito para que pelo menos nos aproximemos desse nível, nomeadamente com a criação dos Centros de Treino ou com a intervenção que tem existido nas escolas com a iniciativa do Compal Air. Tudo o que sirva para divulgar o basquetebol, falar do basquetebol ou promover o basquetebol é de salutar e ajuda a que nos aproximemos do nível a que aspiramos. Outro exemplo que merece ser destacado, é que ainda muito recentemente foi apresentado o PFD - Processo de Formação Desportiva, projecto da FPB que visa melhorar a formação dos atletas jovens.

- Há evolução, para um jogador como tu, a jogar numa equipa B? O CNB 1 é um desafio ou a equipa preferia poder subir à Proliga?

Há sempre coisas a melhorar e a aprender, seja numa equipa B ou sub-20. No entanto, e penso que posso falar em nome de toda a equipa, era preferível poder subir à Proliga, uma vez que no CNB 1, existem muito boas equipas e com quem de certeza iremos ter jogos competitivos, mas apesar disso na Proliga, o número de boas equipas é superior, o que por si só aumenta o número de jogos competitivos ajudando ainda mais na evolução de cada um. Sendo assim, penso que a Proliga poderia ajudar mais e melhor na nossa evolução.

- Tens evoluído também na tua carreira académica. Para ti é importante manter bons resultados escolares?

Sem dúvida! Hoje em dia penso que em Portugal não é possível alguém poder fazer do basquetebol a sua profissão. A carreira de um jogador de basquetebol é muita curta, e é importante termos algo assegurado em termos de estudos, para quando essa mesma carreira um dia acabar.

- Sentes que o basquetebol profissional é um objectivo atractivo? Ou acreditas que será difícil de concretizar uma carreira de nível internacional?

É claramente algo atractivo, e quem me dera que a realidade do basquetebol português, fosse diferente para que tal pudesse ser possível. Poder fazer aquilo que mais se gosta, e ainda por cima de forma profissional é algo a que toda a gente aspira e que infelizmente muito poucos conseguem. É assim no basquetebol, no desporto em geral, e em todas as áreas da vida. É esta a nossa realidade, e portanto é preciso adaptarmo-nos a ela. Quanto à segunda questão, acredito que será difícil conseguir ter uma carreira internacional, e como prova disso basta ver a quantidade de jogadores portugueses que o conseguiram. No entanto, acredito que com trabalho, sacrifício, humildade, ambição, responsabilidade, e talento, tudo é possível. É algo que sabemos que é complicado, mas que não deixamos de ter no horizonte, porque é algo que todos ambicionamos!

A nova cara dos Campos MVP - Entrevista a Nuno Tavares

Nuno Tavares

Hoje é dia 1 de Dezembro, mas o pai natal já deixou a sua prenda no sapatinho dos Campos MVP. Trata-se de uma nova plataforma na rede, com novidades na apresentação e nas funcionalidades. O Planeta Basket associa-se a este momento, conversando com Nuno Tavares, o mentor deste projecto.

-Olá Nuno, o que diferencia os Campos MVP dos outros?

Olá, queria primeiro agradecer ao Planeta Basket por conceder a oportunidade de assinalar o lançamento do nosso novo site.
Não gostava de responder nesses moldes, pois não construímos o nosso caminho em relação ao que outros campos fazem, mas sim tendo em conta aquilo em que profundamente acreditamos.
Sendo assim, é uma conjugação de várias vertentes que temos vindo a implementar no projecto. Primeiro a duração do campo, 14 dias, pois achamos que em termos técnicos uma semana é pouco para vermos a evolução que pretendemos. Depois, damos muita importância à disciplina, ou seja, disciplina nos horários, na alimentação, no comportamento fora e dentro do campo. Por último, aos valores que os campos transmitem e que a equipa técnica reforça a todos os momentos: civismo, solidariedade, honestidade, equipa, respeito entre outros.
Os Campos MVP são diferentes, mas essa diferença não é determinada em comparação com os outros campos,  mas sim ao que o atleta sente antes e depois dos 14 dias que passa connosco.

-Como tem sido a evolução do trabalho nos Campos MVP ao longo dos anos?

Como todos os projectos que nascem de raiz, cada ano que passa as melhorias têm que ser notórias, sendo o nosso objectivo melhorar em termos técnicos, de alojamento e da alimentação. Cada ano, aperfeiçoamos mais a ideia original que serviu de ponto de partida, construir um projecto ligado à modalidade de basquetebol, com forte componente no desenvolvimento técnico-táctico do atleta, mas acima de tudo, o desenvolvimento do jovem e dos valores que o irão fazer um adulto com responsabilidades na sociedade do amanhã.


-Já muitos atletas passaram pelos Campos MVP, que feedback tens recebido da evolução destes atletas?

O feedback tem sido excelente, com mais desenvolvimento nuns atletas do que em outros, mas sem dúvida,  desde o primeiro ano até hoje, os atletas que saem dos Campos MVP saem melhores jogadores do que entraram, com mais conteúdos técnicos e tácticos, mais disciplinados e orientados. Praticar 6 horas por dia, fazer 1000 lançamentos exteriores e 400 lances livres em 10 dias de treino só podem melhorar um jovem atleta.

-Este ano, estreiam uma nova plataforma na rede. Quais são as razões para esta alteração?

O projecto atravessa uma fase importante, passou de embrião a criança e começa agora a sua etapa de jovem adulto. Sendo assim, não temos medo de assumir todas as responsabilidades que isso traz. Esta nova plataforma na rede é uma resposta e uma demonstração da seriedade e responsabilidade com que estamos a levar o projecto, para os nossos atletas, pais, treinadores, árbitros e todos os intervenientes e simpatizantes da modalidade.

-Que novidades podemos encontrar?

O novo site é bastante flexível, o que nos permite uma série de interactividades com o visitante,  tanto em termos de informação sobre os campos, tal como em  notícias, de modo a que os conteúdos possam ser mais atractivos. No fundo, permite-nos abordar todas as questões relacionadas com o projecto de uma forma clara e objectiva. 

-Em 2010 introduziram a actividade MVP Solidário. Porque razão o fizeram?

O basquetebol é uma modalidade fantástica, mas não passa de um jogo. Nesse sentido, tal como referi atrás, a nossa missão é, através da modalidade, formar jovens dentro e fora do campo.
Por um lado, o MVP Solidário é uma das vertentes mais importantes deste projecto, pois pretende contribuir para a sociedade civil através de vários tipos de ajuda a instituições de solidariedade social; por outro lado, é uma inter-acção entre crianças com realidades diferentes e os atletas dos Campos MVP, proporcionando um convívio onde o basquetebol serve de ligação.

-Conta-nos o que de concreto foi feito no MVP Solidário e o quais os planos para este ano?

Os Campos MVP 2010 serviram como rampa de lançamento para o MVP SOLIDÁRIO, numa ligação entre os campos e a instituição de solidariedade “A Catraia” de Portimão, uma instituição que acolhe crianças que tenham sofrido maus tratos e precisam de um local de transição.
Neste sentido, e tal como iremos fazer este ano, pedimos aos pais que trouxessem roupas, brinquedos, bens essenciais e outro tipo de material para podermos doar à instituição e pôr um sorriso na cara daquelas crianças que partilham os mesmo desejos e sonhos que os participantes do campo.
Para que as diferentes realidades se tornem uma só, proporcionamos uma manhã de interacção entre todos, onde os nossos atletas poderão  ser “treinadores” durante umas horas e proporcionar àquelas crianças um momento inesquecível.
Para 2011 temos algo muito especial preparado, que não iremos revelar ainda, mas poderei dizer que a nossa missão nesta parte do projecto é apenas uma: contribuir para dar alegria a todos aqueles que, por vezes, só precisam de um carinho, um afecto e um pouco de atenção. O Basquetebol tem a magia de nos ensinar valores e dar lições sobre a vida.

-Quais serão as novidades nos Campos MVP 2011?

Não gostaria de me alargar muito sobre as novidades, pois gostaríamos de ir apresentando aos poucos, mas posso dizer que a maior parte da equipa técnica irá regressar, que iremos aperfeiçoar algumas arestas tal como a Liga MVP, os concursos, etc. Temos, claro, algumas surpresas interessantes e para deixar a porta um pouco aberta, apenas dizer que falar-se-á novamente  inglês nos Campos MVP 2011.

-Quando vão abrir as inscrições para Campos MVP 2011?

As inscrições para 2011 irão abrir no dia 1 de Fevereiro, temos o contador decrescente no topo do nosso site que irá informar, segundo a segundo, a aproximação do inicio das mesmas.

-E como vão funcionar as inscrições directas no site?

Tal como nos outros anos, só são permitidas inscrições on-line, num processo muito simples através de uma ficha, basta ir ao nosso site e procurar pelo módulo das inscrições ou no site do Planeta Basket, página dos Campos MVP, clicando no link das inscrições.

-Que balanço fazes da parceria entre Campos MVP e o Planeta Basket?

Digamos que, se fossemos jogadores de basquetebol, seríamos Kobe Bryant e Paul Gasol!
Penso que cada vez mais tem que haver parcerias de modo a que projectos com  valores idênticos possam se complementar. Disse há 2 anos, neste mesmo site, que o Planeta Basket é um oásis no deserto que o basquetebol português atravessa em termos de sites e cada vez mais acredito nisso. Nesse sentido, o reforço da nossa presença neste site está no top das nossas prioridades, pois a sua qualidade, seriedade e ética é uma mais valia para os Campos MVP.  
Mas mais novidades estão para vir neste relação entre os Campos MVP e o Planeta Basket, fiquem atentos...